Publicação
Equipa de emergência médica intra-hospitalar: processo de decisão de não reanimar
| Resumo: | Os avanços na área da saúde alcançados nas últimas décadas conduziram ao aumento da longevidade e das doenças crónicas e progressivas (Bloomer, Endacott, O´Connor, e Cross, 2013). A par disto, as alterações socioeconómicas introduziram importantes modificações estruturais, quer ao nível da rede familiar, quer na organização do sistema de saúde (Payne, Hudson, Grande, Oliviere, Tishelman, Pleschberger, Kerr, (2010). Neste contexto, a necessidade crescente de apoio e de cuidados de saúde precipitou o número de internamentos hospitalares. Num ambiente onde predomina o carácter premente da cura, torna-se um desafio para os profissionais de saúde responder às exigências múltiplas no acompanhamento global da pessoa em situação crónica e paliativa. Por esta razão, a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera os Cuidados Paliativos (CP) uma prioridade da política de saúde, recomendando a sua abordagem programada e planificada, numa perspetiva de apoio integral (Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP), 2016). O presente relatório é concebido no âmbito do 3º Mestrado em Cuidados Paliativos da Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias (ESALD), do Instituto Politécnico de Castelo Branco, como parte integrante dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre. Este pretende refletir o universo de conhecimentos adquiridos ao longo da aprendizagem teórica, integrados e mobilizados na prática clínica e assistencial junto de uma equipa diferenciada em CP, com o intuito de edificar e consolidar competências instrumentais, interpessoais e sistémicas aplicando os valores e princípios dos Cuidados Paliativos. Pretende-se ainda com este documento refletir criticamente sobre a tipologia e o modelo de organização do serviço de CP onde decorreu a prática clínica (UCCP), bem como descrever o processo de implementação e desenvolvimento do projeto de intervenção. Este último foi desenvolvido com base na necessidade premente de definir normas de orientação sobre a decisão de não reanimar (DNR), no hospital onde exerço funções, para que os profissionais de saúde tenham clara noção do referencial de atuação ética e legal em doentes com doença crónica, avançada e progressiva, implementando boas práticas no que se refere à suspensão ou abstenção de tratamentos desproporcionados. A metodologia estabelecida foi descritiva, reflexiva e crítica, suportada por evidência científica. Estruturalmente encontra-se organizado em três momentos: Contextualização do serviço onde foi realizado a prática clínica; Explanação e reflexão crítica das atividades desenvolvidas para a consecução dos objetivos estabelecidos, estando estas organizadas segundo o perfil de competências comuns e clínicas especializadas do enfermeiro que presta cuidados à pessoa em situação crónica e paliativa e por último o Projeto de intervenção. |
|---|---|
| Autores principais: | Ramos, Vânia Alexandra Rodrigues |
| Assunto: | Cuidados paliativos Prática clinica Unidade de cuidados paliativos Processo de decisão de não reanimar Hospital de agudos Palliative care Clinical practice Palliative care unit Do not resuscitate decision process Acute care hospital |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Castelo Branco |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Castelo Branco |
| Resumo: | Os avanços na área da saúde alcançados nas últimas décadas conduziram ao aumento da longevidade e das doenças crónicas e progressivas (Bloomer, Endacott, O´Connor, e Cross, 2013). A par disto, as alterações socioeconómicas introduziram importantes modificações estruturais, quer ao nível da rede familiar, quer na organização do sistema de saúde (Payne, Hudson, Grande, Oliviere, Tishelman, Pleschberger, Kerr, (2010). Neste contexto, a necessidade crescente de apoio e de cuidados de saúde precipitou o número de internamentos hospitalares. Num ambiente onde predomina o carácter premente da cura, torna-se um desafio para os profissionais de saúde responder às exigências múltiplas no acompanhamento global da pessoa em situação crónica e paliativa. Por esta razão, a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera os Cuidados Paliativos (CP) uma prioridade da política de saúde, recomendando a sua abordagem programada e planificada, numa perspetiva de apoio integral (Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP), 2016). O presente relatório é concebido no âmbito do 3º Mestrado em Cuidados Paliativos da Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias (ESALD), do Instituto Politécnico de Castelo Branco, como parte integrante dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre. Este pretende refletir o universo de conhecimentos adquiridos ao longo da aprendizagem teórica, integrados e mobilizados na prática clínica e assistencial junto de uma equipa diferenciada em CP, com o intuito de edificar e consolidar competências instrumentais, interpessoais e sistémicas aplicando os valores e princípios dos Cuidados Paliativos. Pretende-se ainda com este documento refletir criticamente sobre a tipologia e o modelo de organização do serviço de CP onde decorreu a prática clínica (UCCP), bem como descrever o processo de implementação e desenvolvimento do projeto de intervenção. Este último foi desenvolvido com base na necessidade premente de definir normas de orientação sobre a decisão de não reanimar (DNR), no hospital onde exerço funções, para que os profissionais de saúde tenham clara noção do referencial de atuação ética e legal em doentes com doença crónica, avançada e progressiva, implementando boas práticas no que se refere à suspensão ou abstenção de tratamentos desproporcionados. A metodologia estabelecida foi descritiva, reflexiva e crítica, suportada por evidência científica. Estruturalmente encontra-se organizado em três momentos: Contextualização do serviço onde foi realizado a prática clínica; Explanação e reflexão crítica das atividades desenvolvidas para a consecução dos objetivos estabelecidos, estando estas organizadas segundo o perfil de competências comuns e clínicas especializadas do enfermeiro que presta cuidados à pessoa em situação crónica e paliativa e por último o Projeto de intervenção. |
|---|