Publicação

Produção de achigãs em cativeiro

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O achigã (Micropterus salmoides Lacépède, 1802) é uma espécie piscícola que foi introduzida em Portugal (Açores) no final do século XIX. Consciente da importância que o achigã tem para a gastronomia regional do Ribatejo, Beira Baixa e Alentejo a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco (ESACB) tem vindo a desenvolver trabalhos de investigação para apoiar a produção de achigãs em aquicultura. Um dos trabalhos que está a ser desenvolvido consiste no apoio à Sociedade Agrícola Vale de Inguinhos S.A. que é a primeira empresa portuguesa com aquicultura licenciada para a produção de 61,5 toneladas de achigãs/ano. Como não há no mercado nacional alimento composto específico para achigãs, estão a ser avaliados os parâmetros de crescimento de achigãs selvagens (0+ anos) testando um alimento formulado para douradas e robalos. Os resultados até agora obtidos na empresa permitem-nos concluir que o alimento composto comercial utilizado é adequado para a alimentação de juvenis da espécie M. salmoides. Outro trabalho que está a ser desenvolvido na ESACB consiste na avaliação dos parâmetros produtivos de juvenis de achigãs alimentados com minhocas (Eisenia fetida Savigny, 1826) comparando-os com os resultados obtidos por achigãs alimentados com granulado comercial. As minhocas desempenham um papel importante nos ecossistemas terrestres ao decomporem a matéria orgânica. São utilizadas na vermicompostagem como ferramenta de trabalho, reciclando todo o tipo de matéria vegetal e estrume. São uma boa fonte de proteína podendo substituir parcialmente a farinha de peixe na formulação de alimentos compostos para espécies piscívoras. No entanto, o elevado teor em humidade e cinzas, principalmente terra, poderão ser um fator limitante à sua utilização como alimento para peixes. O ensaio decorre em dois aquários com 8 peixes cada um. Os resultados obtidos até agora parecem indicar que a E. fetida é um bom alimento para achigãs.
Autores principais:Rodrigues, A.M.
Assunto:Micropterus salmoides Aquicultura Eisenia fetida Minhocas Crescimento
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Castelo Branco
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco
Descrição
Resumo:O achigã (Micropterus salmoides Lacépède, 1802) é uma espécie piscícola que foi introduzida em Portugal (Açores) no final do século XIX. Consciente da importância que o achigã tem para a gastronomia regional do Ribatejo, Beira Baixa e Alentejo a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco (ESACB) tem vindo a desenvolver trabalhos de investigação para apoiar a produção de achigãs em aquicultura. Um dos trabalhos que está a ser desenvolvido consiste no apoio à Sociedade Agrícola Vale de Inguinhos S.A. que é a primeira empresa portuguesa com aquicultura licenciada para a produção de 61,5 toneladas de achigãs/ano. Como não há no mercado nacional alimento composto específico para achigãs, estão a ser avaliados os parâmetros de crescimento de achigãs selvagens (0+ anos) testando um alimento formulado para douradas e robalos. Os resultados até agora obtidos na empresa permitem-nos concluir que o alimento composto comercial utilizado é adequado para a alimentação de juvenis da espécie M. salmoides. Outro trabalho que está a ser desenvolvido na ESACB consiste na avaliação dos parâmetros produtivos de juvenis de achigãs alimentados com minhocas (Eisenia fetida Savigny, 1826) comparando-os com os resultados obtidos por achigãs alimentados com granulado comercial. As minhocas desempenham um papel importante nos ecossistemas terrestres ao decomporem a matéria orgânica. São utilizadas na vermicompostagem como ferramenta de trabalho, reciclando todo o tipo de matéria vegetal e estrume. São uma boa fonte de proteína podendo substituir parcialmente a farinha de peixe na formulação de alimentos compostos para espécies piscívoras. No entanto, o elevado teor em humidade e cinzas, principalmente terra, poderão ser um fator limitante à sua utilização como alimento para peixes. O ensaio decorre em dois aquários com 8 peixes cada um. Os resultados obtidos até agora parecem indicar que a E. fetida é um bom alimento para achigãs.