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“Cuidar de quem cuida” - alimentação saudável da equipa multiprofissional de duas UF do ACES Alentejo Central em período de pandemia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: Os profissionais de saúde estão altamente expostos a riscos, uma vez que se encontram na linha da frente do combate à pandemia de coronavírus Sars-Cov2 (COVID - 19), a sua alimentação, bem como os seus hábitos alimentares sofreram alterações, tornando-se maioritariamente inadequados e menos saudáveis. É fundamental a promoção de comportamentos alimentares saudáveis, objetivando a preservação e manutenção da saúde e consequentemente aumentar o bem-estar destes profissionais. Uma alimentação saudável aliada à prática de exercício físico, contribui na prevenção de doenças crónicas, uma vez que estas são a principal causa de incapacidade laboral, ameaçando assim a produtividade nacional e a sustentabilidade do sistema da segurança social. Objetivo: Identificar os hábitos alimentares, as alterações e as suas causas na equipa multiprofissional de duas Unidades Funcionais do ACES AC em período de pandemia, de forma a projetar intervenções de enfermagem com a finalidade de contribuir para a promoção e autocuidado de uma alimentação saudável. Metodologia: Recorreu-se à Metodologia do Planeamento em Saúde e as intervenções foram norteadas pelo modelo de promoção da saúde de Nola Pender. Foi realizado um estudo observacional descritivo a 18 profissionais de saúde do ACES AC, utilizando um questionário sobre os hábitos alimentares baseado num questionário de Augusto (2011) do Instituto Politécnico de Bragança. Resultados: Verificou-se que os profissionais de saúde apresentam alterações nos seus hábitos alimentares, nomeadamente em jejum prolongado entre refeições, aumento do consumo hidratos de carbono e diminuição do consumo de leguminosas. É prevalente ainda a pouca prática de exercício físico, bem como a presença de doenças cardiovasculares e a predisposição para o desenvolvimento das mesmas.Conclusão: A promoção da saúde envolve um conjunto de estratégias, de forma a minimizar os fatores de risco, promovendo estilos de vida saudáveis. Uma alimentação saudável aliada à prática de exercício físico, contribui fortemente para a prevenção e manutenção das doenças crónicas, deste modo, pode concluir-se que os profissionais de saúde se encontram em risco, evidenciando-se a necessidade de serem implementadas medidas para contrariar a manutenção e hábitos alimentares menos saudáveis. Deve ser dada primazia à promoção da diminuição do período de jejum entre refeições, orientação para a adoção de escolhas alimentares mais adequadas e incentivo para a prática de atividade física, objetivando-se deste modo a garantia da promoção da saúde destes profissionais, bem como a sua produtividade laboral através da implementação de intervenções educativas e de acompanhamento, criando assim um ambiente de trabalho seguro e saudável.
Autores principais:Vasques, Sandra Paula dos Santos
Assunto:Covid-19 Profissionais de saúde Hábitos alimentares Fatores risco Enfermagem em saúde comunitária
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Beja
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional do IPBeja
Descrição
Resumo:Introdução: Os profissionais de saúde estão altamente expostos a riscos, uma vez que se encontram na linha da frente do combate à pandemia de coronavírus Sars-Cov2 (COVID - 19), a sua alimentação, bem como os seus hábitos alimentares sofreram alterações, tornando-se maioritariamente inadequados e menos saudáveis. É fundamental a promoção de comportamentos alimentares saudáveis, objetivando a preservação e manutenção da saúde e consequentemente aumentar o bem-estar destes profissionais. Uma alimentação saudável aliada à prática de exercício físico, contribui na prevenção de doenças crónicas, uma vez que estas são a principal causa de incapacidade laboral, ameaçando assim a produtividade nacional e a sustentabilidade do sistema da segurança social. Objetivo: Identificar os hábitos alimentares, as alterações e as suas causas na equipa multiprofissional de duas Unidades Funcionais do ACES AC em período de pandemia, de forma a projetar intervenções de enfermagem com a finalidade de contribuir para a promoção e autocuidado de uma alimentação saudável. Metodologia: Recorreu-se à Metodologia do Planeamento em Saúde e as intervenções foram norteadas pelo modelo de promoção da saúde de Nola Pender. Foi realizado um estudo observacional descritivo a 18 profissionais de saúde do ACES AC, utilizando um questionário sobre os hábitos alimentares baseado num questionário de Augusto (2011) do Instituto Politécnico de Bragança. Resultados: Verificou-se que os profissionais de saúde apresentam alterações nos seus hábitos alimentares, nomeadamente em jejum prolongado entre refeições, aumento do consumo hidratos de carbono e diminuição do consumo de leguminosas. É prevalente ainda a pouca prática de exercício físico, bem como a presença de doenças cardiovasculares e a predisposição para o desenvolvimento das mesmas.Conclusão: A promoção da saúde envolve um conjunto de estratégias, de forma a minimizar os fatores de risco, promovendo estilos de vida saudáveis. Uma alimentação saudável aliada à prática de exercício físico, contribui fortemente para a prevenção e manutenção das doenças crónicas, deste modo, pode concluir-se que os profissionais de saúde se encontram em risco, evidenciando-se a necessidade de serem implementadas medidas para contrariar a manutenção e hábitos alimentares menos saudáveis. Deve ser dada primazia à promoção da diminuição do período de jejum entre refeições, orientação para a adoção de escolhas alimentares mais adequadas e incentivo para a prática de atividade física, objetivando-se deste modo a garantia da promoção da saúde destes profissionais, bem como a sua produtividade laboral através da implementação de intervenções educativas e de acompanhamento, criando assim um ambiente de trabalho seguro e saudável.