Publicação
Impacte da concessão de transporte público rodoviário na descarbonização: Estudo de caso da AMAL
| Resumo: | O combate às alterações climáticas é um dos maiores desafios que a população mundial enfrenta atualmente. Um dos principais fatores passíveis de controlar, prende-se com a diminuição das emissões de gases com efeito de estufa (GEE), em particular no setor da energia, onde se incluem os transportes. Tendo por base a meta de redução de 40% das emissões de GEE (face aos valores de 2005) no setor de transportes, definida no Plano Nacional de Energia e Clima 2030 (PNEC 2030), nesta dissertação é explorado o contributo que os requisitos ambientais definidos na contratualização do transporte público rodoviário têm na descarbonização do setor de transportes, em particular na região do Algarve, naquela que é a primeira concessão de transporte público rodoviário em Portugal, a cargo de uma Comunidade Intermunicipal. Foi efetuada uma análise à operação previamente existente à entrada em funcionamento do contrato de concessão, ao nível das emissões de GEE e consumo de combustível, e aos dados resultantes do primeiro ano e meio de exploração desse mesmo contrato, com vista a medir o impacte que os critérios de cariz ambiental definidos têm na descarbonização do sistema de transporte público rodoviário. Analisados os resultados, foi realizado um paralelismo com o panorama nacional e identificadas medidas que influenciem positivamente e incrementem a descarbonização do setor de transportes, podendo as mesmas ser de aplicação regional e, em alguns casos, de aplicação nacional. Em termos das alterações incutidas no novo modelo de exploração dos serviços da concessão de transporte público rodoviário a cargo da AMAL, verificou-se uma redução de cerca de 24% das emissões de GEE e consumo de combustível, face a 2019, ano de referência, anterior à entrada em funcionamento do referido contrato de concessão. Através da análise dos instrumentos de gestão territorial foi possível também constatar que as otimizações efetuadas à rede de TPR se revelam insuficientes para atingir os desígnios das estratégias nacional e europeia, isto porque, à data dos Censos 2021, apenas 16,2% da população nacional e 7,4% da população algarvia escolhe o transporte público como principal modo de transporte. |
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| Autores principais: | Serrão, Daniela Patrícia Basílio |
| Assunto: | Algarve Descarbonização Emissões de gases de efeito de estufa Mobilidade Transporte público rodoviário Transportes |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Beja |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional do IPBeja |
| Resumo: | O combate às alterações climáticas é um dos maiores desafios que a população mundial enfrenta atualmente. Um dos principais fatores passíveis de controlar, prende-se com a diminuição das emissões de gases com efeito de estufa (GEE), em particular no setor da energia, onde se incluem os transportes. Tendo por base a meta de redução de 40% das emissões de GEE (face aos valores de 2005) no setor de transportes, definida no Plano Nacional de Energia e Clima 2030 (PNEC 2030), nesta dissertação é explorado o contributo que os requisitos ambientais definidos na contratualização do transporte público rodoviário têm na descarbonização do setor de transportes, em particular na região do Algarve, naquela que é a primeira concessão de transporte público rodoviário em Portugal, a cargo de uma Comunidade Intermunicipal. Foi efetuada uma análise à operação previamente existente à entrada em funcionamento do contrato de concessão, ao nível das emissões de GEE e consumo de combustível, e aos dados resultantes do primeiro ano e meio de exploração desse mesmo contrato, com vista a medir o impacte que os critérios de cariz ambiental definidos têm na descarbonização do sistema de transporte público rodoviário. Analisados os resultados, foi realizado um paralelismo com o panorama nacional e identificadas medidas que influenciem positivamente e incrementem a descarbonização do setor de transportes, podendo as mesmas ser de aplicação regional e, em alguns casos, de aplicação nacional. Em termos das alterações incutidas no novo modelo de exploração dos serviços da concessão de transporte público rodoviário a cargo da AMAL, verificou-se uma redução de cerca de 24% das emissões de GEE e consumo de combustível, face a 2019, ano de referência, anterior à entrada em funcionamento do referido contrato de concessão. Através da análise dos instrumentos de gestão territorial foi possível também constatar que as otimizações efetuadas à rede de TPR se revelam insuficientes para atingir os desígnios das estratégias nacional e europeia, isto porque, à data dos Censos 2021, apenas 16,2% da população nacional e 7,4% da população algarvia escolhe o transporte público como principal modo de transporte. |
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