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Estratégias promotoras da participação oral de um aluno com perturbação do espetro do autismo em sala de aula

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente relatório foi desenvolvido no âmbito da Unidade Curricular de Prática de Ensino Supervisionada II (PES II), integrada no Mestrado em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico (CEB) e de Matemática e Ciências Naturais do 2.º Ciclo do Ensino Básico, ministrado na Escola Superior de Educação de Lisboa. A primeira parte do relatório destina-se à descrição detalhada dos dois estágios realizados no âmbito da PES II e à sua análise crítica e reflexiva. A segunda parte do relatório centra-se, então, no estudo desenvolvido, com a temática “Estratégias que promovem a participação oral de um aluno com Perturbação do Espetro do Autismo em sala de aula”. O estudo foi realizado no contexto do 1.ºCEB, numa turma de 1.º ano e envolveu a professora cooperante e os alunos da turma, sendo que se focou no aluno com Perturbação do Espetro do Autismo (PEA). Tendo em conta os objetivos definidos, foi utilizada uma abordagem metodológica de natureza qualitativa, na modalidade de estudo de caso. Para recolha de dados foram utilizadas as técnicas de observação direta, entrevista semiestruturada, pesquisa documental e testes sociométricos. Os dados das observações, da entrevista e da pesquisa documental foram analisados com recurso à análise documental, análise de conteúdo e à análise de redes sociais. Após a análise dos dados, conclui-se que o aluno com PEA tem um bom desempenho académico, mas a sua participação oral é afetada pela insegurança e medo de falhar, preferindo trabalhar individualmente. Estratégias como a proximidade do adulto, clareza nas instruções orais, uso de instruções escritas, repetição de instruções e feedback constante, são importantes para facilitar a sua participação oral. A confiança no professor e um ambiente emocionalmente seguro incentivam a sua participação, enquanto o feedback positivo aumenta a autoestima e a motivação. Estas estratégias são eficazes porque aumentam a segurança e a confiança do aluno, promovendo um ambiente inclusivo e encorajador da participação oral.
Autores principais:Falcão, Maria Inês Arnao Metello Perdigão
Assunto:Educação Inclusiva Estratégias Perturbação do Espetro do Autismo Participação 1.º CEB Inclusive education Strategies Autism spectrum disorder Participation 1st CBE
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente relatório foi desenvolvido no âmbito da Unidade Curricular de Prática de Ensino Supervisionada II (PES II), integrada no Mestrado em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico (CEB) e de Matemática e Ciências Naturais do 2.º Ciclo do Ensino Básico, ministrado na Escola Superior de Educação de Lisboa. A primeira parte do relatório destina-se à descrição detalhada dos dois estágios realizados no âmbito da PES II e à sua análise crítica e reflexiva. A segunda parte do relatório centra-se, então, no estudo desenvolvido, com a temática “Estratégias que promovem a participação oral de um aluno com Perturbação do Espetro do Autismo em sala de aula”. O estudo foi realizado no contexto do 1.ºCEB, numa turma de 1.º ano e envolveu a professora cooperante e os alunos da turma, sendo que se focou no aluno com Perturbação do Espetro do Autismo (PEA). Tendo em conta os objetivos definidos, foi utilizada uma abordagem metodológica de natureza qualitativa, na modalidade de estudo de caso. Para recolha de dados foram utilizadas as técnicas de observação direta, entrevista semiestruturada, pesquisa documental e testes sociométricos. Os dados das observações, da entrevista e da pesquisa documental foram analisados com recurso à análise documental, análise de conteúdo e à análise de redes sociais. Após a análise dos dados, conclui-se que o aluno com PEA tem um bom desempenho académico, mas a sua participação oral é afetada pela insegurança e medo de falhar, preferindo trabalhar individualmente. Estratégias como a proximidade do adulto, clareza nas instruções orais, uso de instruções escritas, repetição de instruções e feedback constante, são importantes para facilitar a sua participação oral. A confiança no professor e um ambiente emocionalmente seguro incentivam a sua participação, enquanto o feedback positivo aumenta a autoestima e a motivação. Estas estratégias são eficazes porque aumentam a segurança e a confiança do aluno, promovendo um ambiente inclusivo e encorajador da participação oral.