Publicação
A outra face do cuidar: um estudo qualitativo de quem cuida familiares com grande dependência física
| Resumo: | O cuidar inscreve-se na história de todos seres vivos, desde o início da história e da Humanidade como forma de garantir a continuidade do grupo e da espécie, inserido num sistema de economia mista. Às mulheres competiam os cuidados que se realizam à volta de tudo o que crescia e se desenvolvia. Mas esta função essencial e inerente à sobrevivência dos seres humanos que é o cuidar tem sido alterada ao longo dos tempos, ao sabor das mudanças sociais, económicas e tecnológicas. Perdeu a sua inserção no sistema de trocas e ancorou definitivamente nas mulheres alicerçada na experiência vivida e interiorizada no próprio corpo. A herança de todo este passado cultural fragmentado pela perda de reconhecimento do valor da paridade na divisão sexual do trabalho, entre outros, tornam-se os responsáveis pela desvalorização das práticas de cuidados asseguradas pelas mulheres que embora mantenham o valor de uso não apresentam um valor de trabalho. Equacionar o problema do cuidar, sobretudo do cuidar informal, é considerar o número crescente de pessoas com dependência física quer seja pela idade quer seja por outra causa, que são cuidadas pelas mulheres normalmente na família, o espaço privado, sem que esse trabalho seja reconhecido e que constitui um sistema paralelo de saúde. Com este estudo pretendeu-se identificar as transformações e modos de apoio do cuidar informal, analisar a existência ou não de gratificações no cuidar, identificar as motivações de quem cuida, e valorizar o cuidar informal dando-lhe visibilidade. Para a consecução destes objectivos escolheu-se uma metodologia qualitativa, as histórias de vida cruzadas. Esta pesquisa com características exploratórias e descritivas incluiu as narrativas cruzadas de seis participantes que vivenciaram a experiência de cuidar de um familiar com grande dependência física, durante um longo período. |
|---|---|
| Autores principais: | Grilo, Eugénia Nunes |
| Assunto: | Cuidar Género Trabalho não pago Vivências |
| Ano: | 2005 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Castelo Branco |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco |
| Resumo: | O cuidar inscreve-se na história de todos seres vivos, desde o início da história e da Humanidade como forma de garantir a continuidade do grupo e da espécie, inserido num sistema de economia mista. Às mulheres competiam os cuidados que se realizam à volta de tudo o que crescia e se desenvolvia. Mas esta função essencial e inerente à sobrevivência dos seres humanos que é o cuidar tem sido alterada ao longo dos tempos, ao sabor das mudanças sociais, económicas e tecnológicas. Perdeu a sua inserção no sistema de trocas e ancorou definitivamente nas mulheres alicerçada na experiência vivida e interiorizada no próprio corpo. A herança de todo este passado cultural fragmentado pela perda de reconhecimento do valor da paridade na divisão sexual do trabalho, entre outros, tornam-se os responsáveis pela desvalorização das práticas de cuidados asseguradas pelas mulheres que embora mantenham o valor de uso não apresentam um valor de trabalho. Equacionar o problema do cuidar, sobretudo do cuidar informal, é considerar o número crescente de pessoas com dependência física quer seja pela idade quer seja por outra causa, que são cuidadas pelas mulheres normalmente na família, o espaço privado, sem que esse trabalho seja reconhecido e que constitui um sistema paralelo de saúde. Com este estudo pretendeu-se identificar as transformações e modos de apoio do cuidar informal, analisar a existência ou não de gratificações no cuidar, identificar as motivações de quem cuida, e valorizar o cuidar informal dando-lhe visibilidade. Para a consecução destes objectivos escolheu-se uma metodologia qualitativa, as histórias de vida cruzadas. Esta pesquisa com características exploratórias e descritivas incluiu as narrativas cruzadas de seis participantes que vivenciaram a experiência de cuidar de um familiar com grande dependência física, durante um longo período. |
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