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Implementação de um instrumento de avaliação e registo da dor

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Resumo:Em Portugal Continental, no ano de 1960, o índice de envelhecimento situava-se nos 28,00 para em 2011, este indicador, passar a situar-se nos 130,60, quer dizer que por cada 100 jovens residentes com menos de 15 anos existem 130,6 residentes com 65 ou mais anos. O contínuo envelhecimento demográfico resulta do aumento da esperança média de vida e do declínio do índice de fecundidade. Os cuidados paliativos surgem não porque o índice de envelhecimento tenha aumentado de uma forma constante mas porque a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera os cuidados paliativos como uma prioridade da política de saúde, recomendando a sua abordagem programada e planificada, numa perspetiva de apoio global aos múltiplos problemas dos doentes que se encontram na fase mais avançada da doença e no final da vida. Os cuidados paliativos têm como componentes essenciais: o alívio dos sintomas; o apoio psicológico, espiritual e emocional; o apoio à família; o apoio durante o luto e a interdisciplinaridade. Este trabalho resulta da reflexão sobre o percurso realizado e das opções tomadas durante a prática clínica supervisionada em Cuidados Paliativos, onde decorreu o Projeto de Intervenção. No projeto de intervenção procurou-se alertar e sensibilizar todos os envolvidos, na prestação de cuidados, para a importância dos registos na eficácia do tratamento da dor. A avaliação, o controlo e o posterior registo da dor constituem as principais áreas de estudo num quadro de prestação de cuidados paliativos. O conceito de dor total é abordado de modo a situar o trabalho de projeto desenvolvido. A literatura contemporânea refere, com frequência, não só a importância do controlo sintomático mas também do registo das ações tomadas para o efeito. Os registos proporcionam-nos quadros que permitem visualizar a evolução do fenómeno e a tomada de decisões fundamentadas no seu controlo. Para que a dor seja avaliada e controlada de forma eficaz, por todos os técnicos de saúde que exercem funções em cuidados paliativos, impõem-se que sejam feitos registos sob pena de constituir uma lacuna grave nos cuidados paliativos prestados. Dada a importância de efetuar registos, nas ações de controlo sintomático, criámos um documento cujo objetivo é a de fornecer informação quanto à evolução da dor e das ações tomadas no seu controlo e ainda acerca do tipo, localização e dos fatores que intervieram no seu desenvolvimento. Com a iniciativa pretendeu-se alertar para o interesse dos registos em geral e o da dor em particular e a sua importância para as boas práticas nos cuidados paliativos prestados e que o documento, em si mesmo, possa constituir um caso de reflexão e de investigação em estudos futuros.
Autores principais:Esteves, Cátia Vanessa Borges
Assunto:Cuidados paliativos Dor Controlo sintomático Comunicação Sofrimento Palliative care Pain Symptomatic control Communication Suffering
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Instituto Politécnico de Castelo Branco
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco
Descrição
Resumo:Em Portugal Continental, no ano de 1960, o índice de envelhecimento situava-se nos 28,00 para em 2011, este indicador, passar a situar-se nos 130,60, quer dizer que por cada 100 jovens residentes com menos de 15 anos existem 130,6 residentes com 65 ou mais anos. O contínuo envelhecimento demográfico resulta do aumento da esperança média de vida e do declínio do índice de fecundidade. Os cuidados paliativos surgem não porque o índice de envelhecimento tenha aumentado de uma forma constante mas porque a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera os cuidados paliativos como uma prioridade da política de saúde, recomendando a sua abordagem programada e planificada, numa perspetiva de apoio global aos múltiplos problemas dos doentes que se encontram na fase mais avançada da doença e no final da vida. Os cuidados paliativos têm como componentes essenciais: o alívio dos sintomas; o apoio psicológico, espiritual e emocional; o apoio à família; o apoio durante o luto e a interdisciplinaridade. Este trabalho resulta da reflexão sobre o percurso realizado e das opções tomadas durante a prática clínica supervisionada em Cuidados Paliativos, onde decorreu o Projeto de Intervenção. No projeto de intervenção procurou-se alertar e sensibilizar todos os envolvidos, na prestação de cuidados, para a importância dos registos na eficácia do tratamento da dor. A avaliação, o controlo e o posterior registo da dor constituem as principais áreas de estudo num quadro de prestação de cuidados paliativos. O conceito de dor total é abordado de modo a situar o trabalho de projeto desenvolvido. A literatura contemporânea refere, com frequência, não só a importância do controlo sintomático mas também do registo das ações tomadas para o efeito. Os registos proporcionam-nos quadros que permitem visualizar a evolução do fenómeno e a tomada de decisões fundamentadas no seu controlo. Para que a dor seja avaliada e controlada de forma eficaz, por todos os técnicos de saúde que exercem funções em cuidados paliativos, impõem-se que sejam feitos registos sob pena de constituir uma lacuna grave nos cuidados paliativos prestados. Dada a importância de efetuar registos, nas ações de controlo sintomático, criámos um documento cujo objetivo é a de fornecer informação quanto à evolução da dor e das ações tomadas no seu controlo e ainda acerca do tipo, localização e dos fatores que intervieram no seu desenvolvimento. Com a iniciativa pretendeu-se alertar para o interesse dos registos em geral e o da dor em particular e a sua importância para as boas práticas nos cuidados paliativos prestados e que o documento, em si mesmo, possa constituir um caso de reflexão e de investigação em estudos futuros.