Publicação
Efeitos agroambientais da utilização de lamas de origem têxtil
| Resumo: | A Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco e a empresa Têxtil Manuel Rodrigues Tavares SA celebraram um contrato de Transferência/Aquisição de Tecnologia, no âmbito do Sistema de Incentivos à Criação de Núcleos de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico no Sector Empresarial (NITEC), visando o desenvolvimento de soluções para valorização de resíduos orgânicos produzidos pela empresa. Entre estes foram consideradas as lamas produzidas na Estação de Pré-tratamento de Águas Residuais Industriais instalada no Lavadouro Industrial de Lãs da unidade fabril, tendo-se verificado a viabilidade (ausência de limitações, nomeadamente ao nível de metais pesados) e mesmo potencial interesse (presença de quantidades significativas de azoto, potássio e cálcio) da utilização agrícola das mesmas. Da sua incorporação no solo resultaram aumentos nas perdas de azoto para a atmosfera na forma de óxido nitroso (transferências até 55,28 g N ha-1 dia-1 com a dose mais elevada de lamas frescas testada, 30 t ha-1), ainda que se tenha verificado tratar-se de um material mais eficiente do que outras fontes de azoto tradicionais. Emissões de carbono (C) na forma de metano não tiveram praticamente expressão (fluxo mais elevado medido próximo de 70 g C ha-1 dia-1), tendo-se constatado que a transferência de C para a atmosfera ocorre sobretudo na forma de dióxido de carbono, e de forma mais expressiva (até 28 kg C ha-1 dia-1) quando se aplicou resíduo numa quantidade superior a 10 t ha-1. Relativamente ao efeito sobre a produção de azevém para forragem, observou-se que a incorporação de lamas no solo até 10 t ha-1 se constituiu como uma boa alternativa à fertilização mineral azotada tradicional. A aplicação desta quantidade pode ainda propiciar uma redução no consumo de fertilizantes potássicos e de corretivos da acidez do solo, mas não dispensa uma normal fertilização orgânica e/ou fosfatada, em condicionalismos que a exijam. |
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| Autores principais: | Carneiro, J.P. |
| Outros Autores: | Monteiro, M.C.H. |
| Assunto: | Agricultura Emissões GEE Lavagem de lã Resíduos orgânicos |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | preprint |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Castelo Branco |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco |
| Resumo: | A Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco e a empresa Têxtil Manuel Rodrigues Tavares SA celebraram um contrato de Transferência/Aquisição de Tecnologia, no âmbito do Sistema de Incentivos à Criação de Núcleos de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico no Sector Empresarial (NITEC), visando o desenvolvimento de soluções para valorização de resíduos orgânicos produzidos pela empresa. Entre estes foram consideradas as lamas produzidas na Estação de Pré-tratamento de Águas Residuais Industriais instalada no Lavadouro Industrial de Lãs da unidade fabril, tendo-se verificado a viabilidade (ausência de limitações, nomeadamente ao nível de metais pesados) e mesmo potencial interesse (presença de quantidades significativas de azoto, potássio e cálcio) da utilização agrícola das mesmas. Da sua incorporação no solo resultaram aumentos nas perdas de azoto para a atmosfera na forma de óxido nitroso (transferências até 55,28 g N ha-1 dia-1 com a dose mais elevada de lamas frescas testada, 30 t ha-1), ainda que se tenha verificado tratar-se de um material mais eficiente do que outras fontes de azoto tradicionais. Emissões de carbono (C) na forma de metano não tiveram praticamente expressão (fluxo mais elevado medido próximo de 70 g C ha-1 dia-1), tendo-se constatado que a transferência de C para a atmosfera ocorre sobretudo na forma de dióxido de carbono, e de forma mais expressiva (até 28 kg C ha-1 dia-1) quando se aplicou resíduo numa quantidade superior a 10 t ha-1. Relativamente ao efeito sobre a produção de azevém para forragem, observou-se que a incorporação de lamas no solo até 10 t ha-1 se constituiu como uma boa alternativa à fertilização mineral azotada tradicional. A aplicação desta quantidade pode ainda propiciar uma redução no consumo de fertilizantes potássicos e de corretivos da acidez do solo, mas não dispensa uma normal fertilização orgânica e/ou fosfatada, em condicionalismos que a exijam. |
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