Publicação
Literacia em Saúde na Pessoa com Diabetes Mellitus Tipo 2
| Resumo: | Enquadramento: A literacia em saúde é essencial para permitir o autocuidado e a tomada de decisão partilhada nas pessoas com diabetes mellitus tipo 2. Uma literacia em saúde limitada, nessas pessoas está associada a piores resultados na gestão da doença, autocuidado e adesão terapêutica. Objetivos: Avaliar o nível de literacia nas pessoas com diabetes tipo 2; Avaliar se as variáveis sociodemográficas e clínicas influenciam o nível de literacia em saúde na pessoa com diabetes tipo 2; Avaliar se as actividades de autocuidado na diabetes influenciam o nivel de literacia em saúde na pessoa com diabetes tipo 2; Avaliar se o conhecimento sobre a diabetes influencia o nível de literacia em saúde na pessoa com diabetes. Métodos: Desenvolveu-se um estudo não experimental, de desenho transversal, descritivo, correlacional e de natureza quantitativa com a participação de 207 pessoas com diabetes mellitus tipo 2 que frequentam a consulta da diabetes de uma Unidade de Saúde Familiar da região Centro do País. Resultados: Predomínio do género feminino (51,2%), com uma média de idade de 62,47 anos. No que se refere à literacia dos participantes no presente estudo, esta é considerada elevada em 44,0% dos casos, moderada em 36,7% dos casos e baixa em 19,3% das pessoas avaliadas. A idade, o género, a zona de residência, a escolaridade e a profissão são variáveis sociodemográficas com relevância estatisticamente significativa na literacia em saúde na pessoa com diabetes tipo 2. Assim, aferiu-se que os inquiridos com menos de 50 anos, as mulheres, os residentes em meio urbano, os que têm mais habilitações literárias (licenciados) e os participantes cuja profissão se enquadra na operação de máquinas revelam uma maior literacia. Quanto à relação entre as variáveis clínicas e a literacia sobre a diabetes, foram os participantes com mais de 15 anos de tempo de diagnóstico da diabetes, com um tempo de consulta da diabetes superior a 15 anos e os insulinotratados os que maior literacia apresentaram sobre a diabetes. Os participantes com moderado nível de literacia revelam mais autocuidado com a alimentação em geral. Em relação aos participantes com elevado nível de literacia, destacam-se os que têm autocuidado com os pés, com diferenças altamente significativas. Conclusão: Os resultados apurados sugerem a necessidade de desenvolvimento e implementação de programas de educação para a saúde. No âmbito da intervenção do Enfermeiro Especialista em Enfermagem Comunitária, esses programas podem ser incluídos nas consultas de forma objetiva e programada, tendo como foco particular os grupos nos quais se verifica uma maior fragilidade a nível de literacia em saúde. |
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| Autores principais: | Coutinho, Sónia A N |
| Assunto: | Literacia em saúde Diabetes mellitus tipo 2 Enfermagem Comunitária e de Saúde Pública |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico da Guarda |
| Idioma: | português português |
| Origem: | Repositório Institucional do Instituto Politécnico da Guarda |
| Resumo: | Enquadramento: A literacia em saúde é essencial para permitir o autocuidado e a tomada de decisão partilhada nas pessoas com diabetes mellitus tipo 2. Uma literacia em saúde limitada, nessas pessoas está associada a piores resultados na gestão da doença, autocuidado e adesão terapêutica. Objetivos: Avaliar o nível de literacia nas pessoas com diabetes tipo 2; Avaliar se as variáveis sociodemográficas e clínicas influenciam o nível de literacia em saúde na pessoa com diabetes tipo 2; Avaliar se as actividades de autocuidado na diabetes influenciam o nivel de literacia em saúde na pessoa com diabetes tipo 2; Avaliar se o conhecimento sobre a diabetes influencia o nível de literacia em saúde na pessoa com diabetes. Métodos: Desenvolveu-se um estudo não experimental, de desenho transversal, descritivo, correlacional e de natureza quantitativa com a participação de 207 pessoas com diabetes mellitus tipo 2 que frequentam a consulta da diabetes de uma Unidade de Saúde Familiar da região Centro do País. Resultados: Predomínio do género feminino (51,2%), com uma média de idade de 62,47 anos. No que se refere à literacia dos participantes no presente estudo, esta é considerada elevada em 44,0% dos casos, moderada em 36,7% dos casos e baixa em 19,3% das pessoas avaliadas. A idade, o género, a zona de residência, a escolaridade e a profissão são variáveis sociodemográficas com relevância estatisticamente significativa na literacia em saúde na pessoa com diabetes tipo 2. Assim, aferiu-se que os inquiridos com menos de 50 anos, as mulheres, os residentes em meio urbano, os que têm mais habilitações literárias (licenciados) e os participantes cuja profissão se enquadra na operação de máquinas revelam uma maior literacia. Quanto à relação entre as variáveis clínicas e a literacia sobre a diabetes, foram os participantes com mais de 15 anos de tempo de diagnóstico da diabetes, com um tempo de consulta da diabetes superior a 15 anos e os insulinotratados os que maior literacia apresentaram sobre a diabetes. Os participantes com moderado nível de literacia revelam mais autocuidado com a alimentação em geral. Em relação aos participantes com elevado nível de literacia, destacam-se os que têm autocuidado com os pés, com diferenças altamente significativas. Conclusão: Os resultados apurados sugerem a necessidade de desenvolvimento e implementação de programas de educação para a saúde. No âmbito da intervenção do Enfermeiro Especialista em Enfermagem Comunitária, esses programas podem ser incluídos nas consultas de forma objetiva e programada, tendo como foco particular os grupos nos quais se verifica uma maior fragilidade a nível de literacia em saúde. |
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