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Caracterização ambiental e análise de riscos na bacia hidrográfica do rio Águeda

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Resumo:A água tem uma importância fundamental para a vida, pelo que o seu controlo, independentemente do fim a que se destina, é de extrema importância. O objetivo do presente trabalho centra-se na identificação dos principais poluentes associados a fontes de contaminação (e.g., vestígios mineiros; atividades humanas, atividades agrícolas e pecuárias) e sua distribuição na bacia transfronteiriça do rio Águeda. O Rio Águeda nasce em Navasfrías (Espanha) e desagua em Barca D’Alva (Portugal). É um curso de água internacional com cerca de 144 Km de extensão, sendo que 44 dos mesmos constitui a fronteira natural entre Portugal e Espanha, inserindo-se na bacia hidrográfica do rio Douro. A recolha e análise química de amostras de água subterrânea em pontos previamente selecionados, permitiu a construção de mapas representativos da distribuição espacial dos teores e de valores estimados para os elementos potencialmente contaminantes na bacia hidrográfica do rio Águeda, recorrendo a metodologias de estatística multivariada e espacial/geoestatística, em ambiente SIG (ArcMap 10). Para a realização deste estudo, utilizou-se uma malha de amostragem regular na bacia hidrográfica do rio Águeda, tendo-se selecionado e recolhido 75 pontos (poços), durante o mês de maio de 2012. Para cada um dos pontos de amostragem foram realizadas análises “in situ” com a determinação dos parâmetros físico-químicos: condutividade elétrica (CE); oxigénio dissolvido (DO); pH; potencial de oxidação-redução (ORP) e temperatura. Posteriormente, procedeu-se à determinação dos teores de alguns elementos químicos relacionados com atividades desenvolvidas na bacia hidrográfica do rio Águeda como sejam: arsénio (As), boro (B), bário (Ba), cálcio (Ca), cloretos (Cl), ferro (Fe), fosfatos inorgânicos (PO43-) magnésio (Mg), manganês (Mn), sódio (Na) cloreto de sódio (NaCl), nitratos (NO3-), potássio (K), sulfatos (SO42-), estrôncio (Sr), urânio (U) e sólidos totais dissolvidos (TDS). Estas determinações foram realizadas, no laboratório do Instituto de Recursos Naturais e Agro-biológicos de Salamanca – Consejo Superior de Investigaciones Científicas (IRNASA-CSIC, Salamanca; Espanha). A avaliação estatística dos resultados obtidos, para as diferentes variáveis analisadas nas águas subterrâneas, permitiu a caraterização das distribuições ulteriormente o ajusto da metodologia geoestatística adequada para a construção de mapas estimados, da bacia hidrográfica do rio Águeda. As metodologias utilizadas incluíram a krigagem, utilizando a ferramenta informática Geostatiscal Analyst do software ArcMap10. Com esta metodologia é possível a identificação das zonas com concentrações mais elevadas, nomeadamente para alguns elementos potencialmente perigosos para a saúde humana, como o arsénio e o urânio. Estas zonas corresponderão a áreas, de maior vulnerabilidade e perigo, através das quais será possível definir uma rede de monitorização mais adequada. Os resultados obtidos permitem concluir que é na zona central da bacia hidrográfica do rio Águeda (Ciudad Rodrigo), que ocorrem os teores mais elevados para a maioria dos elementos analisados. Esta zona poderá ser considerada como a mais vulnerável, pela presença de atividades agrícolas, industriais e humanas, e coincidindo com a área de maior densidade populacional. Na zona norte, pode ser identificada alguma vulnerabilidade com possível origem das atividades mineiras desenvolvidas no passado.
Autores principais:Seco, Maria de Fátima Magro
Assunto:Águas subterrâneas Contaminação Metodologias geoestatísticas Krigagem Bacia hidrográfica do rio Águeda
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Castelo Branco
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco
Descrição
Resumo:A água tem uma importância fundamental para a vida, pelo que o seu controlo, independentemente do fim a que se destina, é de extrema importância. O objetivo do presente trabalho centra-se na identificação dos principais poluentes associados a fontes de contaminação (e.g., vestígios mineiros; atividades humanas, atividades agrícolas e pecuárias) e sua distribuição na bacia transfronteiriça do rio Águeda. O Rio Águeda nasce em Navasfrías (Espanha) e desagua em Barca D’Alva (Portugal). É um curso de água internacional com cerca de 144 Km de extensão, sendo que 44 dos mesmos constitui a fronteira natural entre Portugal e Espanha, inserindo-se na bacia hidrográfica do rio Douro. A recolha e análise química de amostras de água subterrânea em pontos previamente selecionados, permitiu a construção de mapas representativos da distribuição espacial dos teores e de valores estimados para os elementos potencialmente contaminantes na bacia hidrográfica do rio Águeda, recorrendo a metodologias de estatística multivariada e espacial/geoestatística, em ambiente SIG (ArcMap 10). Para a realização deste estudo, utilizou-se uma malha de amostragem regular na bacia hidrográfica do rio Águeda, tendo-se selecionado e recolhido 75 pontos (poços), durante o mês de maio de 2012. Para cada um dos pontos de amostragem foram realizadas análises “in situ” com a determinação dos parâmetros físico-químicos: condutividade elétrica (CE); oxigénio dissolvido (DO); pH; potencial de oxidação-redução (ORP) e temperatura. Posteriormente, procedeu-se à determinação dos teores de alguns elementos químicos relacionados com atividades desenvolvidas na bacia hidrográfica do rio Águeda como sejam: arsénio (As), boro (B), bário (Ba), cálcio (Ca), cloretos (Cl), ferro (Fe), fosfatos inorgânicos (PO43-) magnésio (Mg), manganês (Mn), sódio (Na) cloreto de sódio (NaCl), nitratos (NO3-), potássio (K), sulfatos (SO42-), estrôncio (Sr), urânio (U) e sólidos totais dissolvidos (TDS). Estas determinações foram realizadas, no laboratório do Instituto de Recursos Naturais e Agro-biológicos de Salamanca – Consejo Superior de Investigaciones Científicas (IRNASA-CSIC, Salamanca; Espanha). A avaliação estatística dos resultados obtidos, para as diferentes variáveis analisadas nas águas subterrâneas, permitiu a caraterização das distribuições ulteriormente o ajusto da metodologia geoestatística adequada para a construção de mapas estimados, da bacia hidrográfica do rio Águeda. As metodologias utilizadas incluíram a krigagem, utilizando a ferramenta informática Geostatiscal Analyst do software ArcMap10. Com esta metodologia é possível a identificação das zonas com concentrações mais elevadas, nomeadamente para alguns elementos potencialmente perigosos para a saúde humana, como o arsénio e o urânio. Estas zonas corresponderão a áreas, de maior vulnerabilidade e perigo, através das quais será possível definir uma rede de monitorização mais adequada. Os resultados obtidos permitem concluir que é na zona central da bacia hidrográfica do rio Águeda (Ciudad Rodrigo), que ocorrem os teores mais elevados para a maioria dos elementos analisados. Esta zona poderá ser considerada como a mais vulnerável, pela presença de atividades agrícolas, industriais e humanas, e coincidindo com a área de maior densidade populacional. Na zona norte, pode ser identificada alguma vulnerabilidade com possível origem das atividades mineiras desenvolvidas no passado.