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Hipertensão arterial: principal fator de risco em doentes com fibrilhação auricular

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A Fibrilhação Auricular(FA) é uma arritmia que cada vez mais está presente na nossa sociedade. Além da repercussão hemodinâmica, a importância desta arritmia está intimamente relacionada com a presença do acidente vascular cerebral. O objetivo deste estudo foi relacionar a Fibrilhação Auricular com os fatores de risco. Métodos: Este estudo realizou-se consultando todas as histórias clínicas que foram codificadas com FA entre 2009 e 2011. Incluíram-se todos os pacientes que estavam de acordo com os critérios de inclusão: ter FA documentada (por eletrocardiograma ou Holter). De todos os indivíduos selecionados obtivemos 315 pacientes, 47,9% do género masculino e 52,1% do feminino com idades entre 24 a 102 anos. Resultados: Verificámos que a maioria dos indivíduos da amostra tem hipertensão arterial (HTA) 91,7%, seguida de hipercolesterolémia com 57,1%, da Diabetes Mellitus (31.4%), da hipercolesterolémia com 27.3% e da obesidade com 27%. Não verificámos existir uma relação estatística entre a FA e a HTA que poderá ser explicada pela elevada percentagem de indivíduos com HTA presente nesta amostra. Já no que diz respeito à hipercolesterolémia houve uma relação estatisticamente significativa entre a presença deste fator de risco e a presença de FA paroxística com um p= 0.046. Na relação da presença de hipertrigliceridémia nas diferentes tipologias de FA obtivemos um p marginalmente significativo de 0.08. Conclusões: A maioria dos indivíduos deste estudo tem hipertensão arterial, hipercolesterolémia, diabetes, hipertrigliceridémia e obesidade, verificando-se uma relação estatística entre los indivíduos com FA hipercolesterolémia e hipertrigliceridémia.
Autores principais:Coelho, Patrícia
Outros Autores:Sánchez Quintana, Damián; Gañán Presmanes, Yolanda
Assunto:Fibrilhação auricular Fatores de risco cardiovascular
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Castelo Branco
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco
Descrição
Resumo:Introdução: A Fibrilhação Auricular(FA) é uma arritmia que cada vez mais está presente na nossa sociedade. Além da repercussão hemodinâmica, a importância desta arritmia está intimamente relacionada com a presença do acidente vascular cerebral. O objetivo deste estudo foi relacionar a Fibrilhação Auricular com os fatores de risco. Métodos: Este estudo realizou-se consultando todas as histórias clínicas que foram codificadas com FA entre 2009 e 2011. Incluíram-se todos os pacientes que estavam de acordo com os critérios de inclusão: ter FA documentada (por eletrocardiograma ou Holter). De todos os indivíduos selecionados obtivemos 315 pacientes, 47,9% do género masculino e 52,1% do feminino com idades entre 24 a 102 anos. Resultados: Verificámos que a maioria dos indivíduos da amostra tem hipertensão arterial (HTA) 91,7%, seguida de hipercolesterolémia com 57,1%, da Diabetes Mellitus (31.4%), da hipercolesterolémia com 27.3% e da obesidade com 27%. Não verificámos existir uma relação estatística entre a FA e a HTA que poderá ser explicada pela elevada percentagem de indivíduos com HTA presente nesta amostra. Já no que diz respeito à hipercolesterolémia houve uma relação estatisticamente significativa entre a presença deste fator de risco e a presença de FA paroxística com um p= 0.046. Na relação da presença de hipertrigliceridémia nas diferentes tipologias de FA obtivemos um p marginalmente significativo de 0.08. Conclusões: A maioria dos indivíduos deste estudo tem hipertensão arterial, hipercolesterolémia, diabetes, hipertrigliceridémia e obesidade, verificando-se uma relação estatística entre los indivíduos com FA hipercolesterolémia e hipertrigliceridémia.