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Jovens como futuros cuidadores: perspetivas dos jovens face ao envelhecimento

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Face ao acentuado envelhecimento demográfico crescente e às tensões sociais dele decorrentes, torna-se essencial compreender de que forma as gerações mais jovens percecionam o processo de envelhecimento e quais as repercussões dessas representações nas relações intergeracionais. Este estudo assume-se como uma estratégia pedagógica e socialmente relevante para desconstruir estereótipos associados à velhice e promover a inclusão da população idosa. O presente estudo, de natureza quantitativa, teve como objetivos analisar a perceção dos estudantes do 1.º ano da Licenciatura em Educação Social sobre o envelhecimento, bem como as suas atitudes perante a população mais velha, o grau de conhecimento sobre políticas públicas e respostas sociais e a valorização do papel do educador social neste domínio. A amostra foi composta por 44 indivíduos, com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos. Recorreu-se à estatística descritiva para a análise dos dados obtidos por questionário. Os resultados evidenciam um contacto regular com pessoas mais velhas, predominantemente em contexto familiar, o que parece favorecer representações mais positivas e empáticas. Ainda assim, foram identificadas perceções ambivalentes, persistência de alguns estereótipos e, sobretudo, um conhecimento limitado sobre os apoios sociais e políticas públicas existentes. Destacaram-se como áreas prioritárias de intervenção, a inclusão social, o combate ao isolamento, a valorização da experiência de vida e o reforço da autonomia da população idosa. Conclui-se que a perceção que os jovens têm sobre o envelhecimento é fortemente condicionada por fatores pessoais, culturais e sociais, e que a intervenção educativa, quando sustentada em experiências reais e reflexão crítica, pode contribuir significativamente para a construção de uma visão mais informada, justa e comprometida com a dignidade da pessoa idosa. Neste sentido, foi proposto um projeto de intervenção intitulado “Gerações em Rede”, centrado na aproximação entre os estudantes aos contextos reais de envelhecimento, através de parcerias com entidades comunitárias, nomeadamente a associação ATLAS – People Like Us. O projeto propõe uma intervenção de curta duração, assente em momentos de sensibilização, análise de casos reais e elaboração de propostas práticas, promovendo competências éticas, críticas e técnicas nos futuros profissionais da intervenção social.
Autores principais:Simão, Diana Catarina da Silva
Assunto:Representações sociais do envelhecimento Juventude Adultos mais velhos Intervenção socioeducativa Social representations of ageing Youth Older adults Socio-educational intervention.
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Instituto Politécnico de Castelo Branco
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco
Descrição
Resumo:Face ao acentuado envelhecimento demográfico crescente e às tensões sociais dele decorrentes, torna-se essencial compreender de que forma as gerações mais jovens percecionam o processo de envelhecimento e quais as repercussões dessas representações nas relações intergeracionais. Este estudo assume-se como uma estratégia pedagógica e socialmente relevante para desconstruir estereótipos associados à velhice e promover a inclusão da população idosa. O presente estudo, de natureza quantitativa, teve como objetivos analisar a perceção dos estudantes do 1.º ano da Licenciatura em Educação Social sobre o envelhecimento, bem como as suas atitudes perante a população mais velha, o grau de conhecimento sobre políticas públicas e respostas sociais e a valorização do papel do educador social neste domínio. A amostra foi composta por 44 indivíduos, com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos. Recorreu-se à estatística descritiva para a análise dos dados obtidos por questionário. Os resultados evidenciam um contacto regular com pessoas mais velhas, predominantemente em contexto familiar, o que parece favorecer representações mais positivas e empáticas. Ainda assim, foram identificadas perceções ambivalentes, persistência de alguns estereótipos e, sobretudo, um conhecimento limitado sobre os apoios sociais e políticas públicas existentes. Destacaram-se como áreas prioritárias de intervenção, a inclusão social, o combate ao isolamento, a valorização da experiência de vida e o reforço da autonomia da população idosa. Conclui-se que a perceção que os jovens têm sobre o envelhecimento é fortemente condicionada por fatores pessoais, culturais e sociais, e que a intervenção educativa, quando sustentada em experiências reais e reflexão crítica, pode contribuir significativamente para a construção de uma visão mais informada, justa e comprometida com a dignidade da pessoa idosa. Neste sentido, foi proposto um projeto de intervenção intitulado “Gerações em Rede”, centrado na aproximação entre os estudantes aos contextos reais de envelhecimento, através de parcerias com entidades comunitárias, nomeadamente a associação ATLAS – People Like Us. O projeto propõe uma intervenção de curta duração, assente em momentos de sensibilização, análise de casos reais e elaboração de propostas práticas, promovendo competências éticas, críticas e técnicas nos futuros profissionais da intervenção social.