Publicação
Intercepção da precipitação em montados de sobreiro e azinheira
| Resumo: | A hipótese base do presente trabalho é a de que em florestas abertas do tipo savana, a evaporação é mais adequadamente caracterizada ao nível da árvore individual e que o seu escalonamento ao povoamento poder ser feito através do somatório das contribuições individuais. Nesta base, uma nova metodologia foi desenvolvida para estimar a evaporação da precipitação interceptada em árvores isoladas. A aproximação adoptada sustenta-se na verificação, teórica e experimental, que a temperatura da copa molhada de uma árvore isolada é determinada pela energia disponível, aproximando-se da temperatura do bolbo húmido quando esta é reduzida. Este resultado permite estimar a evaporação da água interceptada por uma copa isolada através de uma simples equação de difusão que, em conjunto com o modelo analítico de Gash, constituiu a base para a nova abordagem de modelação da perda por intercepção em árvores isoladas. Um novo processo de determinação da capacidade de armazenamento da copa foi também desenvolvido, evitando a subjectividade inerente ao tradicional método de Leyton. A validação da metodologia de modelação proposta realizou-se através da comparação de valores modelados e observados da perda por intercepção em dois montados de sobreiro e azinheira, no sul de Portugal. Em ambos os casos, os valores modelados apresentaram uma boa aderência às observações, indicando que o modelo é apropriado para a simulação da perda por intercepção em árvores isoladas e em florestas esparsas, tipo savana. |
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| Autores principais: | Pereira, Fernando Leite |
| Assunto: | Intercepção da precipitação Modelo analítico de Gash Montado Árvores isoladas Quercus ilex Temperatura do bolbo húmido |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Castelo Branco |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco |
| Resumo: | A hipótese base do presente trabalho é a de que em florestas abertas do tipo savana, a evaporação é mais adequadamente caracterizada ao nível da árvore individual e que o seu escalonamento ao povoamento poder ser feito através do somatório das contribuições individuais. Nesta base, uma nova metodologia foi desenvolvida para estimar a evaporação da precipitação interceptada em árvores isoladas. A aproximação adoptada sustenta-se na verificação, teórica e experimental, que a temperatura da copa molhada de uma árvore isolada é determinada pela energia disponível, aproximando-se da temperatura do bolbo húmido quando esta é reduzida. Este resultado permite estimar a evaporação da água interceptada por uma copa isolada através de uma simples equação de difusão que, em conjunto com o modelo analítico de Gash, constituiu a base para a nova abordagem de modelação da perda por intercepção em árvores isoladas. Um novo processo de determinação da capacidade de armazenamento da copa foi também desenvolvido, evitando a subjectividade inerente ao tradicional método de Leyton. A validação da metodologia de modelação proposta realizou-se através da comparação de valores modelados e observados da perda por intercepção em dois montados de sobreiro e azinheira, no sul de Portugal. Em ambos os casos, os valores modelados apresentaram uma boa aderência às observações, indicando que o modelo é apropriado para a simulação da perda por intercepção em árvores isoladas e em florestas esparsas, tipo savana. |
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