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REINVENTAR A RÁDIO DE PROXIMIDADE

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Resumo:Como reinventar a rádio de proximidade a partir do caso das duas rádios locais mais antigas de Portugal sem alteração de designação - a Rádio Altitude (Guarda) e a Rádio Clube Asas do Atlântico (Santa Maria, Açores) -, tendo em conta que as rádios locais se defrontam com novos desafios, decorrentes da globalização, assim como da rápida evolução tecnológica, que exige uma constante (re)adaptação ao atual ecossistema da comunicação social, e às múltiplas plataformas que afastam os públicos, em especial os mais jovens, destes meios de comunicação social de proximidade. O presente trabalho procura compreender esta questão principal, pois o atual cenário do setor da radiodifusão em Portugal enfrenta desafios diversos. Assim, procurou analisar-se o percurso e as audiências de ambas as rádios locais para, à luz do presente, ajudar a perspetivar o seu futuro, para que continuem a ser referências nas respetivas regiões; uma localizada no Interior, junto da fronteira com Espanha - a Rádio Altitude -, e a outra em território insular e ultraperiférico - a Rádio Clube Asas do Atlântico. A mutação dos comportamentos dos cidadãos em relação ao acesso aos canais de comunicação e de entretenimento, o aparecimento da Internet, a proliferação e a oferta de canais de televisão em grande escala e a perda do hábito de ouvir rádio em qualquer local, originaram mudanças que estão a colocar em causa a continuidade das rádios locais e a sua subsistência financeira, devido à diminuição das receitas com publicidade, o seu principal suporte. Por outro lado, se a Internet possibilitou que a emissão da mais pequena rádio local possa ser ouvida em qualquer parte do mundo, também levou, por exemplo, ao aparecimento do concorrente podcast (publicação de ficheiros áudio na Internet para ouvir ao vivo ou descarregar automaticamente) que afastou os ouvintes da escuta de rádio pela via tradicional. Neste contexto, importa ajudar as rádios locais a encontrar caminhos de empoderamento que voltem a situar este meio de comunicação social nas atenções dos habitantes das regiões que servem, dada a importância dos media para o garante da democracia e para contrariar a ameaça do denominado “deserto de notícias” que atinge o país, pois a rádio, para além da formação e do entretenimento, também tem a função de informar. Desejamos apenas propor pistas para que o modo de fazer rádio local seja repensado e que a proximidade ao ouvinte, que carateriza estes meios de comunicação social, continue a ser uma mais-valia e um garante da sua continuidade. A metodologia de investigação subdivide-se, primeiramente, numa análise teórica, através da revisão de literatura e da avaliação atual do setor da radiodifusão local em Portugal. Posteriormente, segue-se uma análise empírica dos dados obtidos através do questionário empregue a inquiridos na Guarda e nas ilhas de Santa Maria e de São Miguel e a entrevistas a atuais e a antigos diretores, jornalistas e colaboradores das duas rádios estudadas. Os resultados obtidos permitem concluir que a maioria dos respondentes defendem que a estratégia de reinvenção das rádios locais passa pelo incentivo à participação dos ouvintes na emissão diária, pela realização de programas ao vivo em espaços públicos e pela aposta na rádio digital e na Inteligência Artificial.
Autores principais:Rodrigues, António C Sá
Assunto:Rádios locais Tecnologia Proximidade Reinventar Rádio Clube Asas do Atlântico Rádio Altitude
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico da Guarda
Idioma:português
Origem:Repositório Institucional do Instituto Politécnico da Guarda
Descrição
Resumo:Como reinventar a rádio de proximidade a partir do caso das duas rádios locais mais antigas de Portugal sem alteração de designação - a Rádio Altitude (Guarda) e a Rádio Clube Asas do Atlântico (Santa Maria, Açores) -, tendo em conta que as rádios locais se defrontam com novos desafios, decorrentes da globalização, assim como da rápida evolução tecnológica, que exige uma constante (re)adaptação ao atual ecossistema da comunicação social, e às múltiplas plataformas que afastam os públicos, em especial os mais jovens, destes meios de comunicação social de proximidade. O presente trabalho procura compreender esta questão principal, pois o atual cenário do setor da radiodifusão em Portugal enfrenta desafios diversos. Assim, procurou analisar-se o percurso e as audiências de ambas as rádios locais para, à luz do presente, ajudar a perspetivar o seu futuro, para que continuem a ser referências nas respetivas regiões; uma localizada no Interior, junto da fronteira com Espanha - a Rádio Altitude -, e a outra em território insular e ultraperiférico - a Rádio Clube Asas do Atlântico. A mutação dos comportamentos dos cidadãos em relação ao acesso aos canais de comunicação e de entretenimento, o aparecimento da Internet, a proliferação e a oferta de canais de televisão em grande escala e a perda do hábito de ouvir rádio em qualquer local, originaram mudanças que estão a colocar em causa a continuidade das rádios locais e a sua subsistência financeira, devido à diminuição das receitas com publicidade, o seu principal suporte. Por outro lado, se a Internet possibilitou que a emissão da mais pequena rádio local possa ser ouvida em qualquer parte do mundo, também levou, por exemplo, ao aparecimento do concorrente podcast (publicação de ficheiros áudio na Internet para ouvir ao vivo ou descarregar automaticamente) que afastou os ouvintes da escuta de rádio pela via tradicional. Neste contexto, importa ajudar as rádios locais a encontrar caminhos de empoderamento que voltem a situar este meio de comunicação social nas atenções dos habitantes das regiões que servem, dada a importância dos media para o garante da democracia e para contrariar a ameaça do denominado “deserto de notícias” que atinge o país, pois a rádio, para além da formação e do entretenimento, também tem a função de informar. Desejamos apenas propor pistas para que o modo de fazer rádio local seja repensado e que a proximidade ao ouvinte, que carateriza estes meios de comunicação social, continue a ser uma mais-valia e um garante da sua continuidade. A metodologia de investigação subdivide-se, primeiramente, numa análise teórica, através da revisão de literatura e da avaliação atual do setor da radiodifusão local em Portugal. Posteriormente, segue-se uma análise empírica dos dados obtidos através do questionário empregue a inquiridos na Guarda e nas ilhas de Santa Maria e de São Miguel e a entrevistas a atuais e a antigos diretores, jornalistas e colaboradores das duas rádios estudadas. Os resultados obtidos permitem concluir que a maioria dos respondentes defendem que a estratégia de reinvenção das rádios locais passa pelo incentivo à participação dos ouvintes na emissão diária, pela realização de programas ao vivo em espaços públicos e pela aposta na rádio digital e na Inteligência Artificial.