Publicação
O olhar tem vertigens: a mediação artística e cultural na construção de conhecimento
| Resumo: | A mediação artística e cultural constitui-se como uma prática que tem em vista ocasionar momentos libertadores da mente e do corpo, para experimentar e conceber obras de arte enquanto inícios de explicitação de qualquer coisa de singular e coletiva; almejando, nesse incitamento, um movimento para se aprender a ver mais, a interrogar mais, a sentir mais; e, nessa possibilidade de ressonância orgânica dos sentidos, a ter prazer. Trata-se, pois, de uma operação instigante, que orienta a dinâmica do/a mediador/a - intérprete face à força e fluxos próprios das coisas e dos participantes na ação, a conduzir e a produzir uma relação viva e harmónica, de correspondências entre estes. Ora, tal implica que o/a mediador/a conceba um desenho (ainda que provisional) de um sistema de situações específicas que convide o/a participante a se envolver e a desvelar qualquer coisa num lugar de reunião, formado por um conjunto de movimentos particulares. A compreensão surge, desta maneira, através das interconexões estabelecidas entre aqueles/as que se implicam no movimento de decifração das relações estéticas e sociais geradas a partir das condições existentes. |
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| Autores principais: | Pardal, Adriana |
| Assunto: | Mediação artística e cultural Museus de arte Singularidade Diversidade humana |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa |
| Resumo: | A mediação artística e cultural constitui-se como uma prática que tem em vista ocasionar momentos libertadores da mente e do corpo, para experimentar e conceber obras de arte enquanto inícios de explicitação de qualquer coisa de singular e coletiva; almejando, nesse incitamento, um movimento para se aprender a ver mais, a interrogar mais, a sentir mais; e, nessa possibilidade de ressonância orgânica dos sentidos, a ter prazer. Trata-se, pois, de uma operação instigante, que orienta a dinâmica do/a mediador/a - intérprete face à força e fluxos próprios das coisas e dos participantes na ação, a conduzir e a produzir uma relação viva e harmónica, de correspondências entre estes. Ora, tal implica que o/a mediador/a conceba um desenho (ainda que provisional) de um sistema de situações específicas que convide o/a participante a se envolver e a desvelar qualquer coisa num lugar de reunião, formado por um conjunto de movimentos particulares. A compreensão surge, desta maneira, através das interconexões estabelecidas entre aqueles/as que se implicam no movimento de decifração das relações estéticas e sociais geradas a partir das condições existentes. |
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