Publicação
O Mundo da Canção: percursos da primeira publicação portuguesa sobre música popular entre o Estado Novo e a Revolução: (1969-1976)
| Resumo: | Esta dissertação debruça-se sobre o Mundo da Canção (MC), a primeira revista portuguesa de música popular, no período entre o fim do Estado Novo e a transição para a democracia (1969-1976). Editado mensalmente, o MC teve um papel importante na divulgação da "música de protesto", personificada por José Afonso, José Mário Branco ou Sérgio Godinho. Ao mesmo tempo, foi uma voz crítica do fado e do nacional-cançonetismo, dois estilos que conotava com o regime. Orientado para os jovens e fustigado pela Censura, o MC aliou a oposição à ditadura com uma opção estética versátil, que abarcava as sonoridades pop anglo-saxónicas (do folk de Bob Dylan ao heavy sound dos Led Zeppelin, passando pelo prog rock dos Pink Floyd e pela divulgação do jazz) e a promoção de músicos francófonos e de língua castelhana. A revista publicava também letras de canções e fazia críticas a discos, tendo ainda dado destaque aos festivais de Woodstock, Vilar de Mouros e Cascais. Através da análise cuidada de 45 números do MC, e recorrendo a uma abordagem que combina estudos históricos, culturais e dos media, a principal conclusão que se retira é que a revista constituiu, em plena ditadura, um palco de resistência cultural e de luta pela liberdade, contribuindo para dinamizar a esfera pública e abrir caminho ao jornalismo musical português. A partir de 1974, com a queda do regime e a súbita politização da sociedade, o MC aproximou-se da vertente maoísta da luta política. |
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| Autores principais: | Sousa, João Francisco Vasconcelos e |
| Assunto: | Jornalismo Música popular Estado Novo Censura Transição política Resistência cultural Festivais de música Festival da canção Revista "Mundo da Canção (MC)" Movimento dos baladeiros Nacional cançonetismo Journalism Popular music Dictatorship Censorship Political transition Cultural resistance Music festivals Song Festival Magazine "Mundo da Canção(MC)" Ballad movement National-crooning |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa |
| Resumo: | Esta dissertação debruça-se sobre o Mundo da Canção (MC), a primeira revista portuguesa de música popular, no período entre o fim do Estado Novo e a transição para a democracia (1969-1976). Editado mensalmente, o MC teve um papel importante na divulgação da "música de protesto", personificada por José Afonso, José Mário Branco ou Sérgio Godinho. Ao mesmo tempo, foi uma voz crítica do fado e do nacional-cançonetismo, dois estilos que conotava com o regime. Orientado para os jovens e fustigado pela Censura, o MC aliou a oposição à ditadura com uma opção estética versátil, que abarcava as sonoridades pop anglo-saxónicas (do folk de Bob Dylan ao heavy sound dos Led Zeppelin, passando pelo prog rock dos Pink Floyd e pela divulgação do jazz) e a promoção de músicos francófonos e de língua castelhana. A revista publicava também letras de canções e fazia críticas a discos, tendo ainda dado destaque aos festivais de Woodstock, Vilar de Mouros e Cascais. Através da análise cuidada de 45 números do MC, e recorrendo a uma abordagem que combina estudos históricos, culturais e dos media, a principal conclusão que se retira é que a revista constituiu, em plena ditadura, um palco de resistência cultural e de luta pela liberdade, contribuindo para dinamizar a esfera pública e abrir caminho ao jornalismo musical português. A partir de 1974, com a queda do regime e a súbita politização da sociedade, o MC aproximou-se da vertente maoísta da luta política. |
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