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A capacidade de subitizing em crianças de 4 anos

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Summary:A presente investigação enquadra-se na educação pré-escolar, no domínio da matemática e tem como objetivo compreender como se processa a capacidade de subitizing em crianças de 4 anos. Para tal, procura-se responder às seguintes questões: (1) Até que numerosidade conseguem as crianças fazer subitizing?; (2) Que tipos de subitizing fazem as crianças?; (3) Como se relaciona (ou não) o subitizing com a contagem?; (4) De que modo o subitizing contribui para a estruturação numérica?; e (5) De que forma é que o padrão figurativo influencia a capacidade de subitizing? O estudo seguiu uma metodologia de investigação de natureza qualitativa, de caráter descritivo e interpretativo, adotando a modalidade de estudo de caso. Foram aplicadas três atividades a seis crianças com 4 anos e desenvolvidas na sala do grupo, de forma individual, onde a investigadora teve o duplo papel de educadora e investigadora. A recolha de dados foi realizada a partir de gravações de vídeo e áudio, feitas durante a aplicação das atividades e foram ainda utilizadas notas de campo sobre o desempenho das crianças. Os dados recolhidos permitiram perceber que as crianças participantes fazem subitizing para a numerosidade 4, começando a fazer subitizing para o 5 e 6 em diferentes disposições. Nesta faixa etária, as crianças fazem subitizing percetivo, sendo ainda poucas as crianças que começam a dar evidências de fazer subitizing conceptual, contribuindo este para a estruturação numérica. Ao longo do estudo, observou-se apenas numa criança a relação entre a contagem e o subitizing. As crianças, ao serem capazes de identificar o número de pontos nos padrões, acabam por se familiarizar com os mesmos, começando assim a fazer relações mentais entre os números, compondo-os e decompondo-os, e desenvolvendo assim o seu sentido do número. As disposições habituais, para as crianças, são as mais fáceis de identificar, seguindo-se as disposições retangulares, e depois as lineares e as circulares.
Main Authors:Cordeiro, Maria João Ramalho
Subject:Sentido do número Subitizing percetivo Subitizing conceptual Number sense Perceptive subitizing Conceptual subitizing
Year:2014
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Instituto Politécnico de Lisboa
Language:Portuguese
Origin:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Description
Summary:A presente investigação enquadra-se na educação pré-escolar, no domínio da matemática e tem como objetivo compreender como se processa a capacidade de subitizing em crianças de 4 anos. Para tal, procura-se responder às seguintes questões: (1) Até que numerosidade conseguem as crianças fazer subitizing?; (2) Que tipos de subitizing fazem as crianças?; (3) Como se relaciona (ou não) o subitizing com a contagem?; (4) De que modo o subitizing contribui para a estruturação numérica?; e (5) De que forma é que o padrão figurativo influencia a capacidade de subitizing? O estudo seguiu uma metodologia de investigação de natureza qualitativa, de caráter descritivo e interpretativo, adotando a modalidade de estudo de caso. Foram aplicadas três atividades a seis crianças com 4 anos e desenvolvidas na sala do grupo, de forma individual, onde a investigadora teve o duplo papel de educadora e investigadora. A recolha de dados foi realizada a partir de gravações de vídeo e áudio, feitas durante a aplicação das atividades e foram ainda utilizadas notas de campo sobre o desempenho das crianças. Os dados recolhidos permitiram perceber que as crianças participantes fazem subitizing para a numerosidade 4, começando a fazer subitizing para o 5 e 6 em diferentes disposições. Nesta faixa etária, as crianças fazem subitizing percetivo, sendo ainda poucas as crianças que começam a dar evidências de fazer subitizing conceptual, contribuindo este para a estruturação numérica. Ao longo do estudo, observou-se apenas numa criança a relação entre a contagem e o subitizing. As crianças, ao serem capazes de identificar o número de pontos nos padrões, acabam por se familiarizar com os mesmos, começando assim a fazer relações mentais entre os números, compondo-os e decompondo-os, e desenvolvendo assim o seu sentido do número. As disposições habituais, para as crianças, são as mais fáceis de identificar, seguindo-se as disposições retangulares, e depois as lineares e as circulares.