Publicação
Caracterização de compostos fenólicos e de minerais em alguns pólenes apícolas
| Resumo: | O pólen apícola resulta da aglutinação do pólen das flores efetuada pelas abelhas, mediante o acréscimo de substâncias salivares e pequenas quantidades de néctar ou mel. Este possui uma composição química constituída por hidratos de carbono, proteínas, aminoácidos, lípidos, vitaminas, substâncias minerais e oligoelementos, além de quantidades significativas de compostos fenólicos principalmente flavonóides. No presente trabalho foi realizada a análise polínica ao pólen obtido em Dornelas do Zêzere, determinando assim a origem floral do mesmo bem como a preferência das abelhas por determinada espécie floral. Foi colhida uma amostra em cada apiário em três datas distintas, num total de 6 amostras. Foi efectuada a separação por cor das cargas polínicas, cada cor deveria corresponder a um tipo de pólen diferente. No entanto, verificou-se que tonalidades diferentes da mesma cor pertenciam ao mesmo táxon, ou seja, à mesma espécie floral. Isto deve-se certamente às diferentes percentagens de humidade das cargas polínicas. Na primeira colheita realizada foram identificadas as espécies Cistus ladanifer L., Erica australis e Ulex europeans L., na segunda colheita realizada em Julho foi identificada a Rubus ulmifolius. Na última colheita realizada em Setembro foi identificada a Calendula arvenses e Calluna vulgaris. Foi realizada a preparação dos extractos das cargas polínicas, para determinação dos perfis cromatográficos dos compostos fenólicos totais e flavonóides totais por HPLC/DAD. Foram identificados no pólen de Cistus ladanifer L. flavonóis, derivados da miricetina-3-O-substituidos, quercetina-3-O-ramnósido e quercetina-3-O-glucósido, canferol-3-O-glucósído. No pólen de Erica australis também se encontraram derivados de quercetina-3-O-R, como a quercetina-3-O-galactose e ainda canferol-3-Osubstituido. Nas análises de Ulex europeaus L. o pólen continha 8-O-metil-herbacetina- 3-O-soforósido, derivados de ácido cafeico e derivados de ácido cumárico. Os compostos fenólicos como a herbacetina-3-O-ramnósido e outros derivados da herbacetina-3-O-substituida e ácidos fenólicos foram encontrados também nos extractos de pólen de Rubus ulmifolius. O canferol-3-O-ramnósido foi encontrado na Calluna vulgaris e na espécie Calendula arvenses, foram detectados derivados de quercetina3-O-R, e derivados de ácido cafeico, gálico e siríngico. Das amostras maioritárias de cada colheita foram determinadas as concentrações em Cádmio, Crómio, Ferro, Zinco, Manganês, Cobre e Chumbo, por ICP-OES, verificando-se que as espécies Rubus ulmifolius e a Calluna vulgaris apresentaram unicamente valores elevados de Manganês, acima de valores de referência. Até à data ainda são precisos mais estudos em pólen apícola de origem portuguesa dada a importância deste produto como alimento ou mesmo como fonte de moléculas bioactivas. Assim, todos os resultados são importantes para que exista uma completa base de dados relativa a este recurso natural com origem na flora do nosso país e o presente trabalho pretende contribuir para esta informação. |
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| Autores principais: | Monsanto, Marisa Gonçalves |
| Assunto: | Pólen apícola Flora apícola Compostos fenólicos Análise polínica Minerais |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Castelo Branco |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco |
| Resumo: | O pólen apícola resulta da aglutinação do pólen das flores efetuada pelas abelhas, mediante o acréscimo de substâncias salivares e pequenas quantidades de néctar ou mel. Este possui uma composição química constituída por hidratos de carbono, proteínas, aminoácidos, lípidos, vitaminas, substâncias minerais e oligoelementos, além de quantidades significativas de compostos fenólicos principalmente flavonóides. No presente trabalho foi realizada a análise polínica ao pólen obtido em Dornelas do Zêzere, determinando assim a origem floral do mesmo bem como a preferência das abelhas por determinada espécie floral. Foi colhida uma amostra em cada apiário em três datas distintas, num total de 6 amostras. Foi efectuada a separação por cor das cargas polínicas, cada cor deveria corresponder a um tipo de pólen diferente. No entanto, verificou-se que tonalidades diferentes da mesma cor pertenciam ao mesmo táxon, ou seja, à mesma espécie floral. Isto deve-se certamente às diferentes percentagens de humidade das cargas polínicas. Na primeira colheita realizada foram identificadas as espécies Cistus ladanifer L., Erica australis e Ulex europeans L., na segunda colheita realizada em Julho foi identificada a Rubus ulmifolius. Na última colheita realizada em Setembro foi identificada a Calendula arvenses e Calluna vulgaris. Foi realizada a preparação dos extractos das cargas polínicas, para determinação dos perfis cromatográficos dos compostos fenólicos totais e flavonóides totais por HPLC/DAD. Foram identificados no pólen de Cistus ladanifer L. flavonóis, derivados da miricetina-3-O-substituidos, quercetina-3-O-ramnósido e quercetina-3-O-glucósido, canferol-3-O-glucósído. No pólen de Erica australis também se encontraram derivados de quercetina-3-O-R, como a quercetina-3-O-galactose e ainda canferol-3-Osubstituido. Nas análises de Ulex europeaus L. o pólen continha 8-O-metil-herbacetina- 3-O-soforósido, derivados de ácido cafeico e derivados de ácido cumárico. Os compostos fenólicos como a herbacetina-3-O-ramnósido e outros derivados da herbacetina-3-O-substituida e ácidos fenólicos foram encontrados também nos extractos de pólen de Rubus ulmifolius. O canferol-3-O-ramnósido foi encontrado na Calluna vulgaris e na espécie Calendula arvenses, foram detectados derivados de quercetina3-O-R, e derivados de ácido cafeico, gálico e siríngico. Das amostras maioritárias de cada colheita foram determinadas as concentrações em Cádmio, Crómio, Ferro, Zinco, Manganês, Cobre e Chumbo, por ICP-OES, verificando-se que as espécies Rubus ulmifolius e a Calluna vulgaris apresentaram unicamente valores elevados de Manganês, acima de valores de referência. Até à data ainda são precisos mais estudos em pólen apícola de origem portuguesa dada a importância deste produto como alimento ou mesmo como fonte de moléculas bioactivas. Assim, todos os resultados são importantes para que exista uma completa base de dados relativa a este recurso natural com origem na flora do nosso país e o presente trabalho pretende contribuir para esta informação. |
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