Publicação
Sistemas regionais de inovação e clusters : instrumentos de desenvolvimento em regiões periféricas
| Resumo: | Abordagens recentes sobre o estudo de inovações salientam alguns aspectos convergentes relativos ao processo de inovação nas economias: por um lado, a natureza sistémica e interrelacional da inovação e, por outro, a sua densidade reticular em termos geográficos e inter-actividades económicas. Uma perspectiva está relacionada com a abordagem pelos sistemas de inovação ao nível nacional, regional e local. Hoje em dia as formas mais especializadas de conhecimento estão-se a tornar recursos escassos, devido ao aumento da velocidade das mudanças que ocorrem na economia global; a capacidade de aprendizagem contínua e de adaptação a este cenário de constante mudança determina a perfomace das empresas, das regiões e dos países. Outra das perspectivas reside na pesquisa e no estudo do desenvolvimento de clusters, onde a proximidade e a interrelação técnica/tecnológica são os principais aspectos a tomar em consideração. Embora as duas abordagens operem a um nível diferente na escala espacial, uma e outra permitem identificar um conjunto de factores-chave que contribuem para a percepção da forma como as instituições e actores, considerando o sistema de inovação ou processo de “clusterização”, participam na atmosfera inovadora e no crescimento económico. No entanto, ambas as abordagens apresentam uma limitação semelhante: tanto uma como a outra tendem a focalizar-se nos níveis descritivo e analítico à custa do nível explanatório. O poder de decisão local e regional está, principalmente, interessado em processos de intensificação de clusters, no contexto das economias locais e regionais. Esta tendência é tão ou mais importante quando se desça a regiões mais desfavorecidas, possuidoras de estruturas sócio-económicas débeis e em que qualquer investimento tende a provocar um impacto positivo. |
|---|---|
| Autores principais: | Ramos, George |
| Assunto: | Sistemas regionais de inovação Clusters Desenvolvimento Áreas periféricas |
| Ano: | 2005 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Castelo Branco |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco |
| Resumo: | Abordagens recentes sobre o estudo de inovações salientam alguns aspectos convergentes relativos ao processo de inovação nas economias: por um lado, a natureza sistémica e interrelacional da inovação e, por outro, a sua densidade reticular em termos geográficos e inter-actividades económicas. Uma perspectiva está relacionada com a abordagem pelos sistemas de inovação ao nível nacional, regional e local. Hoje em dia as formas mais especializadas de conhecimento estão-se a tornar recursos escassos, devido ao aumento da velocidade das mudanças que ocorrem na economia global; a capacidade de aprendizagem contínua e de adaptação a este cenário de constante mudança determina a perfomace das empresas, das regiões e dos países. Outra das perspectivas reside na pesquisa e no estudo do desenvolvimento de clusters, onde a proximidade e a interrelação técnica/tecnológica são os principais aspectos a tomar em consideração. Embora as duas abordagens operem a um nível diferente na escala espacial, uma e outra permitem identificar um conjunto de factores-chave que contribuem para a percepção da forma como as instituições e actores, considerando o sistema de inovação ou processo de “clusterização”, participam na atmosfera inovadora e no crescimento económico. No entanto, ambas as abordagens apresentam uma limitação semelhante: tanto uma como a outra tendem a focalizar-se nos níveis descritivo e analítico à custa do nível explanatório. O poder de decisão local e regional está, principalmente, interessado em processos de intensificação de clusters, no contexto das economias locais e regionais. Esta tendência é tão ou mais importante quando se desça a regiões mais desfavorecidas, possuidoras de estruturas sócio-económicas débeis e em que qualquer investimento tende a provocar um impacto positivo. |
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