Publicação
Dificuldades vivenciadas pelos familiares nos últimos dias e horas de vida
| Resumo: | O relatório tem como objetivo a descrição e reflexão das atividades realizadas para atingir os objetivos e competências propostos para a Unidade Curricular de Prática Clínica do Mestrado em Cuidados Paliativos da Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias. A Prática Clínica compreendeu um total de 300 horas realizadas numa Unidade de Cuidados Paliativos, em contexto de internamento hospitalar. Para a realização da Prática Clínica, optei por uma Unidade de Cuidados Paliativos, que assegura aos doentes em situação de fim de vida melhor qualidade de vida e às suas famílias, que enfrentam uma situação de ameaça à vida, através da prevenção e alívio do sofrimento. Esta foi uma escolha muito refletida e que se enquadrou com a área temática a aprofundar – Dificuldades vivenciadas pelos familiares nos últimos dias e horas de vida. Durante a prática clínica, planei, executei e avaliei os planos de cuidados estabelecidos e dirigidos aos doentes que acompanhei, utilizando os conhecimentos teórico-práticos adquiridos ao longo do Mestrado. Ao nível do projeto de intervenção na Unidade de Cuidados Paliativos, desenvolvi um estudo descritivo, que consistiu na realização de entrevistas a 14 familiares de doentes em fim de vida acerca das suas dificuldades vivenciadas nos últimos dias e horas de vida do seu familiar, cujos resultados revelaram que as dificuldades vivenciadas nos últimos dias e horas de vida mais evidentes foram o confronto com a morte, a prestação de cuidados, a gestão de sentimentos, o envolvimento emocional (revolta), aceitar a doença e a impossibilidade de cura e enfrentar o sofrimento do doente. Quanto aos medos vivenciados nos últimos dias e horas de vida, os entrevistados, na maioria, relataram o prolongamento do sofrimento, receber a má notícia e o familiar morrer em sofrimento, sem tranquilidade. Estes resultados foram posteriormente apresentados como forma de dar visibilidade às ações praticadas e permitir a reflexão por parte dos profissionais de saúde sobre o tema. Elaborei um documento em suporte de papel – Dossier Informativo – com instruções úteis sobe como ajudar pessoas que estão em processo de luto. |
|---|---|
| Autores principais: | Santos, Rita Alexandra Pires dos |
| Assunto: | Prática clínica Cuidados paliativos Dificuldades vivenciadas Familiares Últimos dias e horas de vida Clinical practice Palliative care Difficulties experienced family members Last days and hours of life |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Castelo Branco |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco |
| Resumo: | O relatório tem como objetivo a descrição e reflexão das atividades realizadas para atingir os objetivos e competências propostos para a Unidade Curricular de Prática Clínica do Mestrado em Cuidados Paliativos da Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias. A Prática Clínica compreendeu um total de 300 horas realizadas numa Unidade de Cuidados Paliativos, em contexto de internamento hospitalar. Para a realização da Prática Clínica, optei por uma Unidade de Cuidados Paliativos, que assegura aos doentes em situação de fim de vida melhor qualidade de vida e às suas famílias, que enfrentam uma situação de ameaça à vida, através da prevenção e alívio do sofrimento. Esta foi uma escolha muito refletida e que se enquadrou com a área temática a aprofundar – Dificuldades vivenciadas pelos familiares nos últimos dias e horas de vida. Durante a prática clínica, planei, executei e avaliei os planos de cuidados estabelecidos e dirigidos aos doentes que acompanhei, utilizando os conhecimentos teórico-práticos adquiridos ao longo do Mestrado. Ao nível do projeto de intervenção na Unidade de Cuidados Paliativos, desenvolvi um estudo descritivo, que consistiu na realização de entrevistas a 14 familiares de doentes em fim de vida acerca das suas dificuldades vivenciadas nos últimos dias e horas de vida do seu familiar, cujos resultados revelaram que as dificuldades vivenciadas nos últimos dias e horas de vida mais evidentes foram o confronto com a morte, a prestação de cuidados, a gestão de sentimentos, o envolvimento emocional (revolta), aceitar a doença e a impossibilidade de cura e enfrentar o sofrimento do doente. Quanto aos medos vivenciados nos últimos dias e horas de vida, os entrevistados, na maioria, relataram o prolongamento do sofrimento, receber a má notícia e o familiar morrer em sofrimento, sem tranquilidade. Estes resultados foram posteriormente apresentados como forma de dar visibilidade às ações praticadas e permitir a reflexão por parte dos profissionais de saúde sobre o tema. Elaborei um documento em suporte de papel – Dossier Informativo – com instruções úteis sobe como ajudar pessoas que estão em processo de luto. |
|---|