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O papel do desenvolvimento emocional na resolução de conflitos em contexto de educação pré-escolar

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Summary:O presente relatório, desenvolvido no âmbito da Prática Supervisionada em Educação Pré-Escolar, teve como principal finalidade analisar o papel do desenvolvimento emocional na mediação e resolução de conflitos entre crianças em idade pré-escolar. Partindo de uma abordagem qualitativa, concretizada através de um modelo de investigação-ação, procurou-se compreender de que forma as competências emocionais, nomeadamente o reconhecimento das emoções, a autorregulação, a empatia e as competências sociais influenciam as interações e a capacidade das crianças para gerir situações de conflito no quotidiano escolar. O enquadramento teórico baseou-se em autores de referência na área da inteligência emocional e do desenvolvimento socioemocional, articulando estes contributos com as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar. Do ponto de vista metodológico, a adoção da investigação-ação permitiu articular teoria e prática, proporcionando um espaço de reflexão crítica e transformação pedagógica. A triangulação dos dados, mediante a utilização de instrumentos diversos e a escuta de múltiplos sujeitos (educadora e crianças), conferiu validade aos resultados e possibilitou uma compreensão mais rica e contextualizada dos fenómenos observados. A metodologia adotada revelou-se, portanto, adequada aos objetivos propostos, constituindo uma via fecunda para futuras investigações no campo da educação emocional. Os resultados permitiram constatar que, após a intervenção, as crianças passaram a utilizar expressões como “sinto-me triste”, “posso brincar contigo?” ou “desculpa”, revelando não só a interiorização de vocabulário emocional, mas também uma crescente capacidade para resolver autonomamente pequenos conflitos do quotidiano. A observação sistemática revelou ainda que as crianças com maior domínio emocional eram mais procuradas pelos pares para cooperar, negociar e partilhar atividades, confirmando a relação entre inteligência emocional e competências sociais. Conclui-se que a educação emocional, quando integrada de forma intencional e sistemática nas práticas pedagógicas, contribui para a construção de um clima de grupo positivo, para a melhoria das interações sociais e para o desenvolvimento global das crianças.
Main Authors:Isidro, Carina Alexandra Silvestre
Subject:Educação pré-escolar Desenvolvimento socioemocional Inteligência emocional Resolução de conflitos Preschool education Socio-emotional development Emotional intelligence Conflict resolution
Year:2026
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Instituto Politécnico de Castelo Branco
Language:Portuguese
Origin:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco
Description
Summary:O presente relatório, desenvolvido no âmbito da Prática Supervisionada em Educação Pré-Escolar, teve como principal finalidade analisar o papel do desenvolvimento emocional na mediação e resolução de conflitos entre crianças em idade pré-escolar. Partindo de uma abordagem qualitativa, concretizada através de um modelo de investigação-ação, procurou-se compreender de que forma as competências emocionais, nomeadamente o reconhecimento das emoções, a autorregulação, a empatia e as competências sociais influenciam as interações e a capacidade das crianças para gerir situações de conflito no quotidiano escolar. O enquadramento teórico baseou-se em autores de referência na área da inteligência emocional e do desenvolvimento socioemocional, articulando estes contributos com as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar. Do ponto de vista metodológico, a adoção da investigação-ação permitiu articular teoria e prática, proporcionando um espaço de reflexão crítica e transformação pedagógica. A triangulação dos dados, mediante a utilização de instrumentos diversos e a escuta de múltiplos sujeitos (educadora e crianças), conferiu validade aos resultados e possibilitou uma compreensão mais rica e contextualizada dos fenómenos observados. A metodologia adotada revelou-se, portanto, adequada aos objetivos propostos, constituindo uma via fecunda para futuras investigações no campo da educação emocional. Os resultados permitiram constatar que, após a intervenção, as crianças passaram a utilizar expressões como “sinto-me triste”, “posso brincar contigo?” ou “desculpa”, revelando não só a interiorização de vocabulário emocional, mas também uma crescente capacidade para resolver autonomamente pequenos conflitos do quotidiano. A observação sistemática revelou ainda que as crianças com maior domínio emocional eram mais procuradas pelos pares para cooperar, negociar e partilhar atividades, confirmando a relação entre inteligência emocional e competências sociais. Conclui-se que a educação emocional, quando integrada de forma intencional e sistemática nas práticas pedagógicas, contribui para a construção de um clima de grupo positivo, para a melhoria das interações sociais e para o desenvolvimento global das crianças.