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Toxoplasmose na gravidez: determinação da prevalência de anticorpos anti Toxoplasma gondii em grávidas seguidas no CHL

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A toxoplasmose é uma doença infeciosa provocada pelo protozoário intracelular obrigatório Toxoplasma gondii. Pode ser adquirida através da ingestão de água ou alimentos contaminados com oocistos presentes no solo ou a partir da ingestão de quistos tecidulares presentes em carne crua ou mal cozinhada. A maioria das pessoas apresenta-se assintomática e não necessita de tratamento. Contudo, quando adquirida durante a gravidez, pode provocar graves consequências no feto e a sua gravidade vai depender do momento da exposição ao parasita. Com este trabalho pretendeu-se determinar a prevalência de anticorpos antiToxoplasma gondii em grávidas seguidas no Centro Hospitalar de Leiria como evidência serológica de exposição à toxoplasmose e verificar se um maior conhecimento sobre infeção por este protozoário se traduz numa menor incidência da doença e consequente redução dos riscos de transmissão ao feto e prevalência das doenças associadas. Para testar a associação entre as variáveis utilizou-se o teste t-student (IC 5% p≤0,05). A prevalência de anticorpos anti-Toxoplasma gondii no presente estudo foi de 28%, no qual 24% eram positivas para IgG e negativas para IgM, 2% eram positivas para as duas classes de anticorpos e 2% eram positivas apenas para IgM. 72% das grávidas apresentaram-se suscetíveis para a infeção. Os resultados estatísticos revelam uma diferença significativa entre o estado serológico positivo e o estado serológico negativo e o nível de conhecimento das grávidas em relação à toxoplasmose e o grau de exposição a fatores de risco. É importante que estas estejam cientes da doença e reconheçam os fatores de risco a que podem estar expostas. Um diagnóstico precoce e um tratamento atempado conduz a uma redução no risco de complicações na vida futura do bebé
Autores principais:Botas, Vera
Outros Autores:Rodrigues, Francisco; Coelho, Patricia
Assunto:Toxoplasma gondii (C01.610.752.250.800) Toxoplasmose congénita (C01.207.205.300.900)
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Castelo Branco
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco
Descrição
Resumo:A toxoplasmose é uma doença infeciosa provocada pelo protozoário intracelular obrigatório Toxoplasma gondii. Pode ser adquirida através da ingestão de água ou alimentos contaminados com oocistos presentes no solo ou a partir da ingestão de quistos tecidulares presentes em carne crua ou mal cozinhada. A maioria das pessoas apresenta-se assintomática e não necessita de tratamento. Contudo, quando adquirida durante a gravidez, pode provocar graves consequências no feto e a sua gravidade vai depender do momento da exposição ao parasita. Com este trabalho pretendeu-se determinar a prevalência de anticorpos antiToxoplasma gondii em grávidas seguidas no Centro Hospitalar de Leiria como evidência serológica de exposição à toxoplasmose e verificar se um maior conhecimento sobre infeção por este protozoário se traduz numa menor incidência da doença e consequente redução dos riscos de transmissão ao feto e prevalência das doenças associadas. Para testar a associação entre as variáveis utilizou-se o teste t-student (IC 5% p≤0,05). A prevalência de anticorpos anti-Toxoplasma gondii no presente estudo foi de 28%, no qual 24% eram positivas para IgG e negativas para IgM, 2% eram positivas para as duas classes de anticorpos e 2% eram positivas apenas para IgM. 72% das grávidas apresentaram-se suscetíveis para a infeção. Os resultados estatísticos revelam uma diferença significativa entre o estado serológico positivo e o estado serológico negativo e o nível de conhecimento das grávidas em relação à toxoplasmose e o grau de exposição a fatores de risco. É importante que estas estejam cientes da doença e reconheçam os fatores de risco a que podem estar expostas. Um diagnóstico precoce e um tratamento atempado conduz a uma redução no risco de complicações na vida futura do bebé