Publicação
N’A Barraca com Maria do Céu Guerra em Dona Maria, A louca, de António Cunha
| Resumo: | A loucura é desde sempre motivo de inspiração literária. Ordenamos o caos que somos, segundo o modelo da cultura que nos acolhe. Mas é tão frágil e ainda inexplicável essa estrutura que nos sustenta, que na quebra de um dos nossos pilares toda essa estrutura desaba, para o que conhecemos como a loucura. D. Maria, a Louca conta-nos a história de uma rainha de dois países e dois cognomes. Em Portugal onde reinou, D. Maria, a Piedosa, no Brasil onde morreu, D. Maria, a Louca, talvez porque também ela teve duas vidas. O espetáculo mostra-nos as duas mulheres, a lúcida e a louca, a que é menina do seu pai e a que se torna mulher ao abdicar do seu amor, a que é esposa e a que é viúva, a que é mãe e a que vê um filho morto, a que constrói igrejas e a que assina mortes: a ingratidão de uma sociedade que exige que nos desumanizemos em prol de um trono, e a solidão dessa cadeira. |
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| Autores principais: | Lopes, Adérito |
| Assunto: | D. Maria I Maria do Céu Guerra Antônio Cunha Teatro lusófono A Barraca Drama histórico Portugal Brasil Loucura Ano 1808 Queen Maria I Lusophone theatre Historical drama Madness |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa |
| Resumo: | A loucura é desde sempre motivo de inspiração literária. Ordenamos o caos que somos, segundo o modelo da cultura que nos acolhe. Mas é tão frágil e ainda inexplicável essa estrutura que nos sustenta, que na quebra de um dos nossos pilares toda essa estrutura desaba, para o que conhecemos como a loucura. D. Maria, a Louca conta-nos a história de uma rainha de dois países e dois cognomes. Em Portugal onde reinou, D. Maria, a Piedosa, no Brasil onde morreu, D. Maria, a Louca, talvez porque também ela teve duas vidas. O espetáculo mostra-nos as duas mulheres, a lúcida e a louca, a que é menina do seu pai e a que se torna mulher ao abdicar do seu amor, a que é esposa e a que é viúva, a que é mãe e a que vê um filho morto, a que constrói igrejas e a que assina mortes: a ingratidão de uma sociedade que exige que nos desumanizemos em prol de um trono, e a solidão dessa cadeira. |
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