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“Para que são as caixas”: a introdução de materiais semiestruturadas no recreio exterior da valência de educação pré-escolar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente relatório decorre da Prática Profissional Supervisionada (Módulo II) realizada em Jardim de Infância. Visa apresentar de forma reflexiva e fundamentada, as ideias, motivações, intenções e os processos vividos durante a intervenção educativa. Este relatório aborda ainda uma problemática emergente no contexto submetida a um processo de investigação. A problemática surgiu após alguns momentos de análise relativamente ao recreio exterior das crianças. Apercebi-me que era um espaço que provocava inúmeros conflitos entre as crianças, pois apresentava uma pobreza de equipamentos e materiais. Em conversa com a educadora cooperante e com as crianças, compreendi que o espaço exterior necessitava da introdução de objetos, tendo sido selecionados materiais semiestruturados e soltos, para que as crianças pudessem brincar como entendessem. A investigação assumiu como pergunta de partida: Como é que a introdução de materiais semiestruturados influencia as ações das crianças no recreio exterior? Do ponto de vista metodológico, optou-se por uma investigação-ação de abordagem qualitativa com o principal objetivo de analisar e compreender as ações e reações das crianças aquando a introdução de materiais semiestruturados. Para a interpretação e análise dos dados foi feita uma árvore categorial com os registos do antes e depois da introdução dos novos materiais. Com esta investigação depreendeu-se que a introdução de materiais semiestruturados no recreio exterior influencia positivamente as ações das crianças. Com as observações realizadas compreende-se que os conflitos diminuíram ligeiramente, interligando-se esta situação ao facto de existirem mais objetos no espaço e não ser necessário lutar pela sua posse. Para além disto, o grupo de crianças também demonstrou resolver os conflitos de forma mais autónoma após a introdução destes materiais. Os comportamentos de brincadeira de faz-de-conta foram desenvolvidos, tendo-se intensificado as interações de cooperação nas brincadeiras funcionais e de faz-de-conta. O grupo de crianças aumentou o seu reportório de movimentos, tendo percecionado inúmeras affordances.
Autores principais:Coelho, Patrícia Alexandra Wenceslau Rodrigues Cardoso
Assunto:Materiais semiestruturados Recreio exterior Comportamentos Conflitos Pré-Escolar Semi-structed materials Outdoor playground Behaviors Conflicts Preschool
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente relatório decorre da Prática Profissional Supervisionada (Módulo II) realizada em Jardim de Infância. Visa apresentar de forma reflexiva e fundamentada, as ideias, motivações, intenções e os processos vividos durante a intervenção educativa. Este relatório aborda ainda uma problemática emergente no contexto submetida a um processo de investigação. A problemática surgiu após alguns momentos de análise relativamente ao recreio exterior das crianças. Apercebi-me que era um espaço que provocava inúmeros conflitos entre as crianças, pois apresentava uma pobreza de equipamentos e materiais. Em conversa com a educadora cooperante e com as crianças, compreendi que o espaço exterior necessitava da introdução de objetos, tendo sido selecionados materiais semiestruturados e soltos, para que as crianças pudessem brincar como entendessem. A investigação assumiu como pergunta de partida: Como é que a introdução de materiais semiestruturados influencia as ações das crianças no recreio exterior? Do ponto de vista metodológico, optou-se por uma investigação-ação de abordagem qualitativa com o principal objetivo de analisar e compreender as ações e reações das crianças aquando a introdução de materiais semiestruturados. Para a interpretação e análise dos dados foi feita uma árvore categorial com os registos do antes e depois da introdução dos novos materiais. Com esta investigação depreendeu-se que a introdução de materiais semiestruturados no recreio exterior influencia positivamente as ações das crianças. Com as observações realizadas compreende-se que os conflitos diminuíram ligeiramente, interligando-se esta situação ao facto de existirem mais objetos no espaço e não ser necessário lutar pela sua posse. Para além disto, o grupo de crianças também demonstrou resolver os conflitos de forma mais autónoma após a introdução destes materiais. Os comportamentos de brincadeira de faz-de-conta foram desenvolvidos, tendo-se intensificado as interações de cooperação nas brincadeiras funcionais e de faz-de-conta. O grupo de crianças aumentou o seu reportório de movimentos, tendo percecionado inúmeras affordances.