Publicação
A correção da língua portuguesa na imprensa
| Resumo: | Há muito que, oriundos de vários quadrantes, se erguem protestos contra os erros linguísticos encontrados na imprensa em Portugal. Tendo como ponto de partida a análise do Público, do Correio da Manhã e do Expresso, esta dissertação propõe-se averiguar se os jornais portugueses respeitam as normas da língua, apurar qual a frequência com que ocorrem erros, quais as áreas gramaticais mais problemáticas e que condições facilitam o surgimento de desvios à norma. Considerou-se, para isso, o tipo de jornal, a periodicidade, a secção, a autoria dos artigos, o género jornalístico, o dia da semana e a zona do texto. Foram também realizadas entrevistas, com a finalidade de conhecer o processo de revisão em cada um dos jornais que constituem o corpus de análise deste trabalho, e assim interpretar os resultados de forma mais sustentada. Verificou-se que determinadas dinâmicas laborais (como a flutuação do número de profissionais na redação) e alguns aspetos técnicos inerentes à escrita jornalística se relacionam estreitamente com o nível de correção linguística da imprensa. Constatouse ainda que as edições online apresentam um número de erros substancialmente mais elevado do que as impressas, o que demonstra a importância da função dos copydesks e o impacto da ditadura do imediatismo na correção da escrita. |
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| Autores principais: | Carmo, Inês Filipa Rebelo do |
| Assunto: | Jornalismo Imprensa escrita Jornais Língua portuguesa Copydesks Desvios à norma Journalism Written press Newspapers Portuguese language Linguistic deviations |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa |
| Resumo: | Há muito que, oriundos de vários quadrantes, se erguem protestos contra os erros linguísticos encontrados na imprensa em Portugal. Tendo como ponto de partida a análise do Público, do Correio da Manhã e do Expresso, esta dissertação propõe-se averiguar se os jornais portugueses respeitam as normas da língua, apurar qual a frequência com que ocorrem erros, quais as áreas gramaticais mais problemáticas e que condições facilitam o surgimento de desvios à norma. Considerou-se, para isso, o tipo de jornal, a periodicidade, a secção, a autoria dos artigos, o género jornalístico, o dia da semana e a zona do texto. Foram também realizadas entrevistas, com a finalidade de conhecer o processo de revisão em cada um dos jornais que constituem o corpus de análise deste trabalho, e assim interpretar os resultados de forma mais sustentada. Verificou-se que determinadas dinâmicas laborais (como a flutuação do número de profissionais na redação) e alguns aspetos técnicos inerentes à escrita jornalística se relacionam estreitamente com o nível de correção linguística da imprensa. Constatouse ainda que as edições online apresentam um número de erros substancialmente mais elevado do que as impressas, o que demonstra a importância da função dos copydesks e o impacto da ditadura do imediatismo na correção da escrita. |
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