Publicação
Desenvolvimento de um Sistema de Recolja Seletiva, Tratamento e Valorização de bioresíduos na Ilha do Maio
| Resumo: | Nas últimas décadas tem-se assistido a um considerável aumento da produção de Resíduos Urbanos quer em termos globais quer em termos per capita. Este facto tem contribuído para que a Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) represente atualmente um dos maiores temas no debate público. De facto, a quantidade de RSU produzidos aumenta com o crescimento económico e com o estilo de vida das sociedades cada vez mais direcionadas para o consumo, no qual o marketing teve e tem um papel relevante. Conscientes da necessidade de proteger o meio ambiente e o ser humano têm sido tomadas medidas em todo o mundo e o arquipélago de Cabo verde não foge à regra, tanto que o Ministério de Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território e a Agência Nacional de Água e Saneamento (ANAS) elaboraram um Plano Estratégico Nacional de Prevenção e Gestão de Resíduos. Este Plano assume um papel central na temática da gestão dos resíduos, definindo um ponto de partida para uma estratégia para o setor, ajustada à realidade nacional e orientada para as perspetivas de desenvolvimento futuro. O Decreto-Lei nº 56/2015 de Cabo Verde estabelece o regime geral aplicável à prevenção, produção e gestão de resíduos e aprova o regime jurídico do licenciamento e concessão das operações de gestão de resíduos. Contudo, a Câmara Municipal do Maio, na mesma linha de pensamento, também elaborou um plano Operacional para a Gestão de Resíduos na Ilha do Maio. As atividades relacionadas com a gestão de resíduos sólidos no Município da Ilha do Maio são da inteira responsabilidade da Câmara Municipal, e o sistema de recolha dos resíduos existente na Ilha do Maio é efetuado de forma indiferenciada, ou seja, os resíduos são colocados misturados em contentores ou sacos de plástico, sendo recolhidos pelas viaturas de transporte que os transferem para a lixeira municipal, uma vez que não existe aterro sanitário. O presente projeto tem como objetivo desenvolver uma proposta para um sistema de recolha seletiva, tratamento e valorização dos biorresíduos para a Ilha do Maio, analisar as soluções mais adequadas para o sistema de gestão de resíduos, o seu tratamento e valorização. A análise é apoiada pelo Simulador de Sistemas de Recolha de Biorresíduos – Versão 1.3, ferramenta de suporte à elaboração dos Estudos Municipais, disponibilizada pelo Fundo Ambiental (Portugal), permitiu gerar quatro cenários possíveis. Assim, os quatro cenários são: Cenário A – Via Pública, Cenário B – Via Pública/Reciclagem na Origem (Compostagem Comunitária), Cenário C – Via Pública/Reciclagem na Origem (Compostagem Doméstica) e Cenário D – Reciclagem na Origem (Compostagem Comunitária). |
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| Autores principais: | Oliveira, Losiana M P |
| Assunto: | Biorresíduos Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos Compostagem Cabo-Verde |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico da Guarda |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Institucional do Instituto Politécnico da Guarda |
| Resumo: | Nas últimas décadas tem-se assistido a um considerável aumento da produção de Resíduos Urbanos quer em termos globais quer em termos per capita. Este facto tem contribuído para que a Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) represente atualmente um dos maiores temas no debate público. De facto, a quantidade de RSU produzidos aumenta com o crescimento económico e com o estilo de vida das sociedades cada vez mais direcionadas para o consumo, no qual o marketing teve e tem um papel relevante. Conscientes da necessidade de proteger o meio ambiente e o ser humano têm sido tomadas medidas em todo o mundo e o arquipélago de Cabo verde não foge à regra, tanto que o Ministério de Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território e a Agência Nacional de Água e Saneamento (ANAS) elaboraram um Plano Estratégico Nacional de Prevenção e Gestão de Resíduos. Este Plano assume um papel central na temática da gestão dos resíduos, definindo um ponto de partida para uma estratégia para o setor, ajustada à realidade nacional e orientada para as perspetivas de desenvolvimento futuro. O Decreto-Lei nº 56/2015 de Cabo Verde estabelece o regime geral aplicável à prevenção, produção e gestão de resíduos e aprova o regime jurídico do licenciamento e concessão das operações de gestão de resíduos. Contudo, a Câmara Municipal do Maio, na mesma linha de pensamento, também elaborou um plano Operacional para a Gestão de Resíduos na Ilha do Maio. As atividades relacionadas com a gestão de resíduos sólidos no Município da Ilha do Maio são da inteira responsabilidade da Câmara Municipal, e o sistema de recolha dos resíduos existente na Ilha do Maio é efetuado de forma indiferenciada, ou seja, os resíduos são colocados misturados em contentores ou sacos de plástico, sendo recolhidos pelas viaturas de transporte que os transferem para a lixeira municipal, uma vez que não existe aterro sanitário. O presente projeto tem como objetivo desenvolver uma proposta para um sistema de recolha seletiva, tratamento e valorização dos biorresíduos para a Ilha do Maio, analisar as soluções mais adequadas para o sistema de gestão de resíduos, o seu tratamento e valorização. A análise é apoiada pelo Simulador de Sistemas de Recolha de Biorresíduos – Versão 1.3, ferramenta de suporte à elaboração dos Estudos Municipais, disponibilizada pelo Fundo Ambiental (Portugal), permitiu gerar quatro cenários possíveis. Assim, os quatro cenários são: Cenário A – Via Pública, Cenário B – Via Pública/Reciclagem na Origem (Compostagem Comunitária), Cenário C – Via Pública/Reciclagem na Origem (Compostagem Doméstica) e Cenário D – Reciclagem na Origem (Compostagem Comunitária). |
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