Publicação

Arthur Bispo do Rosário: nas tramas da loucura, teceu sua Arte

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:Este artigo nos remete às reflexões sobre a linha imaginária que possa haver entre a arte e loucura. Com base em que critérios, podemos afirmar que as psicoses se manifestam em arstas pláscos? Ou até que ponto as obras de um psicótico, tais como Arthur Bispo do Rosário, podem ser consideradas obras de arte. Neste contexto, é oportuno questionar: será que a loucura manifesta a arte ou a arte manifesta a loucura? Arthur Bispo do Rosário viveu a maior parte de sua vida na Colônia Juliano Moreira, do Rio de janeiro. Foi submetida às práticas médicas de tratamento padrão, para a época, praticada em pacientes internados. Não obstante, como um cavaleiro solitário, conforme descreve Luciana Hidalgo, criou seu mundo onírico e obedecia às vozes que escutava dentro de si. A partir daí, ia desfiando os tecidos dos uniformes e recolhendo objetos descartados ou em desuso, metamorfoseando-os em obras, hoje consideradas obras de arte, nacional e internacionalmente
Autores principais:Santos, Heliana Márcia
Outros Autores:Pinheiro, Olympio José; Santos, João Eduardo Guarnetti dos
Assunto:Arte bruta Arte incomum Arthur Bispo do Rosário Art brut Unusual art
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Castelo Branco
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco
Descrição
Resumo:Este artigo nos remete às reflexões sobre a linha imaginária que possa haver entre a arte e loucura. Com base em que critérios, podemos afirmar que as psicoses se manifestam em arstas pláscos? Ou até que ponto as obras de um psicótico, tais como Arthur Bispo do Rosário, podem ser consideradas obras de arte. Neste contexto, é oportuno questionar: será que a loucura manifesta a arte ou a arte manifesta a loucura? Arthur Bispo do Rosário viveu a maior parte de sua vida na Colônia Juliano Moreira, do Rio de janeiro. Foi submetida às práticas médicas de tratamento padrão, para a época, praticada em pacientes internados. Não obstante, como um cavaleiro solitário, conforme descreve Luciana Hidalgo, criou seu mundo onírico e obedecia às vozes que escutava dentro de si. A partir daí, ia desfiando os tecidos dos uniformes e recolhendo objetos descartados ou em desuso, metamorfoseando-os em obras, hoje consideradas obras de arte, nacional e internacionalmente