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Malária: perspectivas de re-emergência em Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Actualmente, a malária continua a ser um problema de saúde à escala global, provocando cerca de 1,5 a 2,7 milhões de mortes anuais. A patologia é causada por um parasita do género Plasmodium, existindo quatro espécies capazes de infectar humanos: P. vivax, P. falciparum, P. ovale e P. malariae. A sua transmissão ocorre principalmente através da picada da fêmea do mosquito do género Anopheles. A malária foi endémica na região do Mediterrâneo, no decorrer do século XX, nomeadamente em Portugal, Espanha, França, Itália, tendo depois sido combatida e dada como erradicada. Contudo, o vector (Anopheles artroparvus) continua amplamente distribuído no território nacional. A sua presença aliada à existência de casos importados e a alterações climáticas cada vez mais acentuadas, aumentam exponencialmente a possibilidade de infecções endémicas futuras. Com base em estudos realizados, verifica-se que, teoricamente, é possível a existência de surtos endémicos de malária em Portugal Continental, contudo o risco real da sua real ocorrência é ainda baixo. Isto deve-se ao facto de existir fraca competência vectorial, bem como pela baixa prevalência de indivíduos previamente infectados e transmissores da doença. Sugere-se que um aumento de 0,5ºC possa corresponder a uma elevação de 30-100% na densidade populacional do vector, evidenciando assim que modificações climáticas futuras podem alterar as condições previamente referidas.
Autores principais:Salvado, Marta
Outros Autores:Bernardino, Sara; Beato, Sílvia
Assunto:Malária Portugal Re-emergência, Alterações climáticas Anopheles artroparvus
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Castelo Branco
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco
Descrição
Resumo:Actualmente, a malária continua a ser um problema de saúde à escala global, provocando cerca de 1,5 a 2,7 milhões de mortes anuais. A patologia é causada por um parasita do género Plasmodium, existindo quatro espécies capazes de infectar humanos: P. vivax, P. falciparum, P. ovale e P. malariae. A sua transmissão ocorre principalmente através da picada da fêmea do mosquito do género Anopheles. A malária foi endémica na região do Mediterrâneo, no decorrer do século XX, nomeadamente em Portugal, Espanha, França, Itália, tendo depois sido combatida e dada como erradicada. Contudo, o vector (Anopheles artroparvus) continua amplamente distribuído no território nacional. A sua presença aliada à existência de casos importados e a alterações climáticas cada vez mais acentuadas, aumentam exponencialmente a possibilidade de infecções endémicas futuras. Com base em estudos realizados, verifica-se que, teoricamente, é possível a existência de surtos endémicos de malária em Portugal Continental, contudo o risco real da sua real ocorrência é ainda baixo. Isto deve-se ao facto de existir fraca competência vectorial, bem como pela baixa prevalência de indivíduos previamente infectados e transmissores da doença. Sugere-se que um aumento de 0,5ºC possa corresponder a uma elevação de 30-100% na densidade populacional do vector, evidenciando assim que modificações climáticas futuras podem alterar as condições previamente referidas.