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A ressonância magnética fetal no diagnóstico das malformações do SNC: casuística de um hospital central da Região Centro desde maio de 2012 a maio de 2019

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A Ultrassonografia (US) fetal é o exame mais utilizado no período pré-natal para avaliar o crescimento do feto, no entanto, em alguns casos os resultados são inconclusivos ou insuficientes, perante estas situações a Ressonância Magnética (RM) fetal torna-se exame complementar de diagnóstico de extrema importância. Objetivo: Avaliar o papel da RM fetal no diagnóstico das malformações do sistema nervoso central (SNC) num hospital central da região centro desde maio de 2012 a maio de 2019. Material e métodos: A amostra consistiu num total de 85 mulheres grávidas que realizaram RM fetal do SNC no serviço de imagiologia de um hospital central da região centro no período de maio de 2012 a maio de 2019, num total de 91 exames. Foi analisado o processo imagiológico de cada uma delas onde foram retirados dados relativos à idade da grávida, semanas de gestação, achados na US fetal, ocorrências na RM, artefactos de movimento fetal, gravidez gemelar, Neurorradiologista responsável pelo relatório do exame e verificação da US por RM de lesões no SNC. Resultados: Foi possível constatar que a verificação da suspeita da US por RM não está relacionada com o escalão etário nem com as semanas de gestação. Conclusão: Verificou-se que a idade das grávidas variou entre os 18 e os 45 anos, tendo a maioria das pacientes idade entre os 30 e os 40 anos. As semanas de gestação variaram entre as 21.57 e as 37 semanas e o maior número de exames de RM fetal do SNC foi realizado antes das 24 semanas e as 30 e 33 semanas. Das gravidezes gemelares presentes no estudo, 3 eram do tipo monocoriónica e diamniótica e 4 dicoriónica e diamniótica. Os achados da US mais observados foram a ventriculomegalia, malformações da linha média e anomalias da fossa posterior. Por outro lado, as ocorrências mais observadas na RM referem-se às mesmas anomalias com acréscimo das alterações do espaço subaracnoídeo. Em 35 dos exames onde foram observadas na RM lesões no SNC, 13 não dispunham de informação da US e os restantes 22 dividiam-se equitativamente entre a confirmação parcial da suspeita da US e a não confirmação da US. Nos exames que apresentaram ventriculomegalia, ou anomalias da fossa posterior ou malformações da linha média, o escalão onde se registaram maior número de casos foi abaixo das 24 semanas. Refira-se ainda que nos exames com ventriculomegalia ou malformações da linha média o segundo escalão com maior incidência é de 30 a 33 semanas. O escalão etário dos 30 aos 40 anos foi o mais frequente em quase todas as ocorrências por RM. Há 68 apenas exames que apresentam achados na US e ocorrências na RM. Os 11 exames em que se confirmou parcialmente a suspeita da US e que revelaram lesões no SNC, repartiramse de forma praticamente igual nos escalões etários inferior a 30 anos e entre os 30 e 40 anos, o mesmo acontecendo para os exames em que não foi confirmada a suspeita da US mas que revelaram lesões no SNC. No que diz respeito às RM em que não existe informação da US mas que revelam lesões no SNC, constatou-se que o escalão etário entre os 30 a 40 anos foi aquele que apresentou um maior número de casos. Relativamente aos grupos referidos anteriormente, observou-se que praticamente metade dos exames diziam respeito a gestações inferiores a 24 semanas nos dois primeiros grupos e superior a 33 semanas no último grupo.
Autores principais:Liberal, Maria João Fernandes de Almeida
Assunto:Ressonância magnética fetal Ultrassonografia fetal Malformações fetais Segurança Fetal magnetic resonance Fetal ultrasonography Fetal malformations Safety
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:outro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Castelo Branco
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco
Descrição
Resumo:Introdução: A Ultrassonografia (US) fetal é o exame mais utilizado no período pré-natal para avaliar o crescimento do feto, no entanto, em alguns casos os resultados são inconclusivos ou insuficientes, perante estas situações a Ressonância Magnética (RM) fetal torna-se exame complementar de diagnóstico de extrema importância. Objetivo: Avaliar o papel da RM fetal no diagnóstico das malformações do sistema nervoso central (SNC) num hospital central da região centro desde maio de 2012 a maio de 2019. Material e métodos: A amostra consistiu num total de 85 mulheres grávidas que realizaram RM fetal do SNC no serviço de imagiologia de um hospital central da região centro no período de maio de 2012 a maio de 2019, num total de 91 exames. Foi analisado o processo imagiológico de cada uma delas onde foram retirados dados relativos à idade da grávida, semanas de gestação, achados na US fetal, ocorrências na RM, artefactos de movimento fetal, gravidez gemelar, Neurorradiologista responsável pelo relatório do exame e verificação da US por RM de lesões no SNC. Resultados: Foi possível constatar que a verificação da suspeita da US por RM não está relacionada com o escalão etário nem com as semanas de gestação. Conclusão: Verificou-se que a idade das grávidas variou entre os 18 e os 45 anos, tendo a maioria das pacientes idade entre os 30 e os 40 anos. As semanas de gestação variaram entre as 21.57 e as 37 semanas e o maior número de exames de RM fetal do SNC foi realizado antes das 24 semanas e as 30 e 33 semanas. Das gravidezes gemelares presentes no estudo, 3 eram do tipo monocoriónica e diamniótica e 4 dicoriónica e diamniótica. Os achados da US mais observados foram a ventriculomegalia, malformações da linha média e anomalias da fossa posterior. Por outro lado, as ocorrências mais observadas na RM referem-se às mesmas anomalias com acréscimo das alterações do espaço subaracnoídeo. Em 35 dos exames onde foram observadas na RM lesões no SNC, 13 não dispunham de informação da US e os restantes 22 dividiam-se equitativamente entre a confirmação parcial da suspeita da US e a não confirmação da US. Nos exames que apresentaram ventriculomegalia, ou anomalias da fossa posterior ou malformações da linha média, o escalão onde se registaram maior número de casos foi abaixo das 24 semanas. Refira-se ainda que nos exames com ventriculomegalia ou malformações da linha média o segundo escalão com maior incidência é de 30 a 33 semanas. O escalão etário dos 30 aos 40 anos foi o mais frequente em quase todas as ocorrências por RM. Há 68 apenas exames que apresentam achados na US e ocorrências na RM. Os 11 exames em que se confirmou parcialmente a suspeita da US e que revelaram lesões no SNC, repartiramse de forma praticamente igual nos escalões etários inferior a 30 anos e entre os 30 e 40 anos, o mesmo acontecendo para os exames em que não foi confirmada a suspeita da US mas que revelaram lesões no SNC. No que diz respeito às RM em que não existe informação da US mas que revelam lesões no SNC, constatou-se que o escalão etário entre os 30 a 40 anos foi aquele que apresentou um maior número de casos. Relativamente aos grupos referidos anteriormente, observou-se que praticamente metade dos exames diziam respeito a gestações inferiores a 24 semanas nos dois primeiros grupos e superior a 33 semanas no último grupo.