Publicação
Os peritos externos no programa TEIP3: a intervenção de quatro peritos
| Resumo: | O programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP) surge em Portugal a partir de 1996, inspirado em outros programas similares implementados a nível internacional. Esta medida política educativa foi criada pelo Despacho n.º 147-B/ME/96, de 1 de agosto, com o objetivo de promover a igualdade do acesso e do sucesso educativo da população escolar, no ensino básico. Este programa, desenvolvido inicialmente nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, foi alargado a todo o território nacional na segunda geração do programa (a partir de 2008). É nesta geração que surge um novo ator – o perito externo – que passa a integrar a equipa multidisciplinar dos Agrupamentos de Escolas (AE) TEIP com o objetivo de apoiar a implementação do projeto educativo e de acompanhar a avaliação. A convocação deste ator mantém-se na terceira geração do programa. A realização desta dissertação tem como objeto de estudo a ação dos peritos externos no programa TEIP3 e tem por objetivo compreender o papel dos peritos externos neste programa, num dos concelhos da Área Metropolitana de Lisboa. Metodologicamente optámos por um paradigma interpretativo, utilizando uma metodologia qualitativa por meio de entrevistas semiestruturadas, realizadas a quatro peritos externos, por considerarmos a mais adequada ao nosso objeto de estudo. Os resultados da investigação permitem concluir que: são os AE TEIP que recrutam, de forma direta ou indireta, os peritos externos que os acompanham; a designação eleita pelos peritos externos para a sua ação é a de consultor, por se associarem ao papel de mediador e conselheiro, apesar de se considerarem figuras externas ao AE TEIP; os peritos externos desenvolvem um trabalho de partilha e colaboração com os diferentes elementos e equipas do AE TEIP; a relação de proximidade com a Direção-Geral de Educação, entidade que coordena o programa TEIP3, é considerada pelos peritos externos quase inexistente. |
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| Autores principais: | Capelo, Sandra Isabel Baptista |
| Assunto: | Políticas de educação prioritária TEIP3 Perito externo Amigo crítico Consultor Priority education policies External expert Critical friend Consultant |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa |
| Resumo: | O programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP) surge em Portugal a partir de 1996, inspirado em outros programas similares implementados a nível internacional. Esta medida política educativa foi criada pelo Despacho n.º 147-B/ME/96, de 1 de agosto, com o objetivo de promover a igualdade do acesso e do sucesso educativo da população escolar, no ensino básico. Este programa, desenvolvido inicialmente nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, foi alargado a todo o território nacional na segunda geração do programa (a partir de 2008). É nesta geração que surge um novo ator – o perito externo – que passa a integrar a equipa multidisciplinar dos Agrupamentos de Escolas (AE) TEIP com o objetivo de apoiar a implementação do projeto educativo e de acompanhar a avaliação. A convocação deste ator mantém-se na terceira geração do programa. A realização desta dissertação tem como objeto de estudo a ação dos peritos externos no programa TEIP3 e tem por objetivo compreender o papel dos peritos externos neste programa, num dos concelhos da Área Metropolitana de Lisboa. Metodologicamente optámos por um paradigma interpretativo, utilizando uma metodologia qualitativa por meio de entrevistas semiestruturadas, realizadas a quatro peritos externos, por considerarmos a mais adequada ao nosso objeto de estudo. Os resultados da investigação permitem concluir que: são os AE TEIP que recrutam, de forma direta ou indireta, os peritos externos que os acompanham; a designação eleita pelos peritos externos para a sua ação é a de consultor, por se associarem ao papel de mediador e conselheiro, apesar de se considerarem figuras externas ao AE TEIP; os peritos externos desenvolvem um trabalho de partilha e colaboração com os diferentes elementos e equipas do AE TEIP; a relação de proximidade com a Direção-Geral de Educação, entidade que coordena o programa TEIP3, é considerada pelos peritos externos quase inexistente. |
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