Publicação
Teor crítico de cloretos para iniciação da corrosão do aço no betão: influência do estado de superfície da armadura
| Resumo: | A corrosão das armaduras no betão é a principal causa de degradação do betão armado em ambiente marítimo. Com o presente trabalho pretende-se contribuir para o conhecimento da influência do estado de superfície do aço das armaduras no teor crítico de cloretos (CCrit). Para tal recorreu-se a estudos eletroquímicos (Polarização Potenciodinâmica e Técnica do Eletrodo Vibrante de Varrimento – SVET) em soluções simulativas do líquido intersticial do betão, com diferentes concentrações de cloretos e por análise da superfície das amostras de aço com vários acabamentos/estados de superfície através da observação em microscopia ótica (MO) e em microscopia eletrónica de varrimento, associada a microanálise por dispersão de raios-X (MEV/EDS). Os ensaios eletroquímicos foram realizados numa solução que simula a solução existente nos poros do betão (SPS), de pH ~ 13.5 e 11.6, com diferentes concentrações de cloretos. Nos estudos de polarização potenciodinâmica utilizou -seum varrimento de potencial entre -0.2 V, em relação ao EOC, e +0.6 V, em relação ao Eref, a uma velocidade de 0.5 mV/s , em amostras de aço montadas em resina epoxídica e com diferentes estados de superfície: “tal e qual” (T), espelhada (D), polida (P500) e pré-oxidada (DH). Verificou-se, da polarização potenciodinâmica, que, a pH ~ 13.5, o estado de superfície do aço influencia a resistência à corrosão por picada, sendo esta sequenciada por > > 500> . Verificou-se também que a resistência do aço à corrosão por picada é inferior quando o pH da SPS diminui de 13.5 para 11.6.Por SVET, verificou-se que a formação de zonas ativas é quase imediata para teores de cloretos elevados (5 e 7%) e a diminuição de correntes anódicas com o tempo para teores inferiores pode ser explicada com a repassivação do aço, enquanto que nas zonas catódicas a diminuição da corrente pode ser atribuída à precipitação de produtos de corrosão. Por MEV/EDS e MO verificou-se que a corrosão se inicia, frequentemente, na zona de interface aço-resina, visto que nessa zona existem fendas e vazios, condições favoráveis à ocorrência de corrosão intersticial. |
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| Autores principais: | Sadovski, Andrei |
| Assunto: | Corrosão no betão armado Polarização potenciodinâmica Solução simulativa dos poros do betão Teor crítico de cloretos MEV SVET Corrosion in reinforced concrete Potentiodynamic polarization Simulative concrete pore solution (SPS) Threshold chloride level SEM |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa |
| Resumo: | A corrosão das armaduras no betão é a principal causa de degradação do betão armado em ambiente marítimo. Com o presente trabalho pretende-se contribuir para o conhecimento da influência do estado de superfície do aço das armaduras no teor crítico de cloretos (CCrit). Para tal recorreu-se a estudos eletroquímicos (Polarização Potenciodinâmica e Técnica do Eletrodo Vibrante de Varrimento – SVET) em soluções simulativas do líquido intersticial do betão, com diferentes concentrações de cloretos e por análise da superfície das amostras de aço com vários acabamentos/estados de superfície através da observação em microscopia ótica (MO) e em microscopia eletrónica de varrimento, associada a microanálise por dispersão de raios-X (MEV/EDS). Os ensaios eletroquímicos foram realizados numa solução que simula a solução existente nos poros do betão (SPS), de pH ~ 13.5 e 11.6, com diferentes concentrações de cloretos. Nos estudos de polarização potenciodinâmica utilizou -seum varrimento de potencial entre -0.2 V, em relação ao EOC, e +0.6 V, em relação ao Eref, a uma velocidade de 0.5 mV/s , em amostras de aço montadas em resina epoxídica e com diferentes estados de superfície: “tal e qual” (T), espelhada (D), polida (P500) e pré-oxidada (DH). Verificou-se, da polarização potenciodinâmica, que, a pH ~ 13.5, o estado de superfície do aço influencia a resistência à corrosão por picada, sendo esta sequenciada por > > 500> . Verificou-se também que a resistência do aço à corrosão por picada é inferior quando o pH da SPS diminui de 13.5 para 11.6.Por SVET, verificou-se que a formação de zonas ativas é quase imediata para teores de cloretos elevados (5 e 7%) e a diminuição de correntes anódicas com o tempo para teores inferiores pode ser explicada com a repassivação do aço, enquanto que nas zonas catódicas a diminuição da corrente pode ser atribuída à precipitação de produtos de corrosão. Por MEV/EDS e MO verificou-se que a corrosão se inicia, frequentemente, na zona de interface aço-resina, visto que nessa zona existem fendas e vazios, condições favoráveis à ocorrência de corrosão intersticial. |
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