Publicação
Atividade antioxidante e antimicrobiana de extratos de plantas de Pterospartum tridentatum (L.) Willk. in vitro e silvestres
| Resumo: | A carqueja é uma espécie bastante utilizada como planta medicinal, no tratamento de doenças do aparelho digestivo e diabetes, bem como para fins culinários, no entanto, os estudos sobre caracterização de extratos desta planta são escassos. O presente trabalhos apresenta uma análise da atividade antioxidante e antimicrobiana de extratos obtidos a partir de plantas silvestres e partes aéreas de plantas em multiplicação in vitro. Todos os extratos aquosos independentemente do local de recolha e fase do ciclo vegetativo da planta apresentaram atividade antioxidante, independentemente dos métodos de deteção utilizados (DPPH e FRAP). Os valores significativamente mais elevados nas plantas silvestres foram observados no repouso vegetativo e na época de floração (parte floral) para os três locais em estudo. No caso do material vegetal micropropagado não existem diferenças significativas no que respeita o local de origem, evidenciando uma atividade antioxidante elevada, semelhante aos extratos das plantas silvestres no repouso. A análise dos resultados permitiu observar que os extratos de carqueja apresentam atividade antimicrobiana. No caso do Bacillus subtilis a referida atividade foi independente do local e época de recolha da planta. A concentração mínima inibitória variou de 20 000 a 60 000 ppm. Já no que respeita os outros microrganismos estudados, Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus, só os extratos da flor de origem Malcata revelaram atividade antimicrobiana. Não se verificou inibição de crescimento de Escherichia coli, Listeria monocytogenes, Cândida albicans, Pichia fermentans, Monilinia fructigena e Monilinia laxa pelos três métodos utilizados. A atividade antimicrobiana relativamente a estes microrganismos poderá estar relacionada com compostos mais voláteis, mais relacionados com o aroma e não presentes em extratos aquosos. |
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| Autores principais: | Coelho, Maria Teresa |
| Outros Autores: | Diogo, Maria da Graça; Alves, Vítor; Martins, Margarida Moldão; Gonçalves, José Carlos |
| Assunto: | Atividade antimicrobiana Atividade antioxidante Carqueja Extratos Plantas in vitro |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Castelo Branco |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco |
| Resumo: | A carqueja é uma espécie bastante utilizada como planta medicinal, no tratamento de doenças do aparelho digestivo e diabetes, bem como para fins culinários, no entanto, os estudos sobre caracterização de extratos desta planta são escassos. O presente trabalhos apresenta uma análise da atividade antioxidante e antimicrobiana de extratos obtidos a partir de plantas silvestres e partes aéreas de plantas em multiplicação in vitro. Todos os extratos aquosos independentemente do local de recolha e fase do ciclo vegetativo da planta apresentaram atividade antioxidante, independentemente dos métodos de deteção utilizados (DPPH e FRAP). Os valores significativamente mais elevados nas plantas silvestres foram observados no repouso vegetativo e na época de floração (parte floral) para os três locais em estudo. No caso do material vegetal micropropagado não existem diferenças significativas no que respeita o local de origem, evidenciando uma atividade antioxidante elevada, semelhante aos extratos das plantas silvestres no repouso. A análise dos resultados permitiu observar que os extratos de carqueja apresentam atividade antimicrobiana. No caso do Bacillus subtilis a referida atividade foi independente do local e época de recolha da planta. A concentração mínima inibitória variou de 20 000 a 60 000 ppm. Já no que respeita os outros microrganismos estudados, Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus, só os extratos da flor de origem Malcata revelaram atividade antimicrobiana. Não se verificou inibição de crescimento de Escherichia coli, Listeria monocytogenes, Cândida albicans, Pichia fermentans, Monilinia fructigena e Monilinia laxa pelos três métodos utilizados. A atividade antimicrobiana relativamente a estes microrganismos poderá estar relacionada com compostos mais voláteis, mais relacionados com o aroma e não presentes em extratos aquosos. |
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