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Como fomentar a autonomia das crianças na resolução de conflitos?

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Resumo:A Educação de Infância é palco de inúmeras interações entre crianças e adultos e entre crianças com os seus pares. Nestas últimas, com frequência, surgem conflitos, que devem ser encarados como oportunidades de aprendizagem, cabendo ao educador um importante papel de mediação. Faz parte da aprendizagem, que as crianças aprendam a resolvê-los autonomamente, num processo mediado e apoiado pelo educador quando necessário. Deste modo, as crianças aprendem a viver junto, a conviver com as diferenças, desenvolvendo-se como sujeitos ativos e autónomos no contexto onde estão inseridas. Tendo em consideração as premissas mencionadas, a investigação apresentada no presente relatório surgiu no decorrer da Prática Profissional Supervisionada II (PPS II), em contexto de pré-escolar, com um grupo de vinte e três crianças, com idades compreendidas entre os 3 e os 4 anos. A caracterização e as intencionalidades descritas apoiam o desenho da Investigação-Ação, de natureza qualitativa e que procura responder à problemática “Como fomentar a autonomia das crianças na resolução de conflitos?”. A investigação teve como estratégias metodológicas a entrevista semi-estruturada realizada à educadora cooperante, as Notas de Campo, bem como as estratégias de ação que nortearam a minha mediação nos momentos de conflito entre pares. Os resultados alcançados nesta investigação permitem compreender que o educador de infância tem um papel crucial nos momentos de resolução de conflito, pois é através deste que as crianças aprenderão estratégias que as ajudem a lidar com essas situações. Ao longo da minha intervenção, durante estes momentos, consegui constatar que as crianças, que inicialmente recorriam ao adulto para que fosse este a resolver os conflitos em que estavam envolvidas, continuaram a recorrer ao adulto, mas passaram a encontrar as suas próprias soluções, tornando-se assim mais autónomas. Enquanto futura educadora de infância, penso ser crucial que as crianças aprendam a resolver os conflitos nos quais se envolvem, acreditando assim que, para que tal aconteça, é necessário que o educador promova sempre um momento de diálogo entre os intervenientes, demonstrando-lhes que através do diálogo, conseguem resolver os seus conflitos.
Autores principais:Rosa, Ana Catarina Monteirinho
Assunto:Resolução de conflitos Autonomia Educação de Infância Crianças Conflict resolution Autonomy Early childhood education Children
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Descrição
Resumo:A Educação de Infância é palco de inúmeras interações entre crianças e adultos e entre crianças com os seus pares. Nestas últimas, com frequência, surgem conflitos, que devem ser encarados como oportunidades de aprendizagem, cabendo ao educador um importante papel de mediação. Faz parte da aprendizagem, que as crianças aprendam a resolvê-los autonomamente, num processo mediado e apoiado pelo educador quando necessário. Deste modo, as crianças aprendem a viver junto, a conviver com as diferenças, desenvolvendo-se como sujeitos ativos e autónomos no contexto onde estão inseridas. Tendo em consideração as premissas mencionadas, a investigação apresentada no presente relatório surgiu no decorrer da Prática Profissional Supervisionada II (PPS II), em contexto de pré-escolar, com um grupo de vinte e três crianças, com idades compreendidas entre os 3 e os 4 anos. A caracterização e as intencionalidades descritas apoiam o desenho da Investigação-Ação, de natureza qualitativa e que procura responder à problemática “Como fomentar a autonomia das crianças na resolução de conflitos?”. A investigação teve como estratégias metodológicas a entrevista semi-estruturada realizada à educadora cooperante, as Notas de Campo, bem como as estratégias de ação que nortearam a minha mediação nos momentos de conflito entre pares. Os resultados alcançados nesta investigação permitem compreender que o educador de infância tem um papel crucial nos momentos de resolução de conflito, pois é através deste que as crianças aprenderão estratégias que as ajudem a lidar com essas situações. Ao longo da minha intervenção, durante estes momentos, consegui constatar que as crianças, que inicialmente recorriam ao adulto para que fosse este a resolver os conflitos em que estavam envolvidas, continuaram a recorrer ao adulto, mas passaram a encontrar as suas próprias soluções, tornando-se assim mais autónomas. Enquanto futura educadora de infância, penso ser crucial que as crianças aprendam a resolver os conflitos nos quais se envolvem, acreditando assim que, para que tal aconteça, é necessário que o educador promova sempre um momento de diálogo entre os intervenientes, demonstrando-lhes que através do diálogo, conseguem resolver os seus conflitos.