Publicação
Complicações de cuidados no internamento por diabetes mellitus tipo 2: a situação das infeções urinárias
| Resumo: | Objetivo: O objetivo primário consistiu em estudar a prevalência da taxa das infeções urinárias durante o internamento; e o objetivo secundário: identificar os fatores explicativos para estas infeções. Métodos: Estudo transversal com recolha de dados retrospetivos no período de 01 janeiro a 31 de dezembro de 2015. Utilizou-se a base de dados dos resumos de alta para os episódios de internamento da Diabetes mellitus tipo 2 (DMTII), como diagnóstico principal. Na primeira abordagem usou-se a análise estatística descritiva bivariável onde se calculou a distribuição e a taxas das infeções urinárias. Na segunda abordagem usou-se a regressão logística com recurso ao modelo de ajustamento pelo risco: as infeções urinárias constituíram a variável dependente; o género, a idade, a gravidade da doença principal, as co morbilidades e respetivos níveis de gravidade, o número de dias de internamento, o hospital, o tipo de procedimento e os GDH, as variáveis independentes. Resultados: As taxas das Infeções Urinárias apresentaram um valor de 16,2%. Os diabéticos de gravidade (1) apresentaram uma taxa de 24,4% contra 4,8% nos diabéticos de gravidade (2). No tipo de tratamento médico a taxa foi de 24,6% contra 4,8% no tratamento cirúrgico. Os fatores de risco como a idade (OR=1,031), o número de dias de internamento (OR=1,018), o género feminino (OR=2,248), a gravidade (3) da co morbilidade Doença Cerebrovascular (NEU04) (OR=1,737), a gravidade (1) da co morbilidade Neoplasia maligna do cólon e reto (GIS27) (OR=2,417), bem como dez hospitais tiveram influência sobre a ocorrência de COC Urinárias. Conclusões: Estes resultados podem ser justificados por práticas clínicas distintas e pela adoção de protocolos de cuidados pouco seguros, pelo que é necessário implementar uma vigilância dirigida e um reforço de prevenção e controlo através da elaboração de modelos de segurança mais efetivos. |
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| Autores principais: | Lourenço, Maria Cristina Carrondo Afonso |
| Assunto: | Diabetes mellitus tipo 2 Infeções urinárias Internamento Type 2 diabetes mellitus COC urinary In-hospital |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Castelo Branco |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco |
| Resumo: | Objetivo: O objetivo primário consistiu em estudar a prevalência da taxa das infeções urinárias durante o internamento; e o objetivo secundário: identificar os fatores explicativos para estas infeções. Métodos: Estudo transversal com recolha de dados retrospetivos no período de 01 janeiro a 31 de dezembro de 2015. Utilizou-se a base de dados dos resumos de alta para os episódios de internamento da Diabetes mellitus tipo 2 (DMTII), como diagnóstico principal. Na primeira abordagem usou-se a análise estatística descritiva bivariável onde se calculou a distribuição e a taxas das infeções urinárias. Na segunda abordagem usou-se a regressão logística com recurso ao modelo de ajustamento pelo risco: as infeções urinárias constituíram a variável dependente; o género, a idade, a gravidade da doença principal, as co morbilidades e respetivos níveis de gravidade, o número de dias de internamento, o hospital, o tipo de procedimento e os GDH, as variáveis independentes. Resultados: As taxas das Infeções Urinárias apresentaram um valor de 16,2%. Os diabéticos de gravidade (1) apresentaram uma taxa de 24,4% contra 4,8% nos diabéticos de gravidade (2). No tipo de tratamento médico a taxa foi de 24,6% contra 4,8% no tratamento cirúrgico. Os fatores de risco como a idade (OR=1,031), o número de dias de internamento (OR=1,018), o género feminino (OR=2,248), a gravidade (3) da co morbilidade Doença Cerebrovascular (NEU04) (OR=1,737), a gravidade (1) da co morbilidade Neoplasia maligna do cólon e reto (GIS27) (OR=2,417), bem como dez hospitais tiveram influência sobre a ocorrência de COC Urinárias. Conclusões: Estes resultados podem ser justificados por práticas clínicas distintas e pela adoção de protocolos de cuidados pouco seguros, pelo que é necessário implementar uma vigilância dirigida e um reforço de prevenção e controlo através da elaboração de modelos de segurança mais efetivos. |
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