Publicação
Impacto da crise financeira na estrutura de capitais das empresas portuguesas
| Resumo: | Ao longo dos últimos anos o número de estudos que têm por base a relação entre a crise financeira e a estrutura de capital das empresas tem vindo a crescer. Esses estudos deram origem a esta dissertação, que tem como objetivo verificar se a crise teve efetivamente influência nas decisões das empresas relativamente à determinação da forma de financiamento através de capitais alheios ou capitais próprios. Apesar da crise financeira dos últimos anos ter atravessado várias fases, desde a crise do subprime, passando pela crise da dívida soberana, até à fase do pedido de assistência financeira por Portugal em 2011, o especial foco deste trabalho concentra-se no intervalo entre os anos de 2010 e 2014, uma vez que foi um período de grandes alterações ao nível das condições macroeconómicas e das medidas a elas associadas. As principais variáveis macroeconómicas abordadas pelos especialistas e que levaram a que fossem testadas nesta dissertação, são a rendibilidade, a tangibilidade e a dimensão. O painel de empresas da amostra é constituído por 29120 entidades portuguesas e os resultados a ele associados revelam que a variável rendibilidade tem uma tendência sempre negativa, enquanto a tangibilidade e a dimensão apresentam coeficientes positivos. Estas conclusões corroboram com as previsões da teoria da Pecking Order. Simultaneamente, chegou-se à conclusão que as empresas menos endividadas não sofreram alterações de relevo relativamente ao objeto de estudo mas as empresas que tendem a usar mais o passivo registaram uma diminuição do endividamento entre 2010 e 2013 e um aumento em 2014. O nível de endividamento médio de toda a amostra demonstrou um comportamento semelhante ao verificado nas empresas mais endividadas. |
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| Autores principais: | Rebelo, Ana Filipa Carvalho |
| Assunto: | Crise financeira Políticas de financiamento Estrutura de capital Endividamento Financial crisis Financial crisis Financial crisis Debt |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa |
| Resumo: | Ao longo dos últimos anos o número de estudos que têm por base a relação entre a crise financeira e a estrutura de capital das empresas tem vindo a crescer. Esses estudos deram origem a esta dissertação, que tem como objetivo verificar se a crise teve efetivamente influência nas decisões das empresas relativamente à determinação da forma de financiamento através de capitais alheios ou capitais próprios. Apesar da crise financeira dos últimos anos ter atravessado várias fases, desde a crise do subprime, passando pela crise da dívida soberana, até à fase do pedido de assistência financeira por Portugal em 2011, o especial foco deste trabalho concentra-se no intervalo entre os anos de 2010 e 2014, uma vez que foi um período de grandes alterações ao nível das condições macroeconómicas e das medidas a elas associadas. As principais variáveis macroeconómicas abordadas pelos especialistas e que levaram a que fossem testadas nesta dissertação, são a rendibilidade, a tangibilidade e a dimensão. O painel de empresas da amostra é constituído por 29120 entidades portuguesas e os resultados a ele associados revelam que a variável rendibilidade tem uma tendência sempre negativa, enquanto a tangibilidade e a dimensão apresentam coeficientes positivos. Estas conclusões corroboram com as previsões da teoria da Pecking Order. Simultaneamente, chegou-se à conclusão que as empresas menos endividadas não sofreram alterações de relevo relativamente ao objeto de estudo mas as empresas que tendem a usar mais o passivo registaram uma diminuição do endividamento entre 2010 e 2013 e um aumento em 2014. O nível de endividamento médio de toda a amostra demonstrou um comportamento semelhante ao verificado nas empresas mais endividadas. |
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