Publicação
Determinantes microeconómicos do endividamento das famílias
| Resumo: | O presente estudo teve como principal foco a análise dos determinantes microeconómicos do endividamento das famílias, onde se procurou também entender quais os impactos causados pela pandemia da covid-19 nos agregados familiares. Para tal recorreu-se à construção de dois modelos de regressão, num modelo a duas partes, devido à elevada proporção de valores nulos na variável dependente. Foi definido como variável dependente o grau de endividamento das famílias, calculado através da taxa de esforço. Relativamente às variáveis explicativas, foram escolhidas para integrar o modelo as variáveis: género, idade, número de elementos do agregado, número de filhos, rendimento líquido, grau de urbanização da zona de residência, estado civil, escolaridade, condição perante o trabalho, atitude perante o risco e, no que respeita aos impactos da covid-19, se existiu alguma redução ao nível dos rendimentos e do trabalho durante esse período. Relativamente aos resultados obtidos, permitiram concluir que as variáveis definidas são na sua maioria estatisticamente significativas sobre o endividamento familiar, embora nem sempre confirmando as hipóteses definidas. Somente as variáveis relacionadas com os efeitos da pandemia de covid-19 nos negócios e nos rendimentos dos agregados não se mostraram estatisticamente significantes, provavelmente fruto da implementação por parte do governo português de algumas medidas para mitigar os impactos da pandemia na economia. |
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| Autores principais: | Gonçalves, Carolina Isabel Bravo |
| Assunto: | Endividamento Sobre-endividamento Famílias Determinantes microeconómicos Covid-19 |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Beja |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional do IPBeja |
| Resumo: | O presente estudo teve como principal foco a análise dos determinantes microeconómicos do endividamento das famílias, onde se procurou também entender quais os impactos causados pela pandemia da covid-19 nos agregados familiares. Para tal recorreu-se à construção de dois modelos de regressão, num modelo a duas partes, devido à elevada proporção de valores nulos na variável dependente. Foi definido como variável dependente o grau de endividamento das famílias, calculado através da taxa de esforço. Relativamente às variáveis explicativas, foram escolhidas para integrar o modelo as variáveis: género, idade, número de elementos do agregado, número de filhos, rendimento líquido, grau de urbanização da zona de residência, estado civil, escolaridade, condição perante o trabalho, atitude perante o risco e, no que respeita aos impactos da covid-19, se existiu alguma redução ao nível dos rendimentos e do trabalho durante esse período. Relativamente aos resultados obtidos, permitiram concluir que as variáveis definidas são na sua maioria estatisticamente significativas sobre o endividamento familiar, embora nem sempre confirmando as hipóteses definidas. Somente as variáveis relacionadas com os efeitos da pandemia de covid-19 nos negócios e nos rendimentos dos agregados não se mostraram estatisticamente significantes, provavelmente fruto da implementação por parte do governo português de algumas medidas para mitigar os impactos da pandemia na economia. |
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