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Cres(ser) no espaço exterior: brincar, explorar e aprender fora da sala de atividades

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Summary:O presente relatório, elaborado no âmbito da Prática Profissional Supervisionada II (PPSII), tem por base o desenvolvimento de toda a minha intervenção educativa, numa instituição privada, em contexto de Jardim de Infância (JI). O documento tem como principal propósito expressar, documentar, apresentar e refletir sobre toda uma experiência educativa, que motivou e fortaleceu uma investigação no decorrer dos meses de intervenção. Neste documento, é exposta uma caracterização do meio e do contexto socioeducativo envolvente, assim como uma breve apresentação da equipa educativa, das crianças e suas famílias. É também apresentada uma análise reflexiva da minha intervenção, em que exponho as intenções delineadas para a ação junto de todos os intervenientes. Vivemos tempos difíceis que implicam grandes mudanças, nomeadamente na educação de infância. Observa-se uma infância cada vez mais sobrecarregada e limitada a uma sala de atividades, com tempo reduzido para brincar, livre e espontaneamente, fora dela. Este estudo, baseado numa investigação de natureza qualitativa, através do método de “estudo de caso” tem como principal objetivo compreender e afirmar o espaço exterior enquanto potenciador de brincadeiras, explorações e aprendizagens. Tornou-se, por isso, relevante, analisar as conceções das famílias, assim como as perspetivas da coordenadora pedagógica e da equipa educativa da sala em relação ao espaço exterior, com o intuito de compreender o papel que o adulto assume naquele espaço. A observação direta, participante e não-participante, o inquérito por questionário, as entrevistas e as conversas informais com os intervenientes foram as técnicas privilegiadas para a recolha de dados. A análise e discussão dos dados recolhidos articulada com a revisão de literatura realizada permitiu chegar a algumas conclusões: apesar da valorização do espaço exterior por parte dos participantes do estudo, parece subsistir ainda algum receio e alguns preconceitos em relação à sua utilização mais livre e espontânea, em detrimento dos benefícios na infância do contacto com a natureza.
Main Authors:Barbosa, Rute Alexandra Duarte
Subject:Infância Espaço exterior Natureza Brincar Aprendizagens Outdoor Nature Play Learnings Childhood
Year:2021
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Instituto Politécnico de Lisboa
Language:Portuguese
Origin:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Description
Summary:O presente relatório, elaborado no âmbito da Prática Profissional Supervisionada II (PPSII), tem por base o desenvolvimento de toda a minha intervenção educativa, numa instituição privada, em contexto de Jardim de Infância (JI). O documento tem como principal propósito expressar, documentar, apresentar e refletir sobre toda uma experiência educativa, que motivou e fortaleceu uma investigação no decorrer dos meses de intervenção. Neste documento, é exposta uma caracterização do meio e do contexto socioeducativo envolvente, assim como uma breve apresentação da equipa educativa, das crianças e suas famílias. É também apresentada uma análise reflexiva da minha intervenção, em que exponho as intenções delineadas para a ação junto de todos os intervenientes. Vivemos tempos difíceis que implicam grandes mudanças, nomeadamente na educação de infância. Observa-se uma infância cada vez mais sobrecarregada e limitada a uma sala de atividades, com tempo reduzido para brincar, livre e espontaneamente, fora dela. Este estudo, baseado numa investigação de natureza qualitativa, através do método de “estudo de caso” tem como principal objetivo compreender e afirmar o espaço exterior enquanto potenciador de brincadeiras, explorações e aprendizagens. Tornou-se, por isso, relevante, analisar as conceções das famílias, assim como as perspetivas da coordenadora pedagógica e da equipa educativa da sala em relação ao espaço exterior, com o intuito de compreender o papel que o adulto assume naquele espaço. A observação direta, participante e não-participante, o inquérito por questionário, as entrevistas e as conversas informais com os intervenientes foram as técnicas privilegiadas para a recolha de dados. A análise e discussão dos dados recolhidos articulada com a revisão de literatura realizada permitiu chegar a algumas conclusões: apesar da valorização do espaço exterior por parte dos participantes do estudo, parece subsistir ainda algum receio e alguns preconceitos em relação à sua utilização mais livre e espontânea, em detrimento dos benefícios na infância do contacto com a natureza.