Publicação
A fileira da cereja da Cova da Beira
| Resumo: | A Cova da Beira apresenta excelentes condições edafo-climáticas para a cultura da cerejeira, nomeadamente para a produção precoce de cultivares como a Burlat e para a produção tardia como a Saco Cova da Beira. Assim, é natural que a Cova da Beira seja a NUTS III com níveis mais elevados de produção, superfície e produtividade. Apesar de alguns produtores, sobretudo os de menor dimensão, não se terem conseguido adaptar às novas exigências do consumo e enfrentarem constrangimentos na comercialização, os produtores de média e grande dimensão têm investido na reconversão ou plantação de pomares modernos com porta-enxertos e cultivares de maior rentabilidade económica, não tendo grandes dificuldades no escoamento dum produto de qualidade. O presente estudo procurou delinear o percurso da cereja da Cova da Beira desde a produção até ao consumo. Recorrendo a informação de questionários a produtores, fornecedores, UEC (Unidades de Embalamento e Comercialização), retalho organizado e consumidores, foi possível concluir que a comercialização da cereja da Cova da Beira é constituída por dois grandes fluxos comerciais: o circuito comercial tradicional, composto por micro e pequenos produtores, e o circuito comercial organizado, constituído por médios e grandes produtores, OP (Organizações de Produtores) e UEC privadas. A baixa adesão a OP e UEC privadas promove a concorrência entre estas estruturas e os produtores, impedindo não só a obtenção de preços mais altos, sobretudo nas vendas para o MARL (Mercado Abastecedor da Região de Lisboa) e os hipermercados/supermercados, mas também um maior volume de exportação por não proporcionar quantidades e logística adequadas à procura. Deste modo, a solução para um melhor funcionamento da fileira assenta não só na organização e concentração da produção como também na aposta na certificação dum produto tão valorizado pelo consumidor como é a cereja da Cova da Beira. |
|---|---|
| Autores principais: | Dias, Cláudia Sofia Lourenço |
| Assunto: | Cereja Cova da Beira Fileira Fruticultura Produção Distribuição Comercialização Marketing Consumo |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Castelo Branco |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco |
| Resumo: | A Cova da Beira apresenta excelentes condições edafo-climáticas para a cultura da cerejeira, nomeadamente para a produção precoce de cultivares como a Burlat e para a produção tardia como a Saco Cova da Beira. Assim, é natural que a Cova da Beira seja a NUTS III com níveis mais elevados de produção, superfície e produtividade. Apesar de alguns produtores, sobretudo os de menor dimensão, não se terem conseguido adaptar às novas exigências do consumo e enfrentarem constrangimentos na comercialização, os produtores de média e grande dimensão têm investido na reconversão ou plantação de pomares modernos com porta-enxertos e cultivares de maior rentabilidade económica, não tendo grandes dificuldades no escoamento dum produto de qualidade. O presente estudo procurou delinear o percurso da cereja da Cova da Beira desde a produção até ao consumo. Recorrendo a informação de questionários a produtores, fornecedores, UEC (Unidades de Embalamento e Comercialização), retalho organizado e consumidores, foi possível concluir que a comercialização da cereja da Cova da Beira é constituída por dois grandes fluxos comerciais: o circuito comercial tradicional, composto por micro e pequenos produtores, e o circuito comercial organizado, constituído por médios e grandes produtores, OP (Organizações de Produtores) e UEC privadas. A baixa adesão a OP e UEC privadas promove a concorrência entre estas estruturas e os produtores, impedindo não só a obtenção de preços mais altos, sobretudo nas vendas para o MARL (Mercado Abastecedor da Região de Lisboa) e os hipermercados/supermercados, mas também um maior volume de exportação por não proporcionar quantidades e logística adequadas à procura. Deste modo, a solução para um melhor funcionamento da fileira assenta não só na organização e concentração da produção como também na aposta na certificação dum produto tão valorizado pelo consumidor como é a cereja da Cova da Beira. |
|---|