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Contributos da intergeracionalidade para a qualidade de vida de idosos institucionalizados

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O envelhecimento constitui uma etapa natural e progressiva do ciclo de vida, marcada por transformações físicas, emocionais e sociais que exigem respostas adaptativas tanto do indivíduo como da sociedade. Num cenário de envelhecimento demográfico acelerado, torna-se essencial repensar as condições em que decorre esta fase da vida, sobretudo no contexto institucional, onde muitos idosos vivem afastados do seu ambiente familiar e comunitário. A institucionalização, embora represente uma resposta necessária em determinados casos, pode acentuar sentimentos de isolamento e solidão como uma condição não desejada, frequentemente invisível, mas com profundas repercussões no bem-estar emocional. Neste sentido, a solidão emerge como um desafio silencioso, que compromete a saúde mental e a qualidade de vida dos mais velhos. O presente trabalho incide sobre a temática da intergeracionalidade como promotora da qualidade de vida de idosos institucionalizados, com base num enquadramento teórico que abrange o envelhecimento ativo, a institucionalização e as relações intergeracionais, foi desenvolvido um estudo numa Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI). O objetivo consistiu em analisar o impacto do contacto intergeracional no bem-estar físico, psicológico e social dos residentes. A metodologia mista adotada integrou a aplicação das escalas WHOQOL-OLD e GHQ-12, entrevistas semiestruturadas e um focus group. Participaram dez idosos institucionalizados com 65 ou mais anos e a Assistente Social. Os dados sugerem que as interações com gerações mais jovens potenciam ganhos emocionais e cognitivos, estimulam a autoestima e reduzem o sentimento de isolamento. Propõe-se, como perspetiva futura, a implementação do projeto de intervenção designado de “Gerações Unidas” a avaliação longitudinal dos seus efeitos, de forma a consolidar práticas intergeracionais sustentáveis e promotoras de inclusão.
Autores principais:Boné, Margarida Ferreira
Assunto:Idosos institucionalizados Envelhecimento saudável Relações intergeracionais Gerontologia Qualidade de vida
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Beja
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional do IPBeja
Descrição
Resumo:O envelhecimento constitui uma etapa natural e progressiva do ciclo de vida, marcada por transformações físicas, emocionais e sociais que exigem respostas adaptativas tanto do indivíduo como da sociedade. Num cenário de envelhecimento demográfico acelerado, torna-se essencial repensar as condições em que decorre esta fase da vida, sobretudo no contexto institucional, onde muitos idosos vivem afastados do seu ambiente familiar e comunitário. A institucionalização, embora represente uma resposta necessária em determinados casos, pode acentuar sentimentos de isolamento e solidão como uma condição não desejada, frequentemente invisível, mas com profundas repercussões no bem-estar emocional. Neste sentido, a solidão emerge como um desafio silencioso, que compromete a saúde mental e a qualidade de vida dos mais velhos. O presente trabalho incide sobre a temática da intergeracionalidade como promotora da qualidade de vida de idosos institucionalizados, com base num enquadramento teórico que abrange o envelhecimento ativo, a institucionalização e as relações intergeracionais, foi desenvolvido um estudo numa Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI). O objetivo consistiu em analisar o impacto do contacto intergeracional no bem-estar físico, psicológico e social dos residentes. A metodologia mista adotada integrou a aplicação das escalas WHOQOL-OLD e GHQ-12, entrevistas semiestruturadas e um focus group. Participaram dez idosos institucionalizados com 65 ou mais anos e a Assistente Social. Os dados sugerem que as interações com gerações mais jovens potenciam ganhos emocionais e cognitivos, estimulam a autoestima e reduzem o sentimento de isolamento. Propõe-se, como perspetiva futura, a implementação do projeto de intervenção designado de “Gerações Unidas” a avaliação longitudinal dos seus efeitos, de forma a consolidar práticas intergeracionais sustentáveis e promotoras de inclusão.