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Caracterização e risco ecotoxicológico de elementos potencialmente tóxicos, quantificados na mina de são domingos: Contributos para uma gestão ambiental sustentável

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Resumo:A Mina de São Domingos, localizada no sudeste de Portugal (Faixa Piritosa Ibérica, FPI), apresenta contaminação ambiental associada a resíduos mineiros evidenciando riscos significativos para os ecossistemas. Este estudo caracterizou solos e plantas espontâneas (Pinus pinaster Aiton, Cistus ladanifer, Eucalyptus camaldulensis Dehnh., Eucalyptus sp., Cistus salviifolius L., Daphne gnidium L. e Erica australis L.) de 2 áreas (1 e 2), quanto a parâmetros químicos, e elementos potencialmente tóxicos (EPTs: As, Cr, Cd, Pb, Cu, Ni e Zn), para avaliação do risco ambiental e recuperação, com o objetivo de avaliar a contaminação e o risco ecotoxicológico. Foi adotada uma abordagem integrada, incluindo parâmetros químicos (pH, condutividade elétrica, matéria orgânica (MO), azoto total (NT), fosforo (P) e potássio (K) biodisponíveis), quantificação de EPTs, atividade enzimática (desidrogenase, β-glucosidase e fosfatase ácida) e parâmetros ecotoxicológicos (Daphnia magna, Thamnocephalus platyurus, Pseudokirchneriella subcapitata, Lactuca sativa e Eisenia fetida). Nas plantas avaliaram-se MO, NT, Na, P e K biodisponíveis e EPTs. A Área 1 apresentou pH ácido (2,7–4,1) e condutividade elétrica (CE) variável (114,5–2330 μS/cm), enquanto a Área 2 revelou pH mais elevado (7,5–8,4) e CE inferior (303,7–560,3 μS/cm). Registaram-se concentrações elevadas de As, Pb, Cu, Zn e Cd, superiores aos valores de referência da APA (2019). A atividade enzimática evidenciou alterações na atividade biológica do solo, sobretudo na Área 1. Os ensaios ecotoxicológicos revelaram maior toxicidade na Área 1, com valores de EC50 (% v/v) entre 0,19–42,72 para D. magna e 0,03–37,92 para T. platyurus, acentuada inibição do crescimento, incluindo inibição total (100%) em P. subcapitata. O índice de germinação de L. sativa apresentou valores inferiores a 50% em alguns pontos da Área 1, contrastando com valores predominantemente ≥80% na Área 2, indicativos de ausência de fitotoxicidade. Nos ensaios de evitamento com E. fetida, registou-se 100% de evitamento na Área 1, enquanto na Área 2 observaram-se respostas variáveis (40–80%). Globalmente, confirma-se risco ecotoxicológico significativo, evidenciando a necessidade urgente de estratégias sustentáveis de recuperação, particularmente nas áreas mais degradadas.
Autores principais:Semedo, Nadine Lidiane Mendes
Assunto:Contaminação dos solos da mina Ecotoxicidade Gestão ambiental Recuperação ambiental
Ano:2026
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Beja
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional do IPBeja
Descrição
Resumo:A Mina de São Domingos, localizada no sudeste de Portugal (Faixa Piritosa Ibérica, FPI), apresenta contaminação ambiental associada a resíduos mineiros evidenciando riscos significativos para os ecossistemas. Este estudo caracterizou solos e plantas espontâneas (Pinus pinaster Aiton, Cistus ladanifer, Eucalyptus camaldulensis Dehnh., Eucalyptus sp., Cistus salviifolius L., Daphne gnidium L. e Erica australis L.) de 2 áreas (1 e 2), quanto a parâmetros químicos, e elementos potencialmente tóxicos (EPTs: As, Cr, Cd, Pb, Cu, Ni e Zn), para avaliação do risco ambiental e recuperação, com o objetivo de avaliar a contaminação e o risco ecotoxicológico. Foi adotada uma abordagem integrada, incluindo parâmetros químicos (pH, condutividade elétrica, matéria orgânica (MO), azoto total (NT), fosforo (P) e potássio (K) biodisponíveis), quantificação de EPTs, atividade enzimática (desidrogenase, β-glucosidase e fosfatase ácida) e parâmetros ecotoxicológicos (Daphnia magna, Thamnocephalus platyurus, Pseudokirchneriella subcapitata, Lactuca sativa e Eisenia fetida). Nas plantas avaliaram-se MO, NT, Na, P e K biodisponíveis e EPTs. A Área 1 apresentou pH ácido (2,7–4,1) e condutividade elétrica (CE) variável (114,5–2330 μS/cm), enquanto a Área 2 revelou pH mais elevado (7,5–8,4) e CE inferior (303,7–560,3 μS/cm). Registaram-se concentrações elevadas de As, Pb, Cu, Zn e Cd, superiores aos valores de referência da APA (2019). A atividade enzimática evidenciou alterações na atividade biológica do solo, sobretudo na Área 1. Os ensaios ecotoxicológicos revelaram maior toxicidade na Área 1, com valores de EC50 (% v/v) entre 0,19–42,72 para D. magna e 0,03–37,92 para T. platyurus, acentuada inibição do crescimento, incluindo inibição total (100%) em P. subcapitata. O índice de germinação de L. sativa apresentou valores inferiores a 50% em alguns pontos da Área 1, contrastando com valores predominantemente ≥80% na Área 2, indicativos de ausência de fitotoxicidade. Nos ensaios de evitamento com E. fetida, registou-se 100% de evitamento na Área 1, enquanto na Área 2 observaram-se respostas variáveis (40–80%). Globalmente, confirma-se risco ecotoxicológico significativo, evidenciando a necessidade urgente de estratégias sustentáveis de recuperação, particularmente nas áreas mais degradadas.