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Caracterização das reações adversas à transfusão em Portugal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A transfusão de componentes sanguíneos é uma terapêutica por norma segura, muito usada na prática clínica hospitalar, mas não totalmente isenta à ocorrência de Reações Adversas à Transfusão. Com o objetivo de identificar e caracterizar as reações adversas à transfusão mais frequentes em Portugal, entre os anos 2017 e 2021, foi realizado um estudo observacional descritivo das reações adversas à transfusão ocorridas em Portugal nesse período, através da análise dos Relatórios Anuais de Atividade Transfusional do Sistema Português de Hemovigilância. A população deste estudo correspondeu ao universo dos Serviços de Sangue e Serviço de Medicina Transfusional, Serviços de Sangue, Serviços de Medicina Transfusional e Pontos Transfusionais registados na base de dados do Sistema Português de Hemovigilância, que notificaram Reações Adversas à Transfusão. No período em estudo foram notificadas 1695 Reações Adversas à Transfusão, sendo que a maioria das notificações ocorreram na Região de Lisboa e Vale do Tejo. Dos resultados obtidos verificou-se que a reação febril não hemolítica foi a reação mais notificada, sendo os concentrados eritrocitários o componente sanguíneo responsável pelo maior número de reações. Relativamente à gravidade constatou-se que 1490 das reações notificadas foram consideradas não graves e que a faixa etária em que ocorreram maior número de reações é nos doentes com idades superiores a 50 anos. Os resultados obtidos permitiram concluir que a consciencialização dos profissionais envolvidos na cadeia transfusional, para a importância do correto cumprimento das normas e procedimentos para a melhoria continua é fundamental para diminuir a ocorrência de reações adversas à transfusão.
Autores principais:Gonçalves, Carolina del Carmen Fernandes
Assunto:Transfusão Reação adversa Componentes sanguíneos Notificação Transfusion Adverse reaction Blood components Notification Portugal
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Descrição
Resumo:A transfusão de componentes sanguíneos é uma terapêutica por norma segura, muito usada na prática clínica hospitalar, mas não totalmente isenta à ocorrência de Reações Adversas à Transfusão. Com o objetivo de identificar e caracterizar as reações adversas à transfusão mais frequentes em Portugal, entre os anos 2017 e 2021, foi realizado um estudo observacional descritivo das reações adversas à transfusão ocorridas em Portugal nesse período, através da análise dos Relatórios Anuais de Atividade Transfusional do Sistema Português de Hemovigilância. A população deste estudo correspondeu ao universo dos Serviços de Sangue e Serviço de Medicina Transfusional, Serviços de Sangue, Serviços de Medicina Transfusional e Pontos Transfusionais registados na base de dados do Sistema Português de Hemovigilância, que notificaram Reações Adversas à Transfusão. No período em estudo foram notificadas 1695 Reações Adversas à Transfusão, sendo que a maioria das notificações ocorreram na Região de Lisboa e Vale do Tejo. Dos resultados obtidos verificou-se que a reação febril não hemolítica foi a reação mais notificada, sendo os concentrados eritrocitários o componente sanguíneo responsável pelo maior número de reações. Relativamente à gravidade constatou-se que 1490 das reações notificadas foram consideradas não graves e que a faixa etária em que ocorreram maior número de reações é nos doentes com idades superiores a 50 anos. Os resultados obtidos permitiram concluir que a consciencialização dos profissionais envolvidos na cadeia transfusional, para a importância do correto cumprimento das normas e procedimentos para a melhoria continua é fundamental para diminuir a ocorrência de reações adversas à transfusão.