Publicação

Motivações para a prática de atividades físicas de aventura na natureza por jovens adolescentes do 3º Ciclo do Ensino Básico

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A população em geral, atualmente encontra-se numa fase que deseja regressar às origens, ao contacto mais direto com o meio natural, no caso dos jovens nas instituições de ensino estas atividades físicas de aventura na natureza ainda não se aproximam daquilo que seria o ideal, no entanto a literatura menciona que estas atividades podem contribuir positivamente para o desenvolvimento físico, psicológico e social dos jovens, devido às circunstâncias e ao contexto da prática. Assim sendo, esta investigação tem como foco principal verificar quais os motivos para a prática destas atividades aquando da oferta formativa ou não, em instituições de ensino do distrito de Castelo Branco, e realizar comparações em função dessa oferta, do género e local de residência. A nossa amostra é constituída por 183 jovens alunos do 3º Ciclo no distrito de Castelo Branco, com uma faixa etária entre os 12 e os 19 anos, onde 86 são do género feminino (47%) e 97 são do género masculino (53%). Para avaliar os jovens e descobrir o que os motiva e desmotiva, utilizámos o Questionário de Motivação para as Atividades Desportivas (QMAD) e o Inquérito de Motivações para a Ausência de Atividade Desportiva (IMAAD). Os nossos resultados mostram que ambos os géneros valorizam a prática destas atividades para manter a forma física e o desenvolvimento de competências, sendo que a ausência de prática está associada principalmente à falta de tempo. Este fator foi mais evidente para o público feminino e é também de realçar que a falta de tempo tem tendência a aumentar à medida que as crianças crescem. Em termos de diferenças do contexto residencial, não encontrámos diferenças estatisticamente significativas para a ausência de prática, e só encontrámos diferenças estatísticas na variável competição nas razões para a prática, sendo que os valores médios para a prática dos residentes rurais são superiores aos residentes urbanos, à exceção da forma física, sendo que esta é a motivação/razão mais valorizada por ambos os grupos.
Autores principais:Silva, Nuno Miguel Rocha Mateus da
Assunto:Atividades físicas de aventura na natureza Autodeterminação Motivação Physical adventure activities in nature Self-determination Motivation
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Castelo Branco
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco
Descrição
Resumo:A população em geral, atualmente encontra-se numa fase que deseja regressar às origens, ao contacto mais direto com o meio natural, no caso dos jovens nas instituições de ensino estas atividades físicas de aventura na natureza ainda não se aproximam daquilo que seria o ideal, no entanto a literatura menciona que estas atividades podem contribuir positivamente para o desenvolvimento físico, psicológico e social dos jovens, devido às circunstâncias e ao contexto da prática. Assim sendo, esta investigação tem como foco principal verificar quais os motivos para a prática destas atividades aquando da oferta formativa ou não, em instituições de ensino do distrito de Castelo Branco, e realizar comparações em função dessa oferta, do género e local de residência. A nossa amostra é constituída por 183 jovens alunos do 3º Ciclo no distrito de Castelo Branco, com uma faixa etária entre os 12 e os 19 anos, onde 86 são do género feminino (47%) e 97 são do género masculino (53%). Para avaliar os jovens e descobrir o que os motiva e desmotiva, utilizámos o Questionário de Motivação para as Atividades Desportivas (QMAD) e o Inquérito de Motivações para a Ausência de Atividade Desportiva (IMAAD). Os nossos resultados mostram que ambos os géneros valorizam a prática destas atividades para manter a forma física e o desenvolvimento de competências, sendo que a ausência de prática está associada principalmente à falta de tempo. Este fator foi mais evidente para o público feminino e é também de realçar que a falta de tempo tem tendência a aumentar à medida que as crianças crescem. Em termos de diferenças do contexto residencial, não encontrámos diferenças estatisticamente significativas para a ausência de prática, e só encontrámos diferenças estatísticas na variável competição nas razões para a prática, sendo que os valores médios para a prática dos residentes rurais são superiores aos residentes urbanos, à exceção da forma física, sendo que esta é a motivação/razão mais valorizada por ambos os grupos.