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Os estereótipos de género no jardim de infância

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Resumo:No presente relatório descrevo, fundamento e analiso a Prática Profissional Supervisionada no contexto de Creche e Jardim de Infância. A prática educativa ocorreu em instituições privadas, sendo que em creche intervim com um grupo de 8 crianças com idades compreendidas entre os 18 e os 24 meses e na valência de Jardim de Infância com crianças de 3 e 4 anos. No contexto de creche as atividades desenvolvidas com o grupo incidiram, principalmente, na exploração sensorial, englobando quatro domínios do desenvolvimento (cognitivo, linguístico, socio emocional e motor), tendo sido privilegiadas as relações sociais e afetivas. Na valência de Jardim de Infância realizei atividades e projetos englobando todos os domínios do desenvolvimento, partindo dos interesses e das necessidades das crianças. Foi no âmbito desta última valência que surgiu a problemática de pesquisa e intervenção: os estereótipos de género na educação de infância. A metodologia de investigação adotada baseou-se em alguns princípios de investigação-ação e foi de natureza qualitativa. Para a recolha de dados utilizei diversas técnicas, nomeadamente a observação direta, participativa e naturalista; consulta documental; notas de campo; entrevistas semiestruturadas às crianças e, ainda, entrevistas por questionário aos pais. De salientar que a investigação e intervenção foi realizada com um grupo de 23 crianças, sendo que apenas 12 responderam à entrevista. A intervenção educacional permitiu identificar que as crianças evidenciam vários estereótipos de género relativamente às cores, às brincadeiras, às tarefas realizadas pelos homens e pelas mulheres, bem como, aos brinquedos. Importa referir que, apesar do trabalho desenvolvido no sentido de desconstruir estes estereótipos, não foi possível, contudo, ultrapassá-los. Porém, no final da intervenção observou-se que algumas crianças já apresentavam um discurso de inclusão no que diz respeito às brincadeiras e aos brinquedos.
Autores principais:Lopes, Márcia Filipa Álvaro
Assunto:Educação pré-escolar Estereótipos de género Inclusão Cidadania Pre-school education Gender stereotypes Inclusion Citizenship
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Descrição
Resumo:No presente relatório descrevo, fundamento e analiso a Prática Profissional Supervisionada no contexto de Creche e Jardim de Infância. A prática educativa ocorreu em instituições privadas, sendo que em creche intervim com um grupo de 8 crianças com idades compreendidas entre os 18 e os 24 meses e na valência de Jardim de Infância com crianças de 3 e 4 anos. No contexto de creche as atividades desenvolvidas com o grupo incidiram, principalmente, na exploração sensorial, englobando quatro domínios do desenvolvimento (cognitivo, linguístico, socio emocional e motor), tendo sido privilegiadas as relações sociais e afetivas. Na valência de Jardim de Infância realizei atividades e projetos englobando todos os domínios do desenvolvimento, partindo dos interesses e das necessidades das crianças. Foi no âmbito desta última valência que surgiu a problemática de pesquisa e intervenção: os estereótipos de género na educação de infância. A metodologia de investigação adotada baseou-se em alguns princípios de investigação-ação e foi de natureza qualitativa. Para a recolha de dados utilizei diversas técnicas, nomeadamente a observação direta, participativa e naturalista; consulta documental; notas de campo; entrevistas semiestruturadas às crianças e, ainda, entrevistas por questionário aos pais. De salientar que a investigação e intervenção foi realizada com um grupo de 23 crianças, sendo que apenas 12 responderam à entrevista. A intervenção educacional permitiu identificar que as crianças evidenciam vários estereótipos de género relativamente às cores, às brincadeiras, às tarefas realizadas pelos homens e pelas mulheres, bem como, aos brinquedos. Importa referir que, apesar do trabalho desenvolvido no sentido de desconstruir estes estereótipos, não foi possível, contudo, ultrapassá-los. Porém, no final da intervenção observou-se que algumas crianças já apresentavam um discurso de inclusão no que diz respeito às brincadeiras e aos brinquedos.