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Problemas, dilemas e riscos de um estudo sobre “poder”

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente artigo resulta de uma reflexão crítica sobre os procedimentos técnico-metodológicos levados a cabo num estudo empírico sobre as relações de poder na área da comunicação organizacional, realizado no âmbito de uma dissertação de mestrado . Na referida dissertação houve um conjunto de dilemas ético-metodológicos que deixaram espaço para algumas considerações à luz das questões éticas levantadas pela pesquisa em ciências sociais, como o facto de ter optado por omitir informação sobre o objeto de estudo, para que a simples referência ao termo “poder” não enviesasse os resultados. Ao longo dos anos que continuei a desenvolver novos projetos de pesquisa tive sempre presente a experiência e os desafios que foram levantados naquela altura e procurei dar atenção especial às decisões relacionadas com a integridade ética dos trabalhos. Usei também os meus receios e dilemas como uma ferramenta pedagógica para alertar sobre a importância de alcançar elevados padrões éticos na pesquisa, planeando, desenvolvendo e explorando cada realidade de estudo com respeito, honestidade e preocupação com todos quantos colaboram na pesquisa. Esta reflexão também se justifica à luz das atuais discussões que apontam novos caminhos para pensar os problemas éticos colocados em evidência pelo desenvolvimento de pesquisas qualitativas, uma vez que o paradigma dominante que enquadra a maioria dos princípios, regulamentos e práticas utilizados para balizar a atuação dos investigadores segue ainda orientações e discursos que radicam em abordagens quantitativas da investigação. Por isso, este encontro sobre “Os Desafios da Investigação – Experiências de Pesquisa e Reflexividade” apresenta-se como uma oportunidade para recuperar e identificar os problemas enfrenados, mas também para estudar novas formas de pensar sobre as pressões a que o investigador fica exposto ao retratar as relações de poder numa organização moderna.
Autores principais:Pereira, Sandra Cristina Martins
Assunto:Dilemas éticos Investigação qualitativa Poder organizacional
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente artigo resulta de uma reflexão crítica sobre os procedimentos técnico-metodológicos levados a cabo num estudo empírico sobre as relações de poder na área da comunicação organizacional, realizado no âmbito de uma dissertação de mestrado . Na referida dissertação houve um conjunto de dilemas ético-metodológicos que deixaram espaço para algumas considerações à luz das questões éticas levantadas pela pesquisa em ciências sociais, como o facto de ter optado por omitir informação sobre o objeto de estudo, para que a simples referência ao termo “poder” não enviesasse os resultados. Ao longo dos anos que continuei a desenvolver novos projetos de pesquisa tive sempre presente a experiência e os desafios que foram levantados naquela altura e procurei dar atenção especial às decisões relacionadas com a integridade ética dos trabalhos. Usei também os meus receios e dilemas como uma ferramenta pedagógica para alertar sobre a importância de alcançar elevados padrões éticos na pesquisa, planeando, desenvolvendo e explorando cada realidade de estudo com respeito, honestidade e preocupação com todos quantos colaboram na pesquisa. Esta reflexão também se justifica à luz das atuais discussões que apontam novos caminhos para pensar os problemas éticos colocados em evidência pelo desenvolvimento de pesquisas qualitativas, uma vez que o paradigma dominante que enquadra a maioria dos princípios, regulamentos e práticas utilizados para balizar a atuação dos investigadores segue ainda orientações e discursos que radicam em abordagens quantitativas da investigação. Por isso, este encontro sobre “Os Desafios da Investigação – Experiências de Pesquisa e Reflexividade” apresenta-se como uma oportunidade para recuperar e identificar os problemas enfrenados, mas também para estudar novas formas de pensar sobre as pressões a que o investigador fica exposto ao retratar as relações de poder numa organização moderna.