Publicação

Empreendedorismo e capital humano na era da automatização e das deslocalizações

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Qual é o real peso do capital humano em muitos dos novos empreendimentos (e outros não tão novos) que actualmente operam a uma escala global, face ao avanço aparentemente irreversível da automatização associada à inteligência artificial e ao fenómeno da deslocalização do trabalho? O centro nevrálgico de muitos empreendimentos pode ser constituído por muito poucas pessoas (nalguns casos, apenas uma) que se encarrega de tarefas “nobres” associadas à criação e ao desenho de novos produtos ou modelos de negócio e subcontrata, por medida, nas mais variadas partes do mundo, todas as outras actividades necessárias ao funcionamento da empresa. Estes tarefeiros podem ser trabalhadores indiferenciados ou altamente especializados, podem ser independentes ou funcionários de uma empresa subcontratada, trabalhar no mesmo sítio ou espalhados por vários continentes; tendencialmente, se for exequível, serão substituídos por algoritmos informáticos. Muito deste capital humano compete diariamente, a uma escala global, em verdadeiros leilões de contratação, fazendo baixar o preço do trabalho e gerando desemprego. A automatização de muitos processos, torna obsoletos vários empregos. Argumenta-se que isto não é tão grave como parece porque esta nova economia, se extingue postos de trabalho, também cria outros, embora exigindo distintas competências. Mas será esta reconversão possível para a maioria das pessoas? Se não é, que fazer com as pessoas sem ocupação? Estas questões, estranhamente, ainda não emergiram à superfície do debate político, salvo raríssimas excepções.
Autores principais:Carloto, António
Assunto:Empreendedorismo Automatização Deslocalizações Capital humano
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Beja
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional do IPBeja
Descrição
Resumo:Qual é o real peso do capital humano em muitos dos novos empreendimentos (e outros não tão novos) que actualmente operam a uma escala global, face ao avanço aparentemente irreversível da automatização associada à inteligência artificial e ao fenómeno da deslocalização do trabalho? O centro nevrálgico de muitos empreendimentos pode ser constituído por muito poucas pessoas (nalguns casos, apenas uma) que se encarrega de tarefas “nobres” associadas à criação e ao desenho de novos produtos ou modelos de negócio e subcontrata, por medida, nas mais variadas partes do mundo, todas as outras actividades necessárias ao funcionamento da empresa. Estes tarefeiros podem ser trabalhadores indiferenciados ou altamente especializados, podem ser independentes ou funcionários de uma empresa subcontratada, trabalhar no mesmo sítio ou espalhados por vários continentes; tendencialmente, se for exequível, serão substituídos por algoritmos informáticos. Muito deste capital humano compete diariamente, a uma escala global, em verdadeiros leilões de contratação, fazendo baixar o preço do trabalho e gerando desemprego. A automatização de muitos processos, torna obsoletos vários empregos. Argumenta-se que isto não é tão grave como parece porque esta nova economia, se extingue postos de trabalho, também cria outros, embora exigindo distintas competências. Mas será esta reconversão possível para a maioria das pessoas? Se não é, que fazer com as pessoas sem ocupação? Estas questões, estranhamente, ainda não emergiram à superfície do debate político, salvo raríssimas excepções.