Publicação
A rede familiar dos idosos que residem na zona histórica de Castelo Branco
| Resumo: | Vivemos uma realidade demográfica e social que nos alerta para uma certeza num futuro muito próximo mas com incidências já nos dias de hoje. O número de pessoas idosas a aumentar face à população total e, em contrapartida são cada vez menos os jovens capazes de fazer uma renovação das gerações. O envelhecimento da nossa população é uma verdade atual e não há como ignorá-la, mas sim aceitá-la. O presente trabalho projeto tem como finalidade verificar a realidade social, económica e familiar dos idosos residentes na zona histórica de Castelo Branco, percebendo o papel da família no bem-estar dos seus idosos e a importância da rede familiar e da suas funções, tanto para o próprio idoso, bem como para os seus familiares. O idoso, por questões biológicas, pode apresentar algumas limitações ou pequenas dificuldades, mas isso não significa a incapacidade de realizar tarefas. Porém, na perspetival social atual, o idoso é considerado muitas vezes como um incómodo, por não atuar na velocidade e na maneira que os jovens julgam mais corretas ou mais adequadas. Contudo, e decorrente da realidade económica que se vive, muitos são os casos em que dois adultos com filhos trabalham e não têm disponibilidade e ir buscar os filhos à escola ou às suas atividades, nem a disponibilidade de poder cuidar destes. Pretendo, com o auxílio da bibliografia existente sobre a problemática, aferir o estatuto que os idosos ocupam no seio do seu agregado familiar, para tal realizou-se uma investigação no terreno de forma a apurar resultados que pudessem clarificar a temática. Desta forma, desloquei-me à zona histórica de Castelo Branco, uma das mais envelhecidas da cidade a fim de verificar o contributo das famílias para o bem-estar dos seus idosos. Os instrumentos utilizados para a recolha de informação foram o Questionário de Caracterização Sociodemográfica, o Questionário de Escala de avaliação sociofamiliar de Gijon e o Questionário APGAR Familiar de modo a verificar as características dos idosos inquiridos, a sua situação sociofamiliar e a funcionalidade das suas famílias. Foi possível verificar que as famílias dos idosos inquiridos são famílias funcionais, onde a entreajuda, respeito e afetos estão presentes, garantindo aos idosos um bem-estar emocional. Contudo os dados obtidos realçaram que a maioria dos idosos apresenta-se numa situação intermédia face à sua situação sociofamiliar. A proximidade de residência com os seus familiares ou o facto de viver junto destes, não são por vezes o necessário para responder às necessidades que surgem. Isto porque a disponibilidade e a incapacidade de dar resposta, em alguns casos, reflete-se em algumas famílias, tendo mais expressividade no sexo feminino. Estes dados devem requerer a nossa atenção para que, num futuro próximo, sejamos capazes de verificar a evolução das situações familiares que estes idosos apresentaram face às respostas dadas nos questionários, e apresentarmos propostas que venham a consolidar a funcionalidade existente nestas famílias. |
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| Autores principais: | Mateus, André Filipe Alves |
| Assunto: | Idoso Realidade social Realidade económica Família Elderly Social reality Economic reality Family |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Castelo Branco |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco |
| Resumo: | Vivemos uma realidade demográfica e social que nos alerta para uma certeza num futuro muito próximo mas com incidências já nos dias de hoje. O número de pessoas idosas a aumentar face à população total e, em contrapartida são cada vez menos os jovens capazes de fazer uma renovação das gerações. O envelhecimento da nossa população é uma verdade atual e não há como ignorá-la, mas sim aceitá-la. O presente trabalho projeto tem como finalidade verificar a realidade social, económica e familiar dos idosos residentes na zona histórica de Castelo Branco, percebendo o papel da família no bem-estar dos seus idosos e a importância da rede familiar e da suas funções, tanto para o próprio idoso, bem como para os seus familiares. O idoso, por questões biológicas, pode apresentar algumas limitações ou pequenas dificuldades, mas isso não significa a incapacidade de realizar tarefas. Porém, na perspetival social atual, o idoso é considerado muitas vezes como um incómodo, por não atuar na velocidade e na maneira que os jovens julgam mais corretas ou mais adequadas. Contudo, e decorrente da realidade económica que se vive, muitos são os casos em que dois adultos com filhos trabalham e não têm disponibilidade e ir buscar os filhos à escola ou às suas atividades, nem a disponibilidade de poder cuidar destes. Pretendo, com o auxílio da bibliografia existente sobre a problemática, aferir o estatuto que os idosos ocupam no seio do seu agregado familiar, para tal realizou-se uma investigação no terreno de forma a apurar resultados que pudessem clarificar a temática. Desta forma, desloquei-me à zona histórica de Castelo Branco, uma das mais envelhecidas da cidade a fim de verificar o contributo das famílias para o bem-estar dos seus idosos. Os instrumentos utilizados para a recolha de informação foram o Questionário de Caracterização Sociodemográfica, o Questionário de Escala de avaliação sociofamiliar de Gijon e o Questionário APGAR Familiar de modo a verificar as características dos idosos inquiridos, a sua situação sociofamiliar e a funcionalidade das suas famílias. Foi possível verificar que as famílias dos idosos inquiridos são famílias funcionais, onde a entreajuda, respeito e afetos estão presentes, garantindo aos idosos um bem-estar emocional. Contudo os dados obtidos realçaram que a maioria dos idosos apresenta-se numa situação intermédia face à sua situação sociofamiliar. A proximidade de residência com os seus familiares ou o facto de viver junto destes, não são por vezes o necessário para responder às necessidades que surgem. Isto porque a disponibilidade e a incapacidade de dar resposta, em alguns casos, reflete-se em algumas famílias, tendo mais expressividade no sexo feminino. Estes dados devem requerer a nossa atenção para que, num futuro próximo, sejamos capazes de verificar a evolução das situações familiares que estes idosos apresentaram face às respostas dadas nos questionários, e apresentarmos propostas que venham a consolidar a funcionalidade existente nestas famílias. |
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