Publicação
Adoção da IFRS 16 pelas PME portuguesas: Estudo de caso nas PME do distrito de Beja
| Resumo: | A harmonização contabilística internacional visa assegurar a comparabilidade e transparência da informação financeira num mercado global. O presente estudo analisa a aplicabilidade e o impacto da IFRS 16 nas Pequenas e Médias Empresas (PME) portuguesas, centrando-se no distrito de Beja, onde predominam empresas familiares e estruturas simples. O problema de investigação consiste em compreender se a adoção voluntária desta norma é proporcional e vantajosa para PME com recursos limitados. O enquadramento teórico acompanha a evolução da normalização contabilística internacional, desde o IASC até ao IASB, demostrando como a IFRS 16 surgiu para aumentar a transparência, exigindo que todos os contratos de locação ( incluindo os operacionais) fossem reconhecidos no balanço. Esta mudança, embora positiva para comparabilidade, implica maior complexidade técnica e custos adicionais. A metodologia combina revisão de literatura, inquérito a Contabilistas Certificados e estudo de caso aplicado a uma PME da região. Esta abordagem permite avaliar perceções profissionais e impactos quantitativos. Os resultados revelam conhecimento técnico moderado e barreiras significativas, tais como: carga administrativa, exigências de mensuração, ajustamentos fiscais e efeitos nos rácios financeiros. No estudo de caso, a capitalização das locações aumentou o ativo e o passivo, reduziu a autonomia financeira e alterou os indicadores de rentabilidade, sem benefícios proporcionais à dimensão da empresa. Conclui-se que a adoção voluntária da IFRS 16 não apresenta relação custo-benefício favorável para as PME do Baixo Alentejo. O estudo reforça a necessidade de políticas contabilísticas ajustadas à realidade empresarial, alertando para os limites da harmonização internacional quando aplicada a contextos heterogéneos. |
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| Autores principais: | Vieira, Rute Natacha Martinho |
| Assunto: | IFRS 16 PME Locações Harmonização contabilística Distrito de Beja |
| Ano: | 2026 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Beja |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional do IPBeja |
| Resumo: | A harmonização contabilística internacional visa assegurar a comparabilidade e transparência da informação financeira num mercado global. O presente estudo analisa a aplicabilidade e o impacto da IFRS 16 nas Pequenas e Médias Empresas (PME) portuguesas, centrando-se no distrito de Beja, onde predominam empresas familiares e estruturas simples. O problema de investigação consiste em compreender se a adoção voluntária desta norma é proporcional e vantajosa para PME com recursos limitados. O enquadramento teórico acompanha a evolução da normalização contabilística internacional, desde o IASC até ao IASB, demostrando como a IFRS 16 surgiu para aumentar a transparência, exigindo que todos os contratos de locação ( incluindo os operacionais) fossem reconhecidos no balanço. Esta mudança, embora positiva para comparabilidade, implica maior complexidade técnica e custos adicionais. A metodologia combina revisão de literatura, inquérito a Contabilistas Certificados e estudo de caso aplicado a uma PME da região. Esta abordagem permite avaliar perceções profissionais e impactos quantitativos. Os resultados revelam conhecimento técnico moderado e barreiras significativas, tais como: carga administrativa, exigências de mensuração, ajustamentos fiscais e efeitos nos rácios financeiros. No estudo de caso, a capitalização das locações aumentou o ativo e o passivo, reduziu a autonomia financeira e alterou os indicadores de rentabilidade, sem benefícios proporcionais à dimensão da empresa. Conclui-se que a adoção voluntária da IFRS 16 não apresenta relação custo-benefício favorável para as PME do Baixo Alentejo. O estudo reforça a necessidade de políticas contabilísticas ajustadas à realidade empresarial, alertando para os limites da harmonização internacional quando aplicada a contextos heterogéneos. |
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