Publicação
A relevância e o sentido prático da filosofia da educação
| Resumo: | Se clarificarmos os termos à volta da reflexão filosófica sobre a educação aparece-nos, por exemplo, o termo 'filosofia de educação', em que o 'de' é um 'genitivo objetivo', que o faz emergir na filosofia, movimentando-o no âmbito das reflexões filosóficas concretas, desde uma perspetiva histórica, metodológica e sistemática. O seu objetivo é o de conhecer os aspetos filosóficos da educação, complementando o horizonte do saber filosófico-pedagógico e o da formação humana. Se entendermos o 'de' como um 'genitivo subjetivo' enveredamos por um tipo de ciência aplicada (técnica e arte de educar), em que a metodologia obriga a entrar no campo descritivo e empírico. O termo 'Filosofia educacional' pretende construir uma área das ciências da educação, com o objetivo de descobrir as caraterísticas científico-filosóficas de uma determinada conceção educativa. Há, pois interesse em esclarecer a existência de várias filosofias da educação, admitindo que essa diversidade, na ausência de clarificação conceptual sobre o núcleo da atividade prática que é a 'educação'. Nortearemos essa ausência de identidade da filosofia da educação em tr~es aspetos: realização de atividades inteletuais e de investigação dos filósofos da educação em âmbitos científicos diversificados; a identificação (conteúdos) dos âmbitos científicos epistemológicos sobre a educação, que nos faz orientar em termos do saber fazer para a teoria da educação e daí as diferenças entre 'filosofia da educação' e 'teoria da educação'; movimento generalizado de afirmação da ci~encia pedagógica atual com a vertente científico-tecnológica, em que se questiona o papel da filosofia da educação (recus), já que o saber da educação é um saber 'para' ao vincular-se na 'praxis'. |
|---|---|
| Autores principais: | Martins, Ernesto Candeias |
| Assunto: | Filosofia da Educação Filosofia educacional Pedagogia filosófica Prática educativa Reflexão filosófica Racionalidade prática |
| Ano: | 2006 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Castelo Branco |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco |
| Resumo: | Se clarificarmos os termos à volta da reflexão filosófica sobre a educação aparece-nos, por exemplo, o termo 'filosofia de educação', em que o 'de' é um 'genitivo objetivo', que o faz emergir na filosofia, movimentando-o no âmbito das reflexões filosóficas concretas, desde uma perspetiva histórica, metodológica e sistemática. O seu objetivo é o de conhecer os aspetos filosóficos da educação, complementando o horizonte do saber filosófico-pedagógico e o da formação humana. Se entendermos o 'de' como um 'genitivo subjetivo' enveredamos por um tipo de ciência aplicada (técnica e arte de educar), em que a metodologia obriga a entrar no campo descritivo e empírico. O termo 'Filosofia educacional' pretende construir uma área das ciências da educação, com o objetivo de descobrir as caraterísticas científico-filosóficas de uma determinada conceção educativa. Há, pois interesse em esclarecer a existência de várias filosofias da educação, admitindo que essa diversidade, na ausência de clarificação conceptual sobre o núcleo da atividade prática que é a 'educação'. Nortearemos essa ausência de identidade da filosofia da educação em tr~es aspetos: realização de atividades inteletuais e de investigação dos filósofos da educação em âmbitos científicos diversificados; a identificação (conteúdos) dos âmbitos científicos epistemológicos sobre a educação, que nos faz orientar em termos do saber fazer para a teoria da educação e daí as diferenças entre 'filosofia da educação' e 'teoria da educação'; movimento generalizado de afirmação da ci~encia pedagógica atual com a vertente científico-tecnológica, em que se questiona o papel da filosofia da educação (recus), já que o saber da educação é um saber 'para' ao vincular-se na 'praxis'. |
|---|