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Regras e limites na infância como forma de prevenir a indisciplina na escola

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A nossa preocupação em perceber as causas que motivam a indisciplina na criança motivou-nos a desencadear o presente trabalho de investigação. Trata-se de um estudo de caso e a escolha por esta metodologia tem em consideração as suas vantagens, na medida em que permite uma dinâmica dos estudos, é flexível, uma vez que permite novas descobertas. A questão inicial de que forma a interiorização de regras e de limites na infância pode minimizar a manifestação de comportamentos de indisciplina na escola, permite-nos desenhar uma metodologia mista, que utiliza os instrumentos adequados à investigação qualitativa (análise documental, entrevistas) e os instrumentos adequados à investigação quantitativa (inquéritos por questionário). A população-alvo do estudo são os educadores de infância e os pais das crianças em idade pré-escolar e o estudo foi aplicado num centro infantil de Castelo Branco. A construção de um plano de intervenção no âmbito da educação parental pretende ir ao encontro das ansiedades sentidas pelos pais e pelos educadores de infância de forma a capacitar, de uma forma abrangente, a comunidade educativa. Para a realização deste plano, é imprescindível pensar-se na pertinência do espaço jardim-de-infância e como este tem evoluído com os tempos. Outrora, a sua função era única e exclusivamente a de guarda. Hoje, devemos olhar para este espaço como um meio privilegiado onde podem acontecer inúmeras experiências e onde a família deve ter um lugar especial. Neste sentido, o plano de ação é desenhado para intervir sobre as vulnerabilidades detetadas pela recolha de dados, nomeadamente nas dificuldades sentidas por alguns pais em impor regras e limites; na culpabilização da figura parental por parte dos educadores de infância, por ser permissiva com os filhos; e, na desvalorização em educar através de regras e limites, nesta faixa etária, por parte dos pais, por considerarem uma tarefa demasiado exigente para a criança. As atividades apresentadas foram construídas de forma a motivar a envolvência do universo parental, pais e filhos, e da comunidade em geral. Os dados obtidos sugerem que os pais possuem a nítida conceção de que as regras e limites são essenciais ao desenvolvimento social da criança. No entanto e apesar do seu reconhecimento sentem dificuldade em educar os filhos e manifestam alguma recusa em receber auxílio no que concerne à educação das crianças.
Autores principais:Caria, Eugénia Maria Sardinha Aleixo
Assunto:Regras Limites Indisciplina Educação parental Rules Boundaries Disruptive behaviour Indiscipline Parental education
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Castelo Branco
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco
Descrição
Resumo:A nossa preocupação em perceber as causas que motivam a indisciplina na criança motivou-nos a desencadear o presente trabalho de investigação. Trata-se de um estudo de caso e a escolha por esta metodologia tem em consideração as suas vantagens, na medida em que permite uma dinâmica dos estudos, é flexível, uma vez que permite novas descobertas. A questão inicial de que forma a interiorização de regras e de limites na infância pode minimizar a manifestação de comportamentos de indisciplina na escola, permite-nos desenhar uma metodologia mista, que utiliza os instrumentos adequados à investigação qualitativa (análise documental, entrevistas) e os instrumentos adequados à investigação quantitativa (inquéritos por questionário). A população-alvo do estudo são os educadores de infância e os pais das crianças em idade pré-escolar e o estudo foi aplicado num centro infantil de Castelo Branco. A construção de um plano de intervenção no âmbito da educação parental pretende ir ao encontro das ansiedades sentidas pelos pais e pelos educadores de infância de forma a capacitar, de uma forma abrangente, a comunidade educativa. Para a realização deste plano, é imprescindível pensar-se na pertinência do espaço jardim-de-infância e como este tem evoluído com os tempos. Outrora, a sua função era única e exclusivamente a de guarda. Hoje, devemos olhar para este espaço como um meio privilegiado onde podem acontecer inúmeras experiências e onde a família deve ter um lugar especial. Neste sentido, o plano de ação é desenhado para intervir sobre as vulnerabilidades detetadas pela recolha de dados, nomeadamente nas dificuldades sentidas por alguns pais em impor regras e limites; na culpabilização da figura parental por parte dos educadores de infância, por ser permissiva com os filhos; e, na desvalorização em educar através de regras e limites, nesta faixa etária, por parte dos pais, por considerarem uma tarefa demasiado exigente para a criança. As atividades apresentadas foram construídas de forma a motivar a envolvência do universo parental, pais e filhos, e da comunidade em geral. Os dados obtidos sugerem que os pais possuem a nítida conceção de que as regras e limites são essenciais ao desenvolvimento social da criança. No entanto e apesar do seu reconhecimento sentem dificuldade em educar os filhos e manifestam alguma recusa em receber auxílio no que concerne à educação das crianças.