Publicação
Ensinar e aprender : com ou para os media?
| Resumo: | A utilização asséptica e acéfala das tecnologias da informação e da comunicação (Tic) no ensino e, mais propriamente na sala de aula, sem qualquer contextualização didáctico-pedagógica, pode vir a constituir o maior desperdício de investimento que, nas últimas duas décadas, os sistemas educativos europeus proporcionaram às escolas e aos professores. No artigo aborda-se a relação entre Educação, TIC e Média reclamando que o trabalho com as duas últimas “só deveria ocorrer num contexto pedagógico de ensino ou de aprendizagem”, o que implica uma formação inicial e contínua de professores “gratuita e sistemática”. Esse será o caminho para atingir uma “sábia visão pedagógica” que tem em conta as teorias da aprendizagem, os efeitos (positivos e negativos) da globalização, bem como o carácter efémero e sincrético da informação e do conhecimento. A inserção efectiva das TIC e dos Media em contexto pedagógico aponta para uma necessária mudança da escola, mais inclusiva, autónoma e aberta às exigências sociais, sob pena de perder o papel central que ainda ocupa na formação de cidadãos, seja ao nível dos conhecimentos seja dos valores. A escola é hoje uma instituição «glocal», o que a obriga a responder a um conjunto de desafios enumerados no artigo, desde o Pré-escolar ao Superior. A formação sistemática dos docentes é fulcral nestas propostas, pois as TIC facilitam o ensino, mas tal não significa uma relação directa com a melhoria das aprendizagens. Se hoje encontramos alunos High Tech numa escola de professores Low Tech, importa equilibrar essa balança, pois a aprendizagem não melhora com a «aprendizagem» copy/paste, mas sim com a «aprendizagem» que implica análise crítica e produção reflexiva de conhecimento. Urge por isso avançar no sentido de implementar “metodologias pedagógicas mais plásticas”, desenvolvidas por um “professor mais mediatizado” e recorrendo às TIC como “ferramentas mediadoras”. |
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| Autores principais: | Ruivo, João |
| Outros Autores: | Mesquita, Helena |
| Assunto: | Tic Sociedade do conhecimento Políticas educativas Pedagogias activas Tecnologia educativa Futuro da escola |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Castelo Branco |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco |
| Resumo: | A utilização asséptica e acéfala das tecnologias da informação e da comunicação (Tic) no ensino e, mais propriamente na sala de aula, sem qualquer contextualização didáctico-pedagógica, pode vir a constituir o maior desperdício de investimento que, nas últimas duas décadas, os sistemas educativos europeus proporcionaram às escolas e aos professores. No artigo aborda-se a relação entre Educação, TIC e Média reclamando que o trabalho com as duas últimas “só deveria ocorrer num contexto pedagógico de ensino ou de aprendizagem”, o que implica uma formação inicial e contínua de professores “gratuita e sistemática”. Esse será o caminho para atingir uma “sábia visão pedagógica” que tem em conta as teorias da aprendizagem, os efeitos (positivos e negativos) da globalização, bem como o carácter efémero e sincrético da informação e do conhecimento. A inserção efectiva das TIC e dos Media em contexto pedagógico aponta para uma necessária mudança da escola, mais inclusiva, autónoma e aberta às exigências sociais, sob pena de perder o papel central que ainda ocupa na formação de cidadãos, seja ao nível dos conhecimentos seja dos valores. A escola é hoje uma instituição «glocal», o que a obriga a responder a um conjunto de desafios enumerados no artigo, desde o Pré-escolar ao Superior. A formação sistemática dos docentes é fulcral nestas propostas, pois as TIC facilitam o ensino, mas tal não significa uma relação directa com a melhoria das aprendizagens. Se hoje encontramos alunos High Tech numa escola de professores Low Tech, importa equilibrar essa balança, pois a aprendizagem não melhora com a «aprendizagem» copy/paste, mas sim com a «aprendizagem» que implica análise crítica e produção reflexiva de conhecimento. Urge por isso avançar no sentido de implementar “metodologias pedagógicas mais plásticas”, desenvolvidas por um “professor mais mediatizado” e recorrendo às TIC como “ferramentas mediadoras”. |
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